terça-feira, 17 de março de 2009

Trabalho em Equipe

UniGlobo


Nos últimos tempos, as empresas redescobriram o trabalho em equipe, pois não podemos dizer que esse modelo nunca existiu, ao contrário, é um velho conhecido desde muito tempo atrás. Com os programas de qualidade, esta forma de trabalhar voltou como uma onda muito forte ao cotidiano de muitas pessoas. A partir daí, hoje dificilmente não se exige das pessoas esse comportamento dentro de qualquer empresa. No entanto, para desenvolvê-lo é preciso, por exemplo, um ingrediente fundamental que é muito escasso nas organizações: o tempo.

Uma verdadeira equipe de trabalho precisa de tempo para que seus membros possam, por exemplo, ajustar suas diferenças individuais (de percepção, de forma de trabalhar, de relações...). Este é o primeiro passo para o caminho em direção à produtividade da equipe; quando uma equipe amadurece, estas diferenças são colocadas a serviço do coletivo. Além deste aspecto, o verdadeiro trabalho em equipe implica em uma organização interna de papéis, recursos e dinâmica de funcionamento, acertos de convivência, grau de autonomia decisória e relações com o líder. Esses detalhes precisam aparecer e serem tratados rapidamente pela equipe, sob pena de adiar seus melhores níveis de produtividade e de sucesso. Sabemos que isto não é fácil de conseguir, nem tampouco rápido de se consolidar pois em meio ao trabalho cotidiano de muita pressão, principalmente por resultados, as soluções, nem sempre são fáceis de se implementar.

No entanto, para chegar ao estado de produtividade ideal é importante que a equipe separe periodicamente um espaço e um tempo para realizar alinhamentos: das expectativas, das relações, dos conflitos, das individualidades em direção aos objetivos e aos resultados. Desta forma é mais adequada a construção daquilo que se denomina ?pactos de convivência? entre os membros da equipe. São condições, expectativas e percepções individuais explicitadas e negociadas em relação à situação em que a equipe se encontra, ou deseja chegar. Construir um pacto deste tipo implica, portanto, em sentar junto com uma certa periodicidade e resolver questões do tipo:

- definição de objetivos e metas
- divisão de papéis e funções
- ajustes interpessoais
- resolução de conflitos
- definição da organização do trabalho e dos níveis de autonomia
- relações com o líder

No fundo, é uma metodologia que propõe uma solução negociada de conviver mais focada, do que um treinamento genérico. Este tipo de intervenção tem se mostrado muito eficaz para equipes que precisam promover ajustes internos, no sentido de construir-se, ou de alavancar seus resultados e trazer saúde relacional à sua convivência cotidiana. Normalmente despende o mesmo número de horas de um treinamento comum, porém seu método, além de focado, respeita muito mais as características do desenvolvimento de equipes: o tempo e o esforço de construção utilizando as soluções que saem da própria equipe.

domingo, 15 de março de 2009

Por onde andam os Goonies?

Clássico dos anos 80 produzido por Spielberg conquistou jovens com as histórias fantásticas de sete crianças


Além do videogame, uma das diversões dos adolescentes nos anos 80 e 90 era sentar em frente à TV para assistir – no videocassete ou na Sessão da Tarde – às aventuras de sete crianças em busca de um tesouro de piratas. É raro um adulto que foi criança naquela época e não tenha assistido ao filme “Os Goonies” (1985), mais de uma vez.
Produzido por Steven Spielberg, o filme virou sucesso mundial e eternizou personagens como Mikey Walsh, Bocão, Sloth (o horrendo, porém adorável monstro que virou amigo do Gordo) e o pirata Willie Caolho. A canção "Goonies 'R' Good Enough", interpretada por Cindy Lauper, também se tornou um clássico. Hoje, 24 anos depois de lançado, “Os Goonies” ainda reúnem fãs pelo mundo. Na Finlândia, eles são conhecidos como "Arkajalat". Na Sérvia, "Gunisi". Na Suécia, "Dödskallegänget". O grupo possui até um
site oficial, onde é possível contactar outros “goonies”, comprar camisetas e outros itens promocionais, e ainda fazer o famoso juramento do grupo.


Sean Astin (Mikey Walsh)
Filho dos atores John Astin e Patty Duke, Sean foi um dos integrantes de “Os Goonies” que mais se destacou após o filme. Participou da trilogia de “Senhor dos Anéis”, de alguns episódios da série “24 horas” e outros filmes com alguma projeção. Formou-se em História pela UCLA. Sean é casado e tem três filhas.

Corey Feldman (Clark "Bocão" Devereaux)
É um dos ícones adolescentes dos anos 80. Participou de mais de 50 filmes ao longo de sua carreira, como “Garotos Perdidos”, “Sem licença para dirigir” e “Conta Comigo”. No entanto, hoje está afastado das telas para poder se dedicar à banda The Truth Moment e ao teatro. Casou-se duas vezes, uma delas com Vanessa Marcil, atriz figurinha fácil em seriados americanos. Tem um filho pequeno, Zen, do casamento com Susie Sprague.

Jonathan Ke Quan (Richard "Dado" Wang)
O garotinho vietnamita cheio de traquitanas de “Os Goonies” virou o mascote de Harrison Ford em “Indiana Jones e o Templo da Perdição”. Quando cresceu, porém, foi para trás das câmeras, atuando como treinador de artes marciais em filmes como X-Men.



Jeff Cohen (Lawrence "Gordo" Cohen)
O gorducho Cohen arrancou muitas risadas com seu jeito atrapalhado em “Os Goonies”. Mas sua carreira artística não deslanchou. Hoje ele é um advogado da área de entretenimento e eventualmente produz filmes independentes.

Josh Brolin (Brand Walsh)
Josh Brolin era Brand Walsh, o galãzinho do filme. O ator fez diversos filmes desde então, inclusive sucessos como “Onde os fracos não têm vez”, dos irmãos Cohen, e “Melinda e Melinda”, de Woody Allen. Também participa do filme “Milk”, com Sean Penn, e interpreta George Bush em “W”, de Oliver Stone. Kerri Green (Andy Carmichael) Namoradinha de Brand, Kerri era a cheerleader de “Os Goonies” e salvou o grupo de cair de um penhasco ao tocar um piano feito de ossos. Participou de series como “Law and order”, “ER” e “Louco por você”, com Helen Hunt.


Martha Plimpton (Stef Steinbrenner)
Modelo e atriz, Martha interpretou a adolescente ranzinza no filme. Ficou também conhecida por seu namoro com River Phoenix, ídolo dos anos 80 e 90 que morreu precocemente de overdose. Atualmente, escreve peças de teatro, mas de vez em quando dá pinta em alguns seriados como “ER”.

John Daniel Matuszak (Sloth)
John interpretou o feioso, mas adorável monstrinho do filme, Sloth. Sua maquiagem demorava cinco horas para ficar pronta. Antes de ser ator, ele era jogador de futebol americano, conhecido como “Tooz”. Morreu de ataque cardíaco, em 1989, possivelmente por excesso de anabolizantes.

sábado, 14 de março de 2009

CHEGOU!!!!

Principe Charles acabou desembarcar no Aeroporto Maestro Wilson Fonseca, sem a Duquesa da Cornuália, Camila Parker. O vôo chegou por volta de uma hora da tarde.

O principe " muito simpático" não acenou e nem mandou beijinhos para ninguém. Simplesmente desembarcou e entrou no carro que o levou à vila balneária de Alter-do-Chão de onde seguirá, de barco, para a comunidade de Maguari, na Floresta Nacional do Tapajós.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sexta-feira 13 com lua cheia traz sorte no amor


Ao contrário do que se pensa, data traz bênçãos para as pessoas.Bruxa ensina ritual para aproveitar benefícios do dia especial.


Do G1, em São Paulo


Prepare-se para esta sexta-feira (13). Segundo a bruxa Paula de Animu, da Escola de Bruxo, a data, considerada de bênçãos para as bruxas, será ainda mais especial: a noite de passagem da quinta-feira(12) para a sexta-feira será de lua cheia. Esse fato, de acordo com Paula, potencializa os efeitos benéficos da data para as pessoas, especialmente na área do amor. “Na visão da bruxaria, o dia 13 é abençoado como todo outro dia. A crença de que ele traz azar é uma superstição. Uma possível explicação para isto é que, no tarô, a carta com o número 13 é a da morte”, diz Paula.

Algo que intensificaria a crença, de acordo com a bruxa, é o fato de o sexto dia da semana ser visto por muitos como um dia ruim, pela carga negativa associada ao número seis. “Mas a sexta-feira 13 não é nada disso”, garante a bruxa. “A sexta-feira é regida por Vênus, a deusa do amor. O 13 é um número de renovação. A soma destes fatos faz da data um momento que deve ser aproveitado para novas oportunidades”, diz.
Ritual
Conforme as dicas da bruxa Kabathan, como Paula se denomina, quem quiser mudar de relacionamento, pode aproveitar a data para conseguir novas experiências no amor. “Novos alvos, novos objetivos, tudo é possível nesta data”, afirma. No momento crucial para aproveitar os aspectos positivos da data, segundo Kabathan, a primeira coisa a ser feita é “manter mente positiva e focada no objetivo almejado.
É bom pensar positivo, mas desde que isto não prejudique ninguém, não puxe tapete dos outros”. Na passagem da quinta-feira para a sexta-feira, a bruxa recomenda que, precisamente à zero hora, seja aceso um incenso com aroma de “dama-da noite”, um “incenso para o amor”, diz Kabathan. Enquanto o incenso queima, é preciso pensar exatamente no que se deseja.

