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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Cúpula dos Povos promete grande manifestação na Zona Oeste

Encontro acontece na Vila do Autódromo, nesta quarta (20), a partir das 8h. Grupo protesta a favor da comunidade ameaçada por obras na região.


Do G1 RJ


Os movimentos populares participantes da Cúpula dos Povos, maior evento paralelo à Rio+20, prometem realizar nesta quarta-feira (20) uma grande manifestação na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da Cúpula estar localizada no Aterro do Flamengo, Zona Sul da cidade, o encontro será na Vila do Autódromo, às 8h. Vários ônibus sairão dos alojamentos a partir das 6h20.
A manifestação do Dia das Grandes Marchas dos Povos e dos Movimentos Sociais irá até o Riocentro. Os participantes irão protestar a favor da comunidade ameaçada pelas obras dos Jogos Olímpicos.
Ainda pela manhã, às 11h, acontece mais um evento da Cúpula dos Povos. O Complexo do Alemão recebe o Projeto Verdejar, que é a qualificação de jovens para a construção de cisternas de 16 mil litros de água.
No período da tarde, às 15h, o Centro do Teatro Oprimido vai fazer uma passeata mostrando o momento político e estético através da teatralização. A manifestação, que reunirá vários movimentos sociais, começa na Candelária e vai até a Cinelândia, no Centro do Rio.
Entre as atividades da Cúpula que acontecem no Aterro do Flamengo, estão previstas: Gaia Education – Ecovillages and Transition Towns, um laboratório sobre Práticas Sustentáveis, que acontece na Tenda Maria Bonita (G), das 18h às 20h30 e ainda o workshop “Right to Water”, Territórios do Futuro / Direito à Água, organizado pelo Institute for Agriculture and Trade Policy, que será na Tenda Olga Benário, das 11h30 às 13h30.


Cúpula dos Povos
A Cúpula dos Povos é um evento paralelo à Rio+20, onde organizações da sociedade civil discutem temas relacionados à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. A organização espera reunir 18 mil pessoas.




Programação
O público esperado para essa edição do evento é quase o dobro do que compareceu à Cúpula dos Povos em 1992, durante a Rio-92. O encontro quer que os temas discutidos na Rio+20 não fiquem só no papel, mas se transformem em práticas sociais. Para saber toda a programação do evento, com os horários das atividades, acesse o link aqui.
A ideia dos organizadores é ir além dos temas que serão debatidos no Riocentro, onde acontece a conferência oficial com representantes de 193 países, e realizar debates de forma independente, e com a possibilidade de assumir tons mais críticos ao que está sendo decidido pelos governos.
Um mês antes do início da conferência, representantes da Cúpula dos Povos apresentaram um documento mostrando que o debate principal do grupo vai girar em torno da rejeição à mercantilização da natureza e ao que chamam de "economia verde".
Entre os temas a serem debatidos estão não apenas o próprio desenvolvimento sustentável, mas também o conceito de economia verde, assuntos relativos a florestas, oceanos, a crise econômica global e seus reflexos sobre o G-20, e os conflitos socioambientais nos Estados Unidos e na Europa.
A Cúpula dos Povos vai ter debates até o sábado (23), depois do encerramento da conferência oficial.

Protestos fecham Parque dos Atletas nesta quarta-feira


Somente expositores credenciados terão acesso exclusivo ao local. Manifestações vão ocorrer na região da Barra da Tijuca e Centro.