"‘Quero um novo amor’, ou ‘um novo emprego’, é o que a pessoa deve pensar. Ou então, ‘quero permanecer no mesmo emprego ou relacionamento, mas quero que aconteçam coisas melhores’”, explica.
Barreiras
Segundo o mago Bruno Rafael, da Casa de Bruxa e Universidade Holística, a passagem da sexta-feira para o sábado (14) também será especial. “A transição marca a passagem da lua cheia para a minguante e isto significa a possibilidade de quebra de barreiras, principalmente nos caminhos do amor”, diz.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Um Príncipe em nossas vidas!!

Com a chegada aguardada para as 13h30, o príncipe Charles e sua mulher, a duquesa da Cornualha, Camilla Parker Bowles, pisaram na pista do Aeroporto Internacional de Brasília por volta das 15h desta quarta-feira.

O casal foi recebido por um pequeno grupo de jornalistas e cinegrafistas que registraram o início da "visita ambiental".

O Príncipe começou sua visita pelo Congresso Nacional, que de real só tem a moeda mesmo!! O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o príncipe Charles durou exatos 40 minutos. O príncipe de Gales chegou ao Palácio do Planalto às 18h05 e deixou o local às 18h45.

Nos quatro dias que passará no país, Charles deverá se reunir com líderes empresariais para discutir ações contra o aquecimento global. Durante este tempo, visitarão as cidades de Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM) e Santarém (PA).
Todas as visitas têm previsões relacionadas a atividades ambientais. O herdeiro ao trono britânico tentará envolver os jovens e o empresariado brasileiro no combate à mudança climática e a favor do desenvolvimento sustentável.

A visita também tem como objetivo reforçar os laços entre o Reino Unido e o Brasil, país que os britânicos consideram um de seus principais parceiros políticos e comerciais na América Latina.

Chile e Equador também fazem parte do roteiro da realeza pela América do Sul.

terça-feira, 10 de março de 2009

Prodígio da Política Norte Ameriana


Depois de Barack Hussein Obama, será que os jedais Republicanos vislumbram "Uma Nova Esperança"? Pelo menos é o que alguns membros do partido querem acreditar. O jovem "Anakin" Jonathan Krohn, um garoto detentor de uma grande quantidade de "middchlorians" (ou a Força), é um apaixonado pela política conservadora.


Sarah Palin, o encanador Joe e o próprio John McCain, candidato à Presidência derrotado nas eleições de novembro do ano passado por Barack Obama, têm um forte concorrente pela liderança do combalido Partido Republicano, e ele nem sequer vota. Jonathan Krohn, um garoto de apenas 14 anos de idade vem roubando as atenções dos eleitores mais conservadores do país, ganhando destaque em toda a imprensa norte-americana e se transformando em um novo ídolo. Jonathan, que fez aniversário no último domingo, apareceu nacionalmente pela primeira vez há duas semanas, quando deu uma curta palestra durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, da sigla em inglês). O tom épico e apaixonado com que falou sobre suas crenças políticas o transformou em uma das principais estrelas do encontro, do qual participam alguns dos nomes mais relevantes do partido.

Desde então, seu discurso se difundiu rapidamente pela internet e ele foi tema de reportagens e entrevistas nos dois principais canais de notícias do país (CNN e Fox News), entrou na lista de piadas do humorista Jon Stewart (do Daily Show) e acaba de ganhar um perfil no “New York Times”. Se não fosse muito para alguém tão novo, ele já está se tornando uma referência política dentro do partido, e é convidado para reuniões com candidatos a cargos executivos do país.

Filho de um analista de sistemas com uma ex-atriz que trabalha como representante de vendas, Jonathan foi educado em casa, e desenvolveu a paixão conservadora praticamente sozinho, disseram seus pais em entrevista ao diário nova-iorquino.

O próprio Jonathan contou, em entrevista ao site “Huffington Post”, que se apaixonou por política aos 8 anos, ouvindo a um programa na rádio. “Comecei a aprender cada vez mais e a pensar por mim mesmo, a entender a política por mim mesmo. E comecei a conseguir usar minha mente para me envolver em conversas políticas sob a mentalidade conservadora”, disse na época do encontro conservador, ainda com 13 anos.

E foi há um ano, quando completou 13, que ele ganhou um computador e começou a escrever suas ideias, construir um argumento para combater o que chamava de mal uso do termo “conservadorismo” na campanha presidencial. O resultado é que ele publicou um livro de 86 páginas, “Define conservatism” (defina conservadorismo) que o lançou como o atual fenômeno político.

Jonathan entra com destaque no cenário meses após a derrota eleitoral dos conservadores que permitiu a eleição de Barack Obama. Ele recebe atenção especial por ser jovem em um partido que costuma ser descrito como menos antenado com as novas gerações e deixado em uma encruzilhada, procurando seu futuro. Na entrevista ao “Huffington Post”, que é visto como um site liberal e democrata, Jonathan falou sobre sua visão da forma como o Partido Republicano pode se reeguer. “Conservadorismo, conservadorismo, conservadorismo”, disse. Aos 14, ele nem sequer tem um celular próprio para poder conceder entrevistas, mas já é visto como um símbolo da oposição ao atual governo e do futuro que os republicanos podem ter.

QUEM COMEU MEU MIOJO???

Alimento foi considerado invenção japonesa mais importante do século 20. Ele foi criado em agosto de 1958, no Japão.

Tradicional pelo gosto peculiar e preparo fácil e rápido, o macarrão instantâneo, conhecido no Brasil como “miojo”, completa 50 anos. O criador da delícia, Momofuku Ando, que nasceu em Taiwan, lançou o produto em 25 de agosto de 1958. Ele teve a idéia depois da Segunda Guerra Mundial, ao notar que a população passava muito tempo nas filas para comprar alimentos.

O chicken lámen, primeiro produto da linha de macarrão instantâneo, foi lançado no Japão pela Nissin Food, fundada por Ando. Apesar de ter sido criado em 2008, a celebração pelos 50 anos da invenção do produto se estende até agosto deste ano.

Entre inovações em praticidade e sabor, o macarrão instantâneo foi considerado a invenção japonesa mais importante do século 20, em uma pesquisa feita no país em 2000. Para ganhar a característica da instantaneidade, o macarrão passa por um processo de secagem em óleo fervente.

No Brasil, o "miojo" chegou em 1965, quando foram lançados os sabores galinha e carne. De lá para cá, novos e curiosos sabores fazem o gosto de adultos e crianças. Feijão com bacon e até mesmo hot dog estão os mais novos sabores laçando no mercado. Os novos sabores podem ser encontrados na linha Renata Express, fabricada pelo Grupo Selmi, que produz macarrão instantâneo desde 1996.

domingo, 8 de março de 2009

A guerra dos Raimundos na terra de ninguém

Por Jota Ninos
Jornalista

Uma incrível coincidência de nomes pode ser um atrativo a mais no já tão conturbado processo eleitoral suplementar de Santarém, caso ele realmente chegue ao fim no dia 5 de abril. Depois de um ciclo político de 10 anos que eu sempre chamo de Ron-Ron (de RONan Liberal e RONaldo Campos), e do ainda combalido ciclo Ma-Ma (de Lira MAia e Maria do Carmo MArtins), quem sabe tenhamos um novo ciclo com nomenclaturas idênticas, começando com uma guerra nesta terra que agora é de ninguém?

E ninguém atentou que, coincidentemente, os três candidatos a prefeito não assumem publicamente seus nomes comuns (e em comum): RAIMUNDO! O candidato do PT é o RAIMUNDO Inácio Campos Corrêa, contra o candidato do PSDB, Alexandre RAIMUNDO de Vasconcelos Wanghon e o tertius RAIMUNDO Márcio Pinto de Jesus, do PSOL. É muito Raimundo para uma eleição só!

Nada contra os Raimundos, afinal estamos na terra do São Raimundo e do São Francisco. Terra do antagonismo entre os dois santos representantes dos bairros da Aldeia (São Raimundo) e da Prainha (São Francisco). Terra do antigo clássico Rai-Fran.

Coincidentemente, também, a chapa do PSDB tem uma dupla Rai-Fran (o vice do Alexandre Raimundo é FRANCISCO Nélio Aguiar). Nesse quesito, Inácio Raimundo perde, pois seu vice é apenas um Zé Antonio, mas se levarmos em conta que há outro Inácio que se deu bem com um Zé a tiracolo, lá em Brasília…. Já o Raimundo Márcio tem um vice com nome meio francês, meio caboclo: Gean Carlos (o popular João Carlos, do francês Jean-Charles…).

Mas voltemos aos Raimundos, que é o que nos interessa. Supondo que aconteçam as tais eleições (há quase uma certeza no ar de que a ministra de nome inglês – Ellen Gracie Northfleet – vai acatar o pedido de Maria do Carmo e dar-lhe a oportunidade de finalmente sentar no trono municipal), haveria diferença entre estes Raimundos ou a coincidência onomástica se estenderia aos seus arquétipos ideológicos e espectros metodológicos?

Pode-se dizer que entre Raimundo Inácio e Alexandre Raimundo haja mais coincidências do que divergências. Mas quando se junta o Raimundo Márcio ao trio, as diferenças ainda são uma incógnita por se conhecer muito pouco do terceiro, mas provavelmente devem ser abissais, tanto ideologicamente quanto metodologicamente falando.

Convivi alguns anos ao lado de Raimundo Inácio, quando atuava no PT, do qual me desfiliei. Com relação ao Alexandre Raimundo, atuei bem próximo quando minha empresa de comunicação assessorou a Prefeitura de Santarém nos seus oito anos de vice. Quanto ao Raimundo Márcio, venho conhecendo recentemente nos corredores do Fórum de Santarém, onde trabalhamos juntos.

Nas próximas linhas, vou tentar desatar, ou enrolar, os nós entre eles, pelo pouco que conheço de cada um pela convivência pessoal e de informações em currículos, internet ou de terceiros.

A bateria de Maria
Raimundo Inácio é o típico caboclo da Vila do Aritapera que veio para a cidade e conseguiu seu lugar ao sol. Microempresário bem sucedido do ramo das baterias, foi um das centenas de pupilos desgarrados da batina(?) de padre Edilberto Sena, o grande criador de ONGs e de lideranças políticas de esquerda.

Antes de lidar com baterias, Raimundo Inácio era pura energia e fiel escudeiro de Edilberto nos movimentos ambientais como o GDA – Grupo de Defesa da Amazônia, ONG precursora da luta ambiental em Santarém que liderou o movimento contra o derramamento de mercúrio, no rio Tapajós, na década de 1980 (hoje, o GDA sobrevive apenas como um telecentro e biblioteca de temática ambientalista).

Raimundo Inácio atuou também no MEB – Movimento de Educação de Base, projeto educativo da Rádio Rural, onde conheceu e se casou com a pedagoga Fernanda Pimentel. Dentro do PT era o lugar-tenente da tendência Alternativa Democrática (AD), inspirada nos sonhos revolucionários do nosso padre radical que tenta, hoje, convencer os ingleses de não comer carne para salvar a Amazônia (!).

Ao lado de outras lideranças edilbertianas (e também já desgarradas de sua batina) como Socorro Pena, Everaldo Portela e Marco Aurélio, Inácio Raimundo era a voz da sensatez, do equilíbrio dentro da AD.

Coordenou as campanhas vitoriosas a vereador de Socorro (88) e Marquinho (92). Foram essas qualidades que Everaldo Martins detectou e fez de tudo para cooptar para o seu projeto de poder. Everaldo arrebatou primeiramente Socorro Pena (com quem se casou), que era a alma dos movimentos edibertianos. Anos depois, através de outra ONG ambientalista (o IPAM – Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia) promoveu o reencontro de Socorro e Fernanda (esposa de Inácio), iniciando (ou “inaciando”?) o namoro com o Raimundo das Baterias, aliás, Inácio das Baterias.

Assim, Raimundo Inácio tornou-se fiel escudeiro do grupo Martins e coordenou as campanhas de Maria em 1996 para prefeitura (morreu na beira) e 1998 para deputada estadual (vitória!). Ganhou reconhecimento do grupo e em 2000 foi testado como candidato a vereador, mas morreu abraçado com o principal antagonista de Everaldo, Pedro Peloso, que não conseguiu se reeleger (naquele ano acabou sobrando para o desconhecido Livaldo Sarmento, vereador de único mandato conquistado nas urnas, como é a sina dos petistas santarenos).

Em 2002, Raimundo Inácio voltou a coordenar a campanha de Maria ao Governo do Estado e novamente quase chegou lá, mas foi em 2004 que ele se realizou, com a eleição de Maria.
Como o companheiro Lula já havia chegado ao poder em 2002, Raimundo Inácio acabou indo administrar as Docas do Pará, mas acabou sendo levado para as entranhas do poder municipal, como secretário de Governo, onde passou a articular a reeleição de Maria. Em 2008, a vitória aconteceu, de novo, mas o TSE acabou jogando areia na bateria de Raimundo Inácio & Cia.

E no emaranhado de articulações, Raimundo Inácio acabou sendo a arma usada por Everaldo para mover a Rocha que tentou se interpor à frente de seu projeto. Com a remarcação da eleição e os novos prazos para desincompatibilizações, Raimundo Inácio tornou-se o candidato da coligação de 10 partidos e, caso Maria não volte esta semana ao trono, começará a corrida para torná-lo mais que um simples factóide.

Mas assim como Maria, Raimundo Inácio, se eleito for, não dará nenhum passo sem antes olhar para Everaldo. Pode-se até dizer que todo o imbróglio eleitoral acabou servindo para reforçar Everaldo Martins, já que Maria não suportava mais a influência “parasital” do irmão e ensaiava um grito do Ipiranga. Se não voltar à prefeitura e Inácio for eleito, o poder de Everaldo será ainda maior, pois Inácio é incapaz de levantar a voz contra seu grande líder, coisa que Maria, de vez em quando, ainda faz.

O cérebro de Maia
Alexandre Raimundo não tem trajetória ribeirinha, mas é fã de peixes. Sempre se perde atrás de uma montanha de acaris quando anda por aí. Esse é o único traço popular deste gigante, que sempre foi um menino-prodígio da classe média alta. Inteligente e bandalho, Alexandre Raimundo sempre foi referência nos grupos de jovens de famílias tradicionais de Santarém, que se rebelavam no início da década de 1980 contra a mesmice da disputa política entre Ronaldo Campos e Ronan Liberal.

Alexandre Raimundo chegou a participar dos encontros destes jovens que ainda militavam no antigo MDB, mas tentavam se afastar do caudilho Ronaldo Campos. Um dia o grupo viu que para chegar ao poder, o jeito era romper com aquele partido e a opção era o socialista PDT, onde Alexandre Raimundo iniciou sua trajetória política, elegendo-se vereador e presidente da Câmara, fruto de uma coligação (a famosa APS – Articulação Popular Socialista) com o PT que tinha como líderes Geraldo Sirotheau (PDT) e vice Milton Peloso (PT).

O intelectual Alexandre Raimundo formou-se cedo nas áreas de Administração e Economia, sendo líder na instalação da primeira faculdade genuinamente santarena, o ISES (Instituto Santareno de Ensino Superior), hoje incorporado às FIT (Faculdades Integradas do Tapajós). Como político, nunca gostou de atuar nas bases do partido e deixou a tarefa para Osmando Figueiredo, que passou a comandar o PDT com a morte de César Sarmento em 1992.

Como não tentou reeleição para vereador, Alexandre Raimundo tornou-se o tecnocrata por excelência, ao assumir a área de planejamento do governo Ruy Corrêa, de onde acabou saindo para ser vice de Lira Maia em 1996. Começou aí o martírio de Von. Sua personalidade foi sendo cada vez mais ofuscada pelo líder populista e demagogo, dono de um mutirão de votos.

Na condição de secretários de planejamento por 12 anos, e vários quilos de peso a mais no antigo corpo longilíneo, Alexandre Raimundo foi tornando-se cada vez mais a voz da elite local, ao casar-se com a viúva Zuíla, filha do grande empresário Francisco Coimbra Lobato. Em 2004, Alexandre Raimundo acreditava que bastava ter como cabo eleitoral o demagogo Lira Maia para chegar ao poder, mas acabou perdendo as eleições para Maria do Carmo.

As antigas amizades com os neo-petistas Martins, dos velhos encontros intelectuais regados a cerveja e música do canto de Várzea, ressurgiram na campanha de Maria do Carmo ao Governo do Estado em 2002, quando Von apoiou-a na bravata eleitoral (que quase deu certo). Essa aproximação rendeu a Von um convite para ser o candidato a prefeito com apoio do PT reeditando a antiga APS. Mas a condição era se afastar de Lira Maia, e isso Von não conseguia fazer naquele momento.

Em 2006, Alexandre Raimundo se elege deputado estadual, com apoio explícito de Maia, agora pelo PSDB, partido que mais expressa sua ideologia neoliberal. Seu discurso foi ficando cada vez mais rancoroso contra o petismo, afastando-se quase que definitivamente dos velhos amigos Martins. Mas em 2008, Alexandre Raimundo dá sinais de começar a se desvencilhar da figura nociva de Maia. Não aceita ser seu vice, apesar de apoiá-lo na campanha.

Com a cassação do registro de Maria, Alexandre Raimundo e seu partido se apressam em lançá-lo como alternativa, fechando qualquer possibilidade de aceitar ser vice numa hipotética recandidatura de Maia. Trazendo Nélio para seu lado, se credencia no mínimo a uma reeleição para deputado estadual, já sem muita influência de Maia (será?).

Mas a dobradinha Maia/Von, se não vai ser reeditada, continuará a ter reflexo sobre a biografia de Alexandre Raimundo. Hoje, tenta oxigenar seu grupo atraindo jovens ligados as mesmas elites (através do PV) que vislumbram o mesmo sonho daquele grupo de Von nos anos 1980: sair da mesmice de Maias e Martins.

O coração do PSOL
Raimundo Márcio, coincidentemente, também é um caboclo do Aritapera, só que da Boca de Cima e não da vila, como Raimundo Inácio. Professor e bacharel em Direito é um neófito na política. Foi um dos filiados do PT que, decepcionados com a performance petista pós-Mensalão, apostou na aventura da histriônica senadora Heloísa Helena, e entrou no PSOL. Seu debut na política foi liderar uma greve de professores estaduais em Santarém, no início de 2008, como presidente do Sinttep regional.