Do G1 RJ


O Parque dos Atletas, ao lado Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, será fechado durante a parte da manhã nesta quarta-feira (20), devido a três manifestações que estão previstas para ocorrer perto do local. O parque é onde os chefes de Estado vão se reunir para a Cúpula da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20. As informações foram divulgadas pelo Centro de Operações da prefeitura da cidade, na noite desta terça-feira (19).
De acordo com o Centro de Operações, somente expositores credenciados terão acesso exclusivo ao local. Os protestos serão da Cúpula dos Povos e vão ocorrer na região da Barra da Tijuca e do Centro da cidade.
A primeira manifestação está prevista para ocorrer às 9h na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e as outras duas têm previsão para a parte da tarde, na Avenida Presidente Vargas, na altura da Avenida Rio Branco, no Centro.
Ainda de acordo com o Centro de Operações, caso os protestos ocorram, operadores da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) ficarão posicionados nos principais cruzamentos das vias e também utilizarão painéis de mensagens variáveis por meio de 35 câmeras posicionadas ao longo do percurso.
 Avenidas Salvador Allende e Embaixador Abelardo Bueno
Uma manifestação da Cúpula dos Povos também programada para acontecer na manhã desta quarta-feira (20), antecipou para as 7h o fechamento das avenidas Salvador Allende e Embaixador Abelardo Bueno, ambas na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade.
As vias, que seriam interditadas às 17h, tiveram o horário antecipado devido a um pedido do Comando Militar do Leste (CML) que visa garantir a segurança dos chefes de Estado que vão chegar à cidade no dia do protesto.
A Avenida Salvador Allende será interditada em ambos os sentidos, no trecho entre o primeiro retorno após a Avenida das Américas até a Estrada dos Bandeirantes. Já na Embaixador Abelardo Bueno, a interdição também ocorre nos dois sentidos, entre a Salvador Allende e a Estrada Coronel Pedro Correa. O acesso será exclusivo somente para carros credenciados e moradores da região.
O horário de reabertura de ambas as avenidas está previsto para as 22h.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Movimentos populares prometem 2° dia de protestos na Cúpula dos Povos


Pela manhã, haverá ato contra militares que participaram da ditadura. À tarde, grupos organizam Marcha da Maconha no Aterro do Flamengo.
Do G1 RJ

 Os movimentos populares participantes da Cúpula dos Povos, maior evento paralelo à Rio+20, prometem realizar nesta terça-feira (19) mais um dia de protestos na cidade. Pela manhã, está programado um ato contra militares que participaram da ditadura. À tarde, haverá a Marcha da Maconha, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul, pedindo por mudanças na legislação da política de drogas do país.
Às 8h, integrantes da Articulação Nacional pela Verdade e Justiça junto com a Via Campesina vão se concentrar na Avenida Pasteur, na Urca, também na Zona Sul. Os manifestantes cobram pelo julgamento de ex-agentes da ditadura militar.
A partir das 14h, grupos favoráveis à descriminalização da maconha e ao cultivo caseiro da erva se concentram no Museu de Arte Moderna (MAM). De acordo com os organizadores, às 16h20, os protestantes seguem para uma caminhada pelo Aterro do Flamengo, onde acontecem os debates da Cúpula dos Povos.
Na segunda-feira (18), três protestos causaram um caos no trânsito nas principais vias do Centro.

Cúpula dos Povos
A Cúpula dos Povos é um evento paralelo à Rio+20, onde organizações da sociedade civil discutem temas relacionados à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. A organização espera reunir 18 mil pessoas.

Programação
O público esperado para essa edição do evento é quase o dobro do que compareceu à Cúpula dos Povos em 1992, durante a Rio-92. O encontro quer que os temas discutidos na Rio+20 não fiquem só no papel, mas se transformem em práticas sociais. Para saber toda a programação do evento, com os horários das atividades, acesse o link aqui.
A ideia dos organizadores é ir além dos temas que serão debatidos no Riocentro, onde acontece a conferência oficial com representantes de 193 países, e realizar debates de forma independente, e com a possibilidade de assumir tons mais críticos ao que está sendo decidido pelos governos.
Um mês antes do início da conferência, representantes da Cúpula dos Povos apresentaram um documento mostrando que o debate principal do grupo vai girar em torno da rejeição à mercantilização da natureza e ao que chamam de "economia verde".
Entre os temas a serem debatidos estão não apenas o próprio desenvolvimento sustentável, mas também o conceito de economia verde, assuntos relativos a florestas, oceanos, a crise econômica global e seus reflexos sobre o G-20, e os conflitos socioambientais nos Estados Unidos e na Europa.
A Cúpula dos Povos vai ter debates até o sábado (23), depois do encerramento da conferência oficial.

Rádio que funcionava na Cúpula dos Povos, no Rio, é fechada


G1

Emissora funcionava sem autorização do Ministério das Comunicações. Sinal da rádio poderia prejudicar tráfego aéreo, dizem especialistas.