Raimundo Márcio, que ainda é solteiro, é ainda um desconhecido do grande público e não tem outra experiência administrativa, como Raimundo Inácio e Alexandre Raimundo. Sua participação na eleição de 2008 ficou aquém das expectativa de quem queria se cacifar para uma candidatura a deputado estadual em 2010. Mas a cassação do registro de Maria o recolocou no cenário político, fazendo-o liderar todas as pesquisas com revoltados eleitores diante do imbróglio eleitoral.

Os números excitaram o PSOL nacional, que não conseguiu eleger nenhum prefeito no Brasil em sua primeira aventura eleitoral no ano passado. Assim, os olhos do PSOL se arregalaram diante do que seria um novo fenômeno eleitoral nos grotões do Brasil, e apostam todas as fichas mandando uma valiosa colaboração à pequena estrutura que Raimundo Márcio teve no ano passado. Ele passa a ser o coração do PSOL local, muito embora o pequeno partido já sofra da principal doença da esquerda; a divisão em tendências. Os poucos filiados do PSOL (que dizem caber numa Kombi) se subdividem em três tendências locais (!). Ao que parece, Raimundo Márcio estaria acima destas tendências e acaba sendo o consenso entre elas.

Agora, com comitê eleitoral no centro da cidade e direito a marqueteiros do Rio Grande do Sul, Raimundo Márcio acredita que, se houver eleição, possa diminuir as distâncias numéricas contra seus adversários. Encarna o papel de Davi, só que contra dois Golias. Havendo ou não eleição, a exposição de agora pode servir-lhe pelo menos para tentar aumentar o cacife para 2010.
O LEITOR - Bernhard Schlink

História: Até que ponto o povo alemão foi culpado pelo holocausto? Tanto quanto os líderes nazistas? Ou eles estavam só cumprindo ordens do regime e não merecem punição? O Leitor parece ser só mais um filme sobre esse assunto. Só que é bem mais do que isso.
O livro: O filme foi fiel a ele. Só que é melhor lê-lo depois de ter visto a produção, já que é impossível imaginar uma Hanna (a protagonista) tão complexa quanto a de Kate Winslet.

Eu leio SUPER INTERESSANTE!!!

A revista Super Interessante deste mês trás uma reportagem de capa muito bacana, principalmente, para quem tem cachorro em casa.
"CACHORROS: por que eles viraram gente" é o título da reportagem e vai explicar como eles escolheram deixar a natureza para viver entre nós. Aprenderam a falar com a gente, enganaram nossos instintos e viraram nossos filhos.

Quando brincamos com eles, nosso corpo libera ocitocina;
o memso hormonio que nos faz amar as crianças.


Os cães são os únicos animais que agem como filhotes depois de adultos. É uma estratégia evolutiva para nos conquistar.

Cruzamos animais da mesma família para aperfeiçoar e embelezar as raças. Mas isso resultou numa explosão de doenças genéticas.


Os cães tem nove vezes mais distúrbios psicológicos do que os humanos. E 77% deles tomam algum tipo de remédio.

sábado, 7 de março de 2009



Ontém, sexta-feira (adoro esse dia!!), uma noite muito agradável entre amigas e advinhem o que rolou: Ah! nada de mais... o quê um grupo de amigas podem fazer??

Rolou muita conversa, gritaria, intrigas (somos mulheres), abraços e beijinhos, declarações de amor e amizade eternas, pagações de mico, umas briguinhas pra apimentar e alguns copos de cerveja para matar a sede.

Hoje, ao invés de eu acordar com ressaca, simplesmente me senti meio pensativa. Me peguei filosofando sobre as questões intrinsecas à vida.

E para me ajudar nessa busca, fui pedir auxílio ao meu filósofo favorito: Friedrich Nietzsche. Em uma obra mágica que me motivou a encarar as várias faces da realidade, além das duas que nos são impostas desde a infância: o certo e o errado, o bom e o ruim, etc.

"PARA ALÉM DO BEM E DO MAL: Prelúdio a uma filosofia do futuro", é uma crítica que Nietzsche faz do idealismo metafísico, focaliza as categorias do idealismo e os valores morais que o condicionam, propondo uma nova abordagem: a genealogia dos valores.

Questionar os valores morais implica descrever sua origem e sua história. Para este pensador, os valores morais originam-se da reação dos fracos, que colocam o bem como a negação das ações dos poderosos.

Bem fica aí a minha outra dica de leitura e abaixo três boas razões para se refletir um pouco.

" O que é viver? É querer ir sempre além, num vir-a-ser eterno, portanto sem pensar em preservar-se. Viver é Superar-se cinstantemente".

* "Criar os próprios valores não é para 'ovelhas', é para os 'espíritos livres'".

* "O perspectivismo não é dogmático e, por isso, pode ser aplicado à busca de Conhecer o conhecimento".

sexta-feira, 6 de março de 2009

FRASES PUBLICADAS EM ALGUNS JORNAIS.


1. "A nova terapia traz esperanças a todos os que morrem de câncer a cada ano." (Na cova?) - Jornal do Brasil

2. "Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente." (O frio não estava filiado ao sindicato grevista) - O GLOBO

3."Os sete artistas compõem um trio de talento." ( Hã?) - EXTRA

4. "A vítima foi estrangulada a golpes de facão." (uma nova modalidade de estrangulamento) - O DIA

5. "Os nossos leitores nos desculparão por esse erro indesculpável." (De modo algum!) - O GLOBO

6. "No corredor do hospital psiquiátrico os doentes corriam como loucos." (naturalmente....) - O DIA

7. "Ela contraiu a doença na época que ainda estava viva." (Jura?) - JORNAL DO BRASIL

8. "Parece que ela foi morta pelo seu assassino." (Não diga!) - EXTRA

9. "Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça." (Espera, onde foi o machucado mesmo?) - O DIA

10. "O acidente foi no triste e célebre Retângulo das Bermudas." (Gente, mas até ontem era um triângulo!) - EXTRA

11. "O tribunal, após breve deliberação, foi condenado a um mês de prisão." (E será que ele tem cela especial?) - O DIA.

12. "O velho reformado, antes de apertar o pescoço da mulher até a morte, se suicidou." (Seria a volta dos mortos- vivos?) - O DIA

13. "A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço." (Que aberração!) - EXTRA

14. "Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério,para a satisfação dos habitantes." (Água no além para purificar as almas...) - JORNAL DO BRASIL

15. "Há muitos redatores que, para quem veio do nada, são muito fiéis às suas origens." (Do pó ao pó...) - O GLOBO

16. "O aumento do desemprego foi de 0% em novembro." (Onde vamos parar desse jeito?)

17. "O presidente de honra é um jovem septuagenário de 81 anos." (Quanta confusão!)

18. "Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio, trata-se de um incêndio." (Ah, bom achei que fosse uma churrascada!)

19. "Na chegada da polícia, o cadáver se encontrava rigorosamente imóvel." (Viu como ele é disciplinado?)

20. "O cadáver foi encontrado morto dentro do carro." (Sem Comentários)

21. "Prefeito de interior vai dormir bem, e acorda morto." (acorda ? )

DICA DE LEITURA

A minha primeira dica de leitura do blog não é nenhum lançamento. Trata-se de um dos livros mais controvertidos do século XX. Meticuloso, pelo trabalho de pesquisa que exigiu mais de 10 anos de dedicação. Herudito, pelo conhecimento. Ousado ou herético, para muitos, pelas conclusões que propõe.

Para quem tem certeza de suas crenças e uma fé inabalável que não se furtam a outras perspectivas. Ou para aqueles que, como eu, amam história e estão sempre em busca de outras versões menos ortodoxas para entender o mundo.

Resenha:

A trama parte de acontecimento perfeitamente documentado no fim do século XIX: a descoberta, pelo padre Bérenger Saunière, nas fundações da igreja de Rennes-le-Chàteaum no sul da França, alguma coisa que lhe conferiu grande poder sobre seus superiores e acesso a círculos restritos da nobreza européia.Para muitos, um tesouro. Para Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh, no entanto, muito mais do que isso: um conjunto de informações, codificadas em pergaminhos dos primeiros séculos da nossa era, contendo as mais explosivas revelações sobre a figura de Cristo e a formação do cristianismo. A recomposição desses dados misteriosos, feita a serviço da BBC de Londres e documentada nesta obra passo a passo, esbarra em documentos depositados na Biblioteca Nacional de Paris, sociedades secretas, ordens religiosas, as lendas do Santo Graal, grandes heresias da idade média, as primeiras Cruzadas, diversos massacres, uma releitura dos Evangelhos e converge para as origens da dinastia merovíngia, a "linhagem sagrada", afogada em sangue há mais de 1.300 anos, com apoio da Igreja, que buscava abafar para sempre um segredo, finalmente revelado no fim deste livro.

'Quem quer ser um milionário?' mostra por que a Índia está na moda


Entre outros muitos prêmios, longa-metragem levou oito Oscars.

Ronaldo Pelli Do G1, no Rio

Não é necessário fazer muito esforço para perceber que a Índia está na moda. Para nós brasileiros, o principal responsável é a novela “Caminhos das Índias”, claro. Porém, no mundo inteiro, as pessoas começam a entender que a Índia tem sáris coloridos e uma tradição milenar, mas vai além disso. O último Booker Prize, principal prêmio literário em língua inglesa, por exemplo, saiu para “O tigre branco”, do indiano Aravind Adiga. Mas o ápice dessa onda é, até agora, “Quem quer ser um milionário?”. Um filme que se passa inteiramente em território indiano e arrematou, entre outras muitas premiações, oito Oscars, inclusive o de melhor diretor e filme.

E não é difícil entender por que a Índia está em voga com “Slumdog Millionaire” (no original em inglês). O filme, que estréia nesta sexta-feira (6) nos cinemas aqui do Brasil, assim como o país, encanta porque pode ser interpretado de diversas maneiras. Dirigido por Danny Boyle (de “Trainspotting”, entre outros), “Quem quer ser um milionário?” narra a saga de Jamal, um garoto pobre de uma das maiores favelas da Ásia, que trabalha servindo chá em uma companhia de telemarketing e tenta reencontrar sua amada Latika (interpretada pela bela Freida Pinto).

Ao longo da história, ele e o seu irmão, Salim, presenciam um ataque de extremistas religiosos, passam por um abrigo em que crianças são forçadas a mendigar, e pelo Taj Mahal, onde aprendem o que é a típica malandragem indiana. Já crescidos, os dois voltam para Mumbai por causa de Latika e se desentendem. Como última alternativa para encontrá-la, Jamal (interpretado na fase adulta por Dev Patel, com a cara de inocente que o personagem exige) se inscreve em um programa de TV de perguntas e respostas coordenado por um apresentador sem escrúpulos (o ótimo Anil Kapoor). Se chegar ao fim do show, ele leva para casa um prêmio de 20 milhões de rúpias (algo próximo a R$ 1 milhão).

Mas as interpretações – e as semelhanças com o Brasil – não acabam aí. “Slumdog...” fala sobre sorte, destino, amor, conflitos familiares, tudo num ritmo que lembra uma outra história envolvendo um rapaz pobre que luta para sobreviver em uma favela de um grande país. Alguém falou “Cidade de Deus”? Pois o próprio diretor Danny Boyle já admitiu ser um grande admirador do filme do diretor Fernando Meirelles. A produção, inspirada no livro “Sua resposta vale um bilhão”, de Vikas Swarup, mostra ainda a Índia sem os estereótipos místicos nem as disputas de castas que estamos acostumados a associar ao país. Mas investe em outros, como a pobreza e o romantismo ingênuo. Boyle também presta homenagem à Bollywood, a indústria do cinema de Mumbai, com direito a dança e música, “Jai ho”, algo como “que haja a vitória”, responsável por outro dos Oscars do filme.

Essa mistura de baixo orçamento entre Bollywood e Hollywood feita por um diretor inglês com influências de um filme brasileiro retratando o mais tradicional dos temas, o amor, tem feito sucesso no mundo inteiro. Talvez seja essa a explicação para a recepção de “Quem quer ser um milionário?”. Mostrar que a Índia é um país único, singular, mas que aceita qualquer interpretação. Ou como explicou Glória Perez, autora da novela das 20h, que disse ter recebido um conselho para escrever sua novela: “tudo o que você fizer saiba que na Índia tem”.

No sexto filme da série Harry Potter, O Enigma do Príncipe, o bruxo adolescente finalmente achará o amor da sua vida, como podemos ver na foto divulgada pela revista Entertainment Weekly. Nela é possível ver o primeiro beijo - ou quase lá - de Harry e a ruivinha Gina Weasley.

Continuando as aventuras de Potter (Daniel Radcliffe), o longa mostra o temível Lorde Voldemort (Ralph Fiennes), ameaçando a paz do mundo dos bruxos. Hogwarts não é mais um local seguro e tudo indica que o perigo está mais próximo do que todos imaginam. Enquanto isso, o diretor Dumbledore terá que preparar Potter para a batalha final com o Lorde das Trevas. O longa estréia no dia 17 de julho de 2009.

O produtor David Heyman fala um pouco sobre o sexto filme:
“É Diferente dos outros filmes. Não é ação sem parar como alguns dos outros são, apesar de haver alguma ação. É um filme mais emocional. Nós seguimos múltiplas histórias: o relacionamento de Harry com Gina Weasley, o relacionamento de Ron com Lilá Brown… Também há o desconforto de Hermione com esse relacionamento. Há a história de Draco Malfoy. E tem a relação de Harry com Dumbledore. Estamos seguindo essas múltiplas histórias que enriquecem a tela”.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Você já pensou que a posição que você dorme pode falar um pouco da sua personalidade? Segundo uma pesquisa feita na Inglaterra pelo cientista Chris Idzikovski, o jeito de dormir reflete alguns traços do nosso temperamento.


Para quem acredita e para os descrentes aí vai umas posições:

QUEDA LIVRE - A PESSOA QUE DORME ASSIM GOSTA DE CONVIVER COM OS AMIGOS E NORMALMENTE FALA TUDO O QUE PENSA. ESTÁ SEMPRE DE BEM COM A VIDA, MAS NO FUNDO SE SENTE UM POUCO FRÁGIL. ALÉM DISSO REAGE MAL SEMPRE QUE É CRITICADA.


SOLDADINHO - QUEM DORME DESTE JEITO COSTUMA SER MUITO CRITERIOSO COM AS SUAS ESCOLHAS E SÓ SE CONTENTA COM O QUE É MUITO BOM. TAMBÉM É UMA PESSOA RESERVADA, QUE ADMIRA O SILÊNCIO.


ESPAÇOSA - A PESSOA GOSTA DE SE ESPARRAR NA CAMA. É DO TIPO QUE DEMORA A TOMAR DECISÕES E TEM UMA NATUREZA DESCONFIADA.




POSIÇÃO FETAL (MAIS COMUM ENTRE HOMENS E MULHERES) - QUEM DORME ASSIM É SENSÍVEL E TÍMIDO. TEM UM LADO RESERVADO QUE FAZ A PESSOA PARECER UM POUCO DURONA, MAS É SÓ APARÊNCIA.



ESTRELA DO MAR - QUEM DORME ASSIM TEM FACILIDADE PRA FAZER AMIZADE E ESTÁ SEMPRE DISPOSTO A AJUDAR OS OUTROS. TAMBÉM NÃO GOSTA MUITO DE SER O CENTRO DAS ATENÇÕES.

Bem, eu não sou comentarista esportiva, mas quero deixar claro que adoro esporte, e amo futebol. Contudo, vou me arriscar aqui e escrever umas linhas sobre o meu time de coração e chamar a atenção para um jogo que poderá vir acontecer.

Nos gramados a minha paixão é devotada ao CLUBE REGATAS FLAMENGO, faço parte da imensa “Nação Rubro-Negra”, nação esta que dormiu muitíssimo bem nesta noite de quarta-feira.

Pela Copa do Brasil o Flamengo goleou o Ivinhema e se classificou sem a necessidade da segunda partida.
O Ivinhema era o adversário dos sonhos. O time rubro-negro goleou por 5 a 0 o time de Campo Grande, e eliminou a partida de volta da primeira fase da Copa do Brasil.

De quebra, a equipe do técnico Cuca aliviou a pressão após a eliminação para o Resende na semifinal da Taça Guanabara. E o dia já havia começado com uma boa notícia para os jogadores: o salário de dezembro foi pago.

Os gols do Flamengo foram marcados por Leo Moura, Zé Reberto (duas vezes), Kleberson e Maxi.

E olhem o que poderá acontecer na próxima fase, o Rubro-Negro vai enfrentar o vencedor do confronto entre Remo (PA) x Barras (PI).

Como noticiamos no Bom Dia Santarém de hoje, O time do Remo venceu a primeira partida, fora de casa, contra o Barras do Piauí por 1 x 0. A chuva quase provoca o cancelamento do jogo, mas depois de 20 minutos a bola rolou. Com a vitória, o Leão azulino tem a vantagem do empate no jogo de volta no Mangueirão, dia 18/03.

Então fica a torcida para que essa partida aconteça, assim a “Nação Rubro Negra” terá mais uma boa noite de sonho, e eu terei o prazer de ver a agonia dos remistas.

terça-feira, 3 de março de 2009

Jessica Rabbit é eleita à personagem mais sexy dos desenhos animados

Pesquisa realizada na Inglaterra elegeu musa com 37 % dos votos.A segunda posição ficou com a melindrosa Betty Boop.



Do G1, em São Paulo Tamanho da letra



Jessica Rabbit em cena do filme 'Uma cilada para Roger Rabbit'

Uma pesquisa realizada por uma indústria britânica de alimentos elegeu a ruiva Jessica Rabbit, do longa “Uma cilada para Roger Rabbit” como a personagem mais sexy dos desenhos animados.


A empresa Cadbury, responsável pela produção do chocolate Dairy Milk, entrevistou 1.000 britânicos para a pesquisa. Jessica Rabbit foi eleita a mais sexy com 37% dos votos, enquanto a melindrosa Betty Boop, com sua saia curta e cabelos encaracolados ficou em segundo lugar, com 20% das citações.


A coelhinha (literalmente) Caramel Bunny, mascote do chocolate, ficou com o terceiro lugar, com 10% dos votos. Outras personagens que disputaram o posto de mais sexy incluem Cinderal, Branca de Neve, Wilma Flinstone e Daphne, do desenho Scooby Doo.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Comissão concede indenizações a estudantes e professores perseguidos pelo regime militar


Agencia Brasil


O julgamento que terminou na madrugada de hoje (28), no Rio de Janeiro, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça concedeu direito à indenização a 19 pessoas, entre estudantes e professores, expulsos, demitidos ou aposentados compulsoriamente durante o regime militar. Dois processos tiveram a decisão adiada devido a pedidos de vista. Os estudantes anistiados receberão até 30 salários mínimos por ano de perseguição e terão o direito de terminar a faculdade que cursavam quando foram expulsos. Para os professores, a indenização varia caso a caso. Em geral, eles terão direito a revisão da aposentadoria.Os processos dos militantes, inicialmente afastados dos ambientes de ensino, mas que depois também foram presos por até 12 anos ou torturados, foram analisados na seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no centro da cidade.