 
A Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) tirou do ar a rádio que funcionava na Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, na noite de domingo (17). A emissora não tinha autorização do Ministério das Comunicações para funcionar e, segundo técnicos, o sinal poderia interferir no controle do tráfego aéreo do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, conforme mostrou o Bom Dia Rio.
Manifestantes cercaram a rádio e policiais fizeram o patrulhamento no local. A reunião com o secretário executivo das telecomunicações e representantes da rádio durou mais de duas horas e era fechada. Depois de analisar os equipamentos utilizados para a transmissão veio a determinação para suspender as transmissões, uma vez que havia risco de interferência nas comunicações das aeronaves.
O instrumento conhecido como analisador de espectro é usado para confirmar o uso radiofreqüência. Sempre que o sinal oscila, significa que há alguém se comunicando por ondas de rádio.
De acordo com o secretário executivo do Ministério das Comunicações Cézar Alvarez, a rádio será reaberta assim que houver a confirmação da viabilidade do uso dos equipamentos. “A programação ficará suspensa até o momento em que encontra-se uma nova freqüência e eles sejam capaz de ter um equipamento confirmado por nós sem estes problemas. Isso acontecendo, haverá, então, uma licença extraordinária”, disse.
Segundo o representante do ministério, há a possibilidade de a rádio voltar a operar ainda nesta segunda-feira (18), após a regularização da situação dos equipamentos da emissora.
Para Arthur William, da Associação Mundial da Rádio Cúpula dos Povos, o processo de legalização da rádio pode ser demorado.
“O ministério de Comunicações vai viabilizar a legalização da Rádio Cúpula dos Povos para que ela volte a operar amparada pela lei, que é um processo muito burocrático legalmente para as rádios comunitárias fazerem isso. Então a gente, através dessa pressão da sociedade vamos agilizar esse processo da Rádio Cúpula dos Povos”, explicou.

Mulheres tiram a blusa para protestar pelas ruas do Rio

G1

Grupo saiu da Cúpula dos Povos e seguiu até o Largo da Carioca, no Centro. Elas pediram justiça social e ambiental durante a Rio+20 nesta segunda.
Integrantes de 31 entidades feministas tiraram a camisa durante a Marcha das Mulheres, no começo da tarde desta segunda-feira (18). Elas pediram justiça social e ambiental durante as atividades da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20.
Cerca de 5 mil mulheres circularam pelo Centro do Rio e provocaram congestionamento na região, segundo informações da CET-Rio.
O grupo seguiu pelas avenidas Almirante Barroso, Rio Branco e Nilo Peçanha e pela Rua da Assembleia, onde interromperam a caminhada no Largo da Carioca. A manifestação foi seguida por outra feita por indígenas de várias partes do país. Eles reivindicaram a demarcação de terras e exploração de territórios.
Para Alessandra Guerra, do grupo Tambores de Safo, de Fortaleza, a oportunidade serviu para mostrar que as mulheres ainda não têm espaços e oportunidades iguais às dos homens. "Nós também sentimos calor e queremos tirar a camisa sem sermos olhadas pelos homens como objetos, como carne. Somos pessoas como as outras e queremos ter esse direito."
"Somos um grupo de mulheres lésbicas e bissexuais que usa o batuque para fazer revolução. Estamos acompanhando a agenda da Cúpula dos Povos. Temos uma programação política e vamos acompanhar todas as marchas", disse Alessandra, que reclamou dos olhares sexualizados de alguns homens durante a caminhada no Rio.
"A gente até espera a reação das pessoas quando tiramos a camisa. Tentamos quebrar esse tabu porque faz parte da nossa cultura. Tanto homem como mulher se assustam com isso. O corpo da mulher precisa ser guardado por uma razão que não se sabe. Se usamos uma saia curta é porque queremos ser estupradas. Porque a sociedade não ensina os homens a não estuprar?", afirmou Alessandra, que é paulista e vive em Fortaleza há nove anos.

A estudante de engenharia ambiental Ludmila Rentas disse que a mulher precisa conquistar mais respeito dos homens. "É um absurdo. Estamos num país que adora exportar o carnaval, a nudez, o brilho e todo esse glamour que existe no carnaval, mas a mulher está se tornando um mero material para o prazer do homem. A gente luta por igualdade e respeito, não é uma visão machista e sexual que a gente espera."
Segundo ela, o homem ainda não está acostumado a ver uma mulher sem camisa. "O homem precisa aprender a olhar uma mulher com os seios de fora", disse Ludmila.