O julgamento ocorreu logo após uma sessão especial da entidade realizada para marcar os 40 anos do Decreto 477, que retirou mais de mil estudantes das universidades e demitiu cerca de 200 professores das instituições de ensino, de acordo com um levantamento feito pela União Nacional dos Estudantes (UNE).

Entre os pedidos de anistia e reparação analisados pelo Ministério da Justiça, estavam os dos organizadores do congresso clandestino da UNE, em 1968 e do ex-estudante da PUC-SP, Luiz Gonzaga Travassos da Rosa, que chegou a ser trocado pelo embaixador dos Estados Unidos, Charles Bruce Elbrich, e morreu no exílio.
Constam nos processos, documentos das universidades, do Arquivo Público Nacional, do extinto Serviço Nacional de Inteligência (SNI), do Superior Tribunal Militar e de jornais da época.

De acordo com o presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, o país paga até hoje um preço alto por ter interrompido pesquisas e perdido a chance de formar grandes intelectuais.

“É impossível mensurar todos os prejuízos. Temos a perda do capital intelectual, da capacidade criativa dos professores que tiveram que se exilar do país, impedidos de trabalhar e dos jovens proibidos de estudar. Um momento de total ausência de direitos”, disse.Abrão também lembrou que o decreto foi considerado o AI-5 das universidades e assim como o ato inconstitucional, se caracterizou pelos ritos sumários.

Os professores “subversivos” foram demitidos e impedidos de trabalhar em outras instituições de ensino por cinco anos; comoocorreu com o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, então professor da Universidade de São Paulo. Os estudantes expulsos não podiam voltar para as universidades por três anos.O Decreto 477 vigorou até 1979, quando foi revogada pela Lei de Anistia.

O próximo julgamento da Comissão de Anistia está previsto para 6 de março, em Brasília, em comemoração ao Dia da Mulher.

SEDE DE JORNAL GREGO É ATACADA


Um grupo de homens vestindo máscaras e armados com barras de aço atacou a sede do jornal Apogeymetin, em Atenas, capital da Grécia. Os agressores arremessaram pedras contra o escritório, causando tumulto e danos na redação. O ataque aconteceu na noite de quinta-feira (27/02).


A Federação Internacional dos Jornalistas (IFJ) condenou a ação e pediu que as autoridades gregas tomassem medidas para garantir a segurança dos veículos de imprensa. Esse foi o segundo ataque em menos de uma semana.


“O jornalismo está sendo alvo de constantes e violentos ataques (...). É hora das autoridades agirem para proteger os veículos de imprensa e seus profissionais e reprimir aqueles que tentam intimidar a mídia com atos de violência injustificáveis”, afirmou o secretário-geral da IFJ, Aidan White.


Na última semana, a emissora de TV privada Alter TV foi vítima de um ataque parecido. Sua sede foi invadida por homens armados pouco antes da transmissão do principal telejornal.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Decreto que levou o AI-5 para dentro das universidades faz 40 anos

Agencia Brasil


Os 40 anos do Decreto-Lei 477 serão lembrados hoje (27), às 10h, na 8ª Anistia Cultural, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro. O decreto, editado em 26 de fevereiro de 1969, durante a ditadura militar, define infrações disciplinares praticadas por professores, alunos, funcionários ou empregados de estabelecimentos de ensino público ou particulares.

Na prática, o decreto estabeleceu rito sumário para demissões e desligamento de professores, funcionários e estudantes que praticassem infração disciplinar considerada subversiva nas universidades brasileiras. O evento de amanhã é promovido pela OAB, pela Comissão de Anistia do Ministro da Justiça e pela União Nacional dos Estudantes (UNE).

Assinada pelo segundo presidente do regime militar, marechal Arthur da Costa e Silva, a norma considerava infração disciplinar a participação em paralisações da atividade escolar e na organização de eventos não-autorizados, a confecção de material subversivo, a prática de atos contrários à ordem pública ou à moral, o seqüestro de pessoas e a prática de atentados contra o patrimônio das universidades.

“No início, a gente pensou que não fosse para valer, dado o rigor ditatorial sem precedentes”, recorda-se o então estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da federação dos estudantes da capital federal, José Antônio Prates, hoje prefeito reeleito de Salinas, no interior de Minas Gerais.O decreto “era o AI-5 das universidades”, afirma o cientista político Octaciano Nogueira, professor da UnB, rememorando o Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, que cassou direitos e garantias fundamentais. Para a historiadora Alessandra Ciambarella Paulon, professora da Unilassalle e da Universidade Federal Fluminense, o decreto-lei, expedido em tempos de exceção, “ramificou o AI-5 nas universidades” e “transformou estudantes e intelectuais em reféns”.

O ex-ministro da Educação e Cultura Jarbas Passarinho, que assumiu a pasta nove meses depois da expedição do decreto, confirma que o 477 foi, de fato, “um corolário”, “um produto do AI-5”. "[O decreto] foi baseado no teorema do AI-5, que era a decisão de fazer frente às guerrilhas que já tinham começado”, diz o ex-ministro, que percebia nas universidades um foco de resistência ao governo da época, inclusive com o risco de luta armada.

Para Alessandra Paulon, o movimento estudantil “teve um papel fundamental”, de “vanguarda de luta contra a ditadura”. Os estudantes “ansiavam, sim, por participar da vida política”, afirma a professora. Entretanto, o decreto estabeleceu uma relação desigual, de “David e Golias [referência a duas personagens bíblicas, David, rei de Israel, que, quando jovem, venceu o gigante filisteu Golias]”, entre quem se opunha ao regime e o aparelho do Estado usado para a repressão política.

Jarbas Passarinho revela que chamava o decreto de “draconiano” e de “Lei de Newton Depravada”, por não considerar a igualdade da força inicial e da reação contrária. O ex-ministro conta que pediu ao então presidente Emílio Garrastazu Médici que suspendesse o decreto, mas teve oposição do Conselho de Segurança. Passarinho diz que teve apoio do presidente para criar uma “segunda instância” de julgamento dos processos iniciados nas universidades por ordem das reitorias e diretorias de faculdade (conforme previsto no decreto).
Segundo o ex-ministro, em seus quatro anos à frente do MEC, 106 pessoas foram absolvidas e 39 estudantes tiveram expulsão confirmada. “Apenas estudantes que usavam o campus universitário para atividade revolucionária ou que pertencessem a partidos políticos de esquerda radical, dispostos a dominar o poder pela força”, assinala.
A historiadora Alessandra Paulon desconhece números de “absolvidos” e “condenados” pelo Decreto-Lei 477, mas relativiza as declarações do ex-ministro. “Questiono as pessoas que acabam revendo sua memória e sua história e saem da condição de co-autores para a de protetores”, critica. A professora faz sua ressalva afirmando que o efeito da lei foi “inibir a capacidade intelectual” de uma geração de estudantes e acadêmicos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Último filme de Harry Potter será lançado em julho de 2011


'Harry Potter e as relíquias da morte - parte 2' estreia no dia 15.Longa será dividido em duas partes, com a primeira para 2010.

A Warner Bros. anunciou a data de lançamento do último filme da franquia Harry Potter - "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" - para 15 de julho de 2011.







A primeira parte de "Relíquias da Morte" tem estreia marcada para 19 de novembro de 2010. O estúdio decidiu separar em duas partes o sétimo e último livro da série Harry Potter devido à extensão da história.

O último volume da série do bruxo mais famoso da história da literatura infantil e juvenil foi lançado em inglês em 21 de julho de 2007 e fechou a popular série que durou uma década.


Na quarta-feira (25), a Warner também anunciou ter adiado para 25 de dezembro próximo o lançamento de "Sherlock Holmes", inicialmente previsto para 1º de novembro.

1º CONTO

Por
Cassandra

“... nossa!! a cidade está um forno hoje, recomendamos aos nossos ouvintes que estão fritando nas ruas e escaldando dentro dos carros em algum engarrafamento da cidade, que tomem bastante água e aproveitem o bronzeado!!!...”.

- Mas que droga Frank!!! Desliga esse chato... E me trás mais um café bem forte, sem açúcar e com um pouco de vodka.

- Pelo visto a minha Marina está naqueles dias, heim!!??

A lanchonete do Frank era como um buraco pequeno e escuro, mas tinha um bom aspecto e ele fazia com que o lugar fosse acolhedor, apesar de seus freqüentadores serem uns sujeitos bem esquisitos.

Tem uma velha senhora que vem aqui de vez em quando sempre com aquela roupa toda esfarrapada e com as suas jóias opacas e gastas, ela sempre senta no balcão, pede um café e fica horas sentada ali com nostalgia no olhar, às vezes esboça um leve sorriso como se por um instante fosse feliz, saboreia o café amargo e mais uma vez mergulha em suas lembranças, depois de um tempo, como que por um impulso, se levanta e sai, nunca paga a conta...

- Olha o café quentinho saindo... Algum problema?
- Nada pra se preocupar, estou esperando uma pessoa e daqui a pouco não existirá mais problema.
- Será que esse cara vem mesmo...
- Olha, Frank, não começa senão eu vou procurar outro buraco que sirva um bom café e que o dono não seja tão intrometido, ta!? ... ahgrir! meu café ta sem vodka!!
- Olha aqui mocinha enquanto eu for teu amigo continuarei me intrometendo na tua vida e se quiseres beber essas misturas idiotas sinta-se à vontade para procurar outro buraco, ok!

Droga, Renato, como pude me apaixonar por ti?! Não dá pra entender como?? Eu que sempre fui independente, auto-suficiente e equilibrada me deixei envolver por um sujeitinho irresponsável e safado... E logo agora tinha que acontecer essa desgraça comigo... Ah! Eu vou esperar até às 11:00 horas, depois eu vou fazer o que já deveria ter sido feito há duas semanas. Como será que ele vai reagir quando descobrir que eu... Com certeza vai concordar comigo, imagina se ele vai querer assumir uma responsabilidade dessas. E o Frank será que eu devo contar pra ele?! Bem ou mal ele é o meu único amigo e talvez até me entenda e me perdoe depois... Não! O Frank definitivamente não pode nem sonhar que...

- Marina! Vais querer comer alguma coisa?
- Não! Obrigada, que horas são?
- 11:15.. Hoje tem aquele bife tem certeza que não vai querê?
- Tenho, eu já to indo e... Bom eu vou sumir por uns dias, beijos.
- Hei! Desculpa o atraso meu amor!?
- Renato!! Mas que droga, agora já é tarde, eu tenho uma consulta marcada às duas horas e preciso tomar algumas providências antes....
- Como assim? Não, por favor, a gente precisa conversar, cê tão abatida, eu quero saber o que tá acontecendo!?

- Ta bom, vem.. senta aqui... (ao contemplar o seu rosto com expressões fortes, a barba por fazer, o seu olhar de dúvida e preocupação, um sorriso bonito e agradável que denunciava a pouca idade, mas que tinha um ar de mistério e que fazia dele um sedutor como poucos... Nossa como eu amo esse homem, com ele eu ia pra qualquer lugar sem medo. Mas o medo que eu sinto agora no momento de revelar que... Ai meu Deus me dá forças, porque dependendo da reação dele hoje eu vou ser a mulher mais feliz do mundo ou a mais desgraçada... como eu posso ser tão covarde, quantas mulheres não queriam tá no meu lugar agora e eu aqui com tantas dúvidas...)

- Renato, vem aqui mais perto de mim.

Ele aproximou-se, em silêncio, tomou-me nos braços, beijou-me. Ah.. sua língua tocando suavemente a minha, as mãos me acariciando as costas, o corpo pulsante e quente.. Eu jamais conheci alguém como o Renato. Ele era carinhoso. O corpo era atlético, esguio e duro.

- Marina eu to muito preocupado, nas duas últimas semanas você esteve distante, angustiada e, apesar de tentar esconder eu percebi o teu mal estar, qual é o problema?
- Bem, meu amor, eu vou ser direta, não tem outra forma de se dar esta notícia, eu só peço que você pense antes de falar alguma coisa... Bom, eu estou... grum... estou grávida!!!! é isso! você vai ser pai!!!
Ele ficou parado me olhando perplexo, como que digerindo as minhas palavras, então finalmente:
- Pai, eu vou ser pai... Mas como? Nossa!!! Meu amor, de quantos meses? Eu, eu... Vem cá me beija. Casa comigo!!?
- Casar!!! Mas eu pensava que você não fosse querer esse filho, que iria me abandonar grávida...
- Mas que tipo de homem você pensa que eu sou?? Eu te amo Marina e eu jamais abandonaria o meu filho. Vem, a gente precisa comemorar.

As comemorações do Renato sempre começam e terminam em um único lugar...
Nós fomos pra minha casa, e eu tive a experiência além de todas que jamais sonhei. Renato já fizera amor comigo, mas desta vez me possuíra. Despertou todo o meu corpo com sensações nunca experimentadas. Era como se ele estivesse fazendo amor em cores brilhantes e faiscantes, as cores mudando de um momento para o seguinte, como algum caleidoscópio maravilhoso. Num momento fazia amor gentilmente, com extrema sensibilidade, no momento seguinte era cruel, agressivo, exigente. As mudanças me deixavam frenética. Ele se retirava de mim, provocando-me, me fazendo querer mais. E quando eu estava à beira da satisfação, ele se conteve.

- Por favor, me pega com força!!

E o órgão intumescido arrematou novamente contra mim, até que eu gritei de prazer. Quando terminamos de fazer amor, eu estava prostrada na cama, exausta, mas Renato começou mais uma vez e eu acompanhei-o num êxtase que se tornou quase insuportável.

Agora, Renato estava adormecido ao meu lado e eu observando aquele homem que fazia o meu corpo estremecer, exigia coisas que nenhum outro homem jamais se atreveu a pedir-me, me levava a fazer coisas inimagináveis. E eu vou ter um filho deste homem e passar o resto da minha vida ao lado dele. Ah!!! – como eu te amo Renato!!!

No fim do dia eu despertei de um sono profundo e tranqüilo, ainda meio zonza, com o corpo quente percebi que o Renato não estava mais ao meu lado, levantei e fui ao banheiro, nada. Não estava mais no apartamento, decepcionada voltei pro quarto.. Abandonada.. De repente um barulho na varanda. Me levanto e contemplo uma lua bela e maravilhosa que me chama loucamente!!

- Renato.. ah Renato..

Aproximo-me da sacada, a brisa toca meu rosto e percorre meu corpo.. E, aos poucos, me sinto flutuar e ir pra longe da sacada.. Indo em direção daquela lua que teima em me chamar!!

Um discurso para a HISTÓRIA



"Meus co-cidadãos: estou aqui na frente de vocês me sentindo humilde pela tarefa que está diante de nós, grato pela confiança que depositaram em mim e ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush por seu serviço à nação, assim como também pela generosidade e cooperação que ele demonstrou durante esta transição.

Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras já foram pronunciadas durante marés crescentes de prosperidade e nas águas tranqüilas da paz. Ainda assim, com muita freqüência o juramento é pronunciado em meio a nuvens que se aproximam e tempestades ferozes. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas devido à habilidade e visão daqueles em posição de poder, mas porque Nós, o Povo, continuamos fiéis aos ideais de nossos fundadores e aos documentos de nossa fundação.
Tem sido assim. E assim deve ser com esta geração de americanos.

Que estamos no meio de uma crise agora já se sabe muito bem. Nossa nação está em guerra contra uma extensa rede de ódio e violência. Nossa economia está muito enfraquecida, uma conseqüência da ganância e irresponsabilidade por parte de alguns, mas também de nossa falha coletiva em fazer escolhas difíceis e em preparar a nação para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos cortados; empresas fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham demais; e cada dia traz mais provas de que a maneira como utilizamos energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.

Esses são os indicadores da crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profunda é a erosão da confiança em todo nosso país - um medo persistente de que o declínio da América seja inevitável e de que a próxima geração tenha que baixar suas expectativas.

Hoje, eu digo a você que os desafios que enfrentamos são reais. Eles são sérios e são muitos. Eles não serão encarados com facilidade ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América - eles serão encarados.
Neste dia, nos reunimos porque escolhemos a esperança no lugar do medo, a unidade de propósito em vez do conflito e da discórdia.

Neste dia, nós viemos proclamar um fim aos conflitos mesquinhos e falsas promessas, às recriminações e dogmas desgastados que por muito tempo estrangularam nossa política.

Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras da Escritura, chegou a época de deixar de lado essas coisas infantis. Chegou a hora de reafirmar nosso espírito de resistência para escolher nossa melhor história; para levar adiante o dom preciso, a nobre idéia passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são iguais, todos livres e todos merecem buscar o máximo de felicidade.

Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é dada. Ela deve ser conquistada. Nossa jornada nunca foi feita por meio de atalhos ou nos contentando com menos. Não foi um caminho para os de coração fraco - para aqueles que preferem o lazer ao trabalho, ou que buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Em vez disso, foram aqueles que se arriscam, que fazem, que criam coisas - alguns celebrados mas com muito mais freqüência homens e mulheres obscuros em seu trabalho, que nos levaram ao longo do tortuoso caminho em direção à prosperidade e à liberdade.
Foi por nós que eles empacotaram suas poucas posses materiais e viajaram pelos oceanos em busca de uma nova vida.

Foi por nós que eles trabalharam nas fábricas precárias e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas e araram terra dura.

Foi por nós que eles lutaram e morreram em lugares como Concord e Gettysburg; Normandia e Khe Sahn.
Muitas e muitas vezes esses homens e mulheres se esforçaram e se sacrificaram e trabalharam até que suas mãos ficassem arrebentadas para que nós pudéssemos viver uma vida melhor. Eles viram a América como sendo algo maior do que a soma de nossas ambições individuais; maior do que todas as diferenças de nascimento ou riqueza ou facção.


Esta é uma jornada que continuamos hoje. Nós ainda somos a mais próspera e poderosa nação da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. Nossas mentes não são menos inventivas, nossos produtos e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada ou no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece inalterada. Mas nossa época de proteger patentes, de proteger interesses limitados e de adiar decisões desagradáveis - essa época com certeza já passou. A partir de hoje, temos de nos levantar, sacudir a poeira e começar de novo o trabalho para refazer a América.