Organização
De acordo com Isabel Freitas, uma das organizadoras da Marcha das Mulheres, elas reivindicam a igualdade entre mulheres e homens e a legalização do aborto. "Vamos continuar a nossa marcha pelos direitos da mulher e pela igualdade social. Não podemos aceitar essa discriminação e diferença. Queremos igualdade de salários e cargos. Hoje é um dia especial para nos, num momento em que todos os lideres estão discutindo um futuro melhor para o nosso planeta. E é através disso que vamos passar nossa mensagem", disse.
A caminhada
Com faixas, camisas, bandeiras e carro de som, as mulheres saíram do Sambódromo, no Centro, às 7h30, e seguiram em marcha até o Museu de Arte Moderna (MAM), onde realizaram discursos e realizaram uma batucada.
No clima da Rio+20, as manifestantes usaram garrafas plásticas, vasilhas e baldes como tambores. Com rostos pintados, as mulheres chamaram a atenção de turistas e publico que visita a Cúpula dos Povos.
A Cúpula dos Povos é um evento paralelo à Rio+20, onde organizações da sociedade civil discutem temas relacionados à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. A organização espera reunir 18 mil pessoas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Indígena critica construção de Belo Monte no RJ

Diário Online

Uma das estrelas da conferência, Raoni apresentou carta de intenção de vários povos indígenas (Foto: Everaldo Nascimento)

A aparição foi como a de uma estrela pop, com todos querendo posar para fotos ao lado dele. Mas a missão era menos mundana. O cacique Raoni apresentou na Cúpula dos Povos reunidos na Rio + 20, a carta de intenção dos povos Kayapó, Juruna, Tapayuna, Panara, Kayabi, Apiaka, Trumai e Terena, em relação às discussões feitas na conferência. “Nós recusamos qualquer iniciativa do Governo Federal que resulte na diminuição das Terras Indígenas já demarcadas e homologadas no Xingu. As que já foram demarcadas e homologadas devem permanecer com seus limites respeitados”, afirmou.
São nove terras nessa situação. No documento os índios reiteram que o governo brasileiro tem de ‘respeitar e proteger’ os costumes indígenas, cumprindo a Constituição de 1988 e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), visando defender os direitos dos povos indígenas. “É isso que queremos dizer para o mundo”, diz Raoni.
Os povos indígenas são os que mais tem chamado a atenção da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo. Em grande número e organizados, tem apresentado uma série de reivindicações a respeito da garantia dos próprios direitos.
Segundo as lideranças indígenas, a demora nas demarcações vem causando conflitos, ameaças e ataques de fazendeiros e pistoleiros da região. “No Brasil, nenhuma terra indígena ou unidade de conservação pode ser diminuída. Todas as terras que ainda estão faltando devem ser urgentemente demarcadas. É a melhor forma de proteger os povos indígenas que estão sendo ameaçados e sendo expulsos de suas terras tradicionais. Se estas terras não são protegidas, os brancos vão acabar destruindo toda a floresta e rios da Amazônia”, afirma Raoni.
Esse é o motivo, segundo ele, dos índios recusarem a PEC 125 que quer tirar o processo de demarcação de Terras Indígenas da Funai para deixar nas mãos do Congresso. As lideranças indígenas alegam que assim o governo poderia liberar mais facilmente os projetos de barragens e minérios. “Isto é um atentado aos povos indígenas. Essa PEC deve ser cancelada porque é muito prejudicial e perigosa para nós”, defende Raoni.
Outro foco de resistência dos índios são os projetos de barragens nos rios Xingu, Teles Pires, Tapajós e outros rios amazônicos. Segundo os índios, Belo Monte ‘tem que parar’. “Nunca vamos aceitar esse projeto, que é ilegal, destrói o rio Xingu, mata muitos peixes, animais, destrói a floresta e afeta muitos índios que vão ficar sem terra, floresta e alimento. Nós nunca vamos deixar o rio Xingu morrer”, diz o cacique.

Índio quer celular, internet e redes sociais

G1

Em tribos ou em cidades, tecnologia ajuda índios a se integrarem. Namoro, vídeos e música são algumas das atividades.

Os índios ikpeng da aldeia Pavuru, localizada no Médio Xingu, no Mato Grosso, usam a internet como uma forma de integração e diversão. “Nós usamos a internet para nos comunicar com os índios e com os não-índios. O celular a gente usa para ouvir música, registrar fotos e jogar, porque ainda não tem linha de telefone lá”, conta um deles.
Oreme Ikpeng explica que a tribo tem um banco de dados no computador para arquivar e planejar os trabalhos da comunidade: “É um acervo digital. Aqui no Rio temos jovens índios registrando tudo que está acontecendo. Assim todo mundo vai ver que os ikpeng participaram da Rio+20.”
O acesso aos meios de comunicação facilita até mesmo o contato com os parentes que estão longe das aldeias. “Antigamente, a gente não conseguia falar com os nossos familiares que estavam longe. Hoje, a gente se fala até por email do nosso próprio notebook”, conta Renan Ikpeng.
Yakira Santos, uma índia pataxó da Bahia, diz que a tecnologia tem que ser aliada até na hora de vender os produtos feitos aldeia. “Hoje, as pessoas andam com pouco dinheiro no bolso, com medo de roubo e tal. Para isso, nós temos a maquininha de passar cartão para facilitar a vida dos clientes e as nossas vendas”, conta ela.
Já Anàncy Wassú tem que passar por cima das barreiras tecnológicas da sua aldeia. "Eu tenho que ir para cidades vizinhas, mas ainda assim me sinto conectada, porque através da internet a gente vai até para fora do país, conversa com os estrangeiros, mesmo sem saber direito o que eles falam”, explica.


Índios nas redes sociais
Kauã Tatá, da tribo tupinambá, na Bahia, tem Facebook, Twitter e MSN. “Já conheci muita gente, índios e não-índios, porque eles se interessam pela cultura e pedem para me adicionar”, conta ela.
Para Renan Ikpeng, seu interesse vai além da amizade. “Eu uso as redes sociais para arrumar namorada também. Ainda não encontrei, pois sou novato nisso, mas vou conseguir”, diz, confiante.
O projeto “Repórteres da Floresta”, realizado pelos kaiapós do Mato Grosso, é um exemplo de que os índios aproveitam completamente a tecnologia. “A gente veio com uma equipe para fazer matérias e postar no nosso site. Temos câmeras fotográficas, gravadores, filmadoras e ilha edição”, conta um dos índios integrantes da equipe.
Mas apesar de toda a “evolução”, os índios fazem questão de reforçar que a tecnologia não atrapalha a cultura tradicional. “Mesmo usando tecnologia, os índios mantêm a sua tradição. Na verdade, a tecnologia nos ajuda a divulgar nossa identidade”, explica um deles.
“Como tudo evoluiu, a gente tem que evoluir junto. No tempo da minha bisavó, não tinha nada disso, mas temos que seguir em frente, porque senão ficamos atrasados no tempo", conclui Yakira Santos.O encontro de várias culturas e etnias no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, durante as discussões da Rio+20, revela uma nova geração de índios. Eles estão cada vez mais conectados com o mundo e a fronteira entre a vida tradicional e a tecnologia parece cada vez mais próxima.

Palhaço faz piadas e poesias sobre a natureza na Cúpula dos Povos

 G1

Tripa e Trapo chamou a atenção das pessoas tocando um miniviolino. Ele divertiu os pedestres que passavam pelos corredores entre as tendas.

 
As pessoas que circularam pelas vias da Cúpula dos Povos, neste domingo (17), no Aterro do Flamengo, se divertiram com as poesias e piadas que o palhaço Tripa e Trapo fazia em cima de um banco.
Vestido com um macacão preto, maquiado de branco e com uma máscara de meio rosto. Todos que ofereciam uma moeda qualquer ele retribuía com um verso ou piada. “Pode ser em dólar, euro ou até em vale-refeição. O palhaço tem de viver de alguma coisa, se não, ele cai do banco”, disse o artista.
Em pouco tempo, uma roda de pessoas se formou diante dele para ouvir os improvisos. Muitos queriam descobrir também se o miniviolino de plástico que ele tocava tinha algum tipo de amplificador ou se era mesmo o instrumento que emitia o som da música.
Até mesmo os índios guaranis que estavam em um espaço ao lado do palhaço se divertiram com as piadas dele.
Em uma das poesias recitadas, o palhaço cita o compositor Almir Sater e fala sobre plantar o sonho na terra, mas que esse processo é demorado. Ele ainda que o amor é o regador da natureza. Em um dos versos, o palhaço fala que "a natureza tem seus planos e não podem ser ruins."