Porque, em todo lugar que olhamos, há trabalho a ser feito. O estado da economia pede ação ousada e rápida, e nós iremos agir - não apenas para criar novos empregos, mas para estabelecer uma nova fundação para o crescimento. Iremos construir as estradas e as pontes, as linhas elétricas e digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Iremos restaurar a ciência a seu lugar de direito e utilizaremos as maravilhas tecnológicas para melhorar a qualidade da saúde e diminuir seus custos. Nós iremos utilizar a energia do sol e dos ventos e do solo para impulsionar nossos carros e fábricas. E iremos transformar nossas escolas e faculdades para que eles estejam à altura dos requisitos da nova era. Nós podemos fazer tudo isso. E nós faremos tudo isso.

Agora, existem algumas pessoas que questionam a escala de nossas ambições - que sugerem que nosso sistema não pode tolerar muitos planos grandiosos. A memória dessas pessoas é curta. Porque eles esquecem do que este país já fez; do que homens e mulheres livres pode conquistar quando a imaginação se une por um propósito comum e a necessidade se junta à coragem.

O que os cínicos não compreendem é que o contexto mudou totalmente - que os argumentos políticos arcaicos que nos consumiram por tanto tempo já não se aplicam. A questão que lançamos hoje não é se nosso governo é grande ou pequeno demais, mas se ele funciona - se ele ajuda famílias a encontrar trabalho por um salário justo, seguro-saúde que possam pagar, uma aposentadoria digna. Se a resposta for sim, iremos adiante. Se for não, programas acabarão. E aqueles dentre nós que gerenciam o dólar público serão cobrados - para que gastem de forma inteligente, consertem maus hábitos e façam seus negócios à luz do dia - porque só então conseguirmos restabelecer a confiança vital entre as pessoas e seu governo.

Nem a questão diante de nós é se o mercado é uma força positiva ou negativa. Seu poder para gerar riqueza e expandir a liberdade não tem paralelo, mas esta crise nos lembrou de que, sem um olho vigilante, o mercado pode perder o controle - e a nação não pode mais prosperar quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; em nossa habilidade de estender a oportunidade a todos os corações que estiverem dispostos - não por caridade, mas porque esta é a rota mais certa para o bem comum.

Quanto à nossa defesa comum, nós rejeitamos como falsa a escolha entre nossa segurança e nossos ideais. Os Fundadores de Nossa Nação, que encararam perigos que mal podemos imaginar, esboçaram um documento para assegurar o governo pela lei e os direitos dos homens, expandidos pelo sangue das gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e nós não desistiremos deles por conveniência. Assim, para todos os outros povos e governos que estão assistindo hoje, da maior das capitais à pequena vila onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de cada nação e de todo homem, mulher e criança que procura um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar mais uma vez."

A LIBERDADE DA ALMA


"Quero deixar minha alma livre, para que ela possa desfrutar de todos os dons que os espíritos possuem. Quando isto for possível, não tentarei conhecer as crateras da lua, nem seguir os raios de sol até sua fonte. Não procurarei entender a beleza da estrela, ou a desolação artificial do ser humano”.


"Quando souber como libertar minha alma, seguirei a aurora, e buscarei voltar com ela através do tempo. Quando souber libertar minha alma, mergulharei nas correntes que deságuam num oceano onde todas as águas se cruzam, e formam a Alma do Mundo”.


Paulo Coelho


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Maconha: é hora de legalizar?

Internet

Por que um grupo cada vez maior de políticos e intelectuais – entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – defende a legalização do consumo pessoal de maconha



Fumar maconha em casa e na rua deveria ser legal? Legal no sentido de lícito e aceito socialmente, como álcool e tabaco? O debate sobre a legalização do uso pessoal da maconha não é novo. Mas mudaram seus defensores. Agora, não são hippies nem pop stars. São três ex-presidentes latino-americanos, de cabelos brancos e ex-professores universitários, que encabeçam uma comissão de 17 especialistas e personalidades: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, de 77 anos, e os economistas César Gaviria, da Colômbia, de 61 anos, e Ernesto Zedillo, do México, de 57 anos. Eles propõem que a política mundial de drogas seja revista. Começando pela maconha. Fumada em cigarros, conhecidos como “baseados”, ou inalada com cachimbos ou narguilés, a maconha é um entorpecente produzido a partir das plantas da espécie Cannabis sativa, cuja substância psicoativa – aquela que, na gíria, “dá barato” – se chama cientificamente tetraidrocanabinol, ou THC.

Na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, reunida na semana passada no Rio de Janeiro, ninguém exalta as virtudes da erva, a não ser suas propriedades terapêuticas para uso medicinal. Os danos à saúde são reconhecidos. As conclusões da comissão seguem a lógica fria dos números e do mercado. Gastam-se bilhões de dólares por ano, mata-se, prende-se, mas o tráfico se sofistica, cria poderes paralelos e se infiltra na polícia e na política. O consumo aumenta em todas as classes sociais. Desde 1998, quando a ONU levantou sua bandeira de “um mundo livre de drogas” – hoje considerada ingenuidade ou equívoco –, mais que triplicou o consumo de maconha e cocaína na América Latina.

Em março, uma reunião ministerial na Áustria discutirá a política de combate às drogas na última década. Espera-se que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, modifique a posição conservadora histórica dos Estados Unidos. A questão racial pode influir, já que, na população carcerária americana, há seis vezes mais negros que brancos. Os EUA gastam US$ 35 bilhões por ano na repressão e, em pouco mais de 30 anos, o número de presos por envolvimento com drogas decuplicou: de 50 mil, passou a meio milhão. A cada quatro prisões no país, uma tem relação com drogas. No site da Casa Branca, Obama se dispõe a apoiar a distribuição gratuita de seringas para proteger os viciados de contaminação por aids. Alguns países já adotam essa política de “redução de danos”, mas, para os EUA, o cumprimento dessa promessa da campanha eleitoral representa uma mudança significativa.

A Colômbia, sede de cartéis do narcotráfico, foi nos últimos anos um laboratório da política de repressão. O ex-presidente Gaviria afirmou, no Rio, que seu país fez de tudo, tentou tudo, até violou direitos humanos na busca de acabar com o tráfico. Mesmo com a extradição ou o extermínio de poderosos chefões, mesmo com o investimento de US$ 6 bilhões dos Estados Unidos no Plano Colômbia, a área de cultivo de coca na região andina permanece com 200 mil hectares. “Não houve efeito no tráfico para os EUA”, diz Gaviria.

Há 200 milhões de usuários regulares de drogas no mundo. Desses, 160 milhões fumam maconha. A erva é antiga – seus registros na China datam de 2723 a.C. –, mas apenas em 1960 a ONU recomendou sua proibição em todo o mundo. O mercado global de drogas ilegais é estimado em US$ 322 bilhões. Está nas mãos de cartéis ou de quadrilhas de bandidos. Outras drogas, como o tabaco e o álcool, matam bem mais que a maconha, mas são lícitas. Seus fabricantes pagam impostos altíssimos. O comércio é regulado e controla-se a qualidade. Crescem entre estudiosos duas convicções. Primeira: fracassou a política de proibição e repressão policial às drogas. Segunda: somente a autorregulação, com base em prevenção e campanhas de saúde pública, pode reduzir o consumo de substâncias que alteram a consciência. Liderada pelos ex-presidentes, a comissão defende a descriminalização do uso pessoal da maconha em todos os países. “Temos de começar por algum lugar”, diz FHC. “A maconha, além de ser a droga menos danosa ao organismo, é a mais consumida. Seria leviano incluir drogas mais pesadas, como a cocaína, nessa proposta”.



EXPERIÊNCIA
Os ex-presidentes Ernesto Zedillo, César Gaviria e Fernando Henrique (da esq. para a dir.), em encontro no Rio, na semana passada. Eles defenderam a revisão das leis contra as drogas e a descriminalização da posse de pequenas quantidades de maconha.

O que pode parecer a conservadores uma tremenda ousadia não passa, na verdade, de um gesto simbólico do continente produtor de drogas, a América Latina. Um gesto com os olhos voltados para o Norte, o hemisfério consumidor por excelência. Nos Estados Unidos, ainda se encarceram usuários na maioria dos Estados, e a Europa faz vista grossa ao consumo, mas não muda sua legislação. A comissão latino-americana acha “imperativo retificar a estratégia de guerra às drogas dos últimos 30 anos”. Nosso continente continua sendo o maior exportador mundial de cocaína e maconha, mas produz cada vez mais ópio e heroína e debuta na produção de drogas sintéticas. Um maior realismo no combate às drogas, sem preconceito ou visões ideológicas, ajudaria a reduzir danos às pessoas, sociedades e instituições.

Há quem discorde dessa visão, com base em argumentos também poderosos. Com a liberação do consumo da maconha, mais gente experimentaria a droga. Isso aumentaria o número de dependentes e mais gente sofreria de psicoses, esquizofrenia e dos males associados a ela. Mais gente morreria vítima desses males. “Como a maconha faz mal para os pulmões, acarreta problemas de memória e, em alguns casos, leva à dependência, não deve ser legalizada”, afirma Elisaldo Carlini, médico psicofarmacologista que trabalha no Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas (Cebrid). “Legalizá-la significaria torná-la disponível e sujeita a campanhas de publicidade que estimulariam seu consumo”.