Transporte ecológico
O esportista Erivaldo José Barbosa, 50 anos, chamou a atenção das pessoas que circularam pela Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, na tarde deste domingo (17), usando um meio de transporte diferente e "ecologicamente correto", como ele mesmo define.
Trata-se do dirty surf, que é uma espécie de bicicleta sem guidão e pedal ou skate com roda de bicicleta.
Barbosa disse usou peças de bicicleta para montar o equipamento com peças tubulares de aço inox. Segundo ele, a vantagem do dirty surf para o skate é a segurança, pois este equipamento tem sistema de frenagem. O freio é acionado pela perna, que for posicionada para trás, pressionando uma alavanca para trás.
O criador do dirty surf é australiano e o equipamento foi patenteado naquele país. O custo de um modelo pronto, importado da Austrália, custa cerca de R$ 2,5 mil.
No Rio Grande do Sul, praticantes de esportes radicais foram os primeiros a adotar o dirty surf como alternativa para skate, assim como já ocorre na Austrália, onde a modalidade é mais popular.

Aterro terá marchas de mulheres e de denúncia ao governo nesta 2ª feira. Cúpula dos Povos é um evento paralelo à Rio+20.

Passeatas no 4º dia do evento terão concentração no MAM.

Do G1 RJ


O quarto dia da Cúpula dos Povos, maior evento paralelo à Rio+20, nesta segunda-feira (18), será de marchas pelo Aterro do Flamengo, na Zona Sul da cidade. A partir das 9h, grupos feministas vão se concentrar para a Marcha das Mulheres, no Museu de Arte Moderna (MAM), um dos pontos altos da programação do evento.
O objetivo da marcha é falar sobre os direitos das mulheres. O protesto vai ter carro de som, cartazes e faixas. De acordo com as organizadoras, às 7h30, parte das manifestantes sairá do acampamento montado no Sambódromo e seguirá para o MAM, onde haverá atividades de apoio à mulher. De lá, elas vão percorrer a Avenida Antônio Carlos, a Rua da Assembleia e a Rua Carioca. Ao final do evento, as mulheres pretendem fazer encenações teatrais e roda de ciranda.
Na parte da tarde, terá a Marcha a Ré da Rio+20, um movimento de denúncia contra os retrocessos ambientais do governo da presidente Dilma Rousseff. A concentração será no MAM, a partir das 14h. O público também poderá assistir e participar dos fóruns e debates que acontecem nas 50 tendas espalhadas no local.
A Cúpula dos Povos é um evento paralelo à Rio+20, onde organizações da sociedade civil discutem temas relacionados à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. A organização espera reunir 18 mil pessoas.

Programação
O público esperado para essa edição do evento é quase o dobro do que compareceu à Cúpula dos Povos em 1992, durante a Rio-92. O encontro quer que os temas discutidos na Rio+20 não fiquem só no papel, mas se transformem em práticas sociais. Para saber toda a programação do evento, com os horários das atividades, acesse o link aqui.
A ideia dos organizadores é ir além dos temas que serão debatidos no Riocentro, onde acontece a conferência oficial com representantes de 193 países, e realizar debates de forma independente, e com a possibilidade de assumir tons mais críticos ao que está sendo decidido pelos governos.
Um mês antes do início da conferência, representantes da Cúpula dos Povos apresentaram um documento mostrando que o debate principal do grupo vai girar em torno da rejeição à mercantilização da natureza e ao que chamam de "economia verde".
Entre os temas a serem debatidos estão não apenas o próprio desenvolvimento sustentável, mas também o conceito de economia verde, assuntos relativos a florestas, oceanos, a crise econômica global e seus reflexos sobre o G-20, e os conflitos socioambientais nos Estados Unidos e na Europa.
A Cúpula dos Povos vai ter debates até o sábado (23), depois do encerramento da conferência oficial.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Programação Cultural - Cúpula dos Povos


Cúpula dos Povos

 

Palco principal (programação musical)

15/06, sexta –feira

19h15: Anasim (Braz)
20h15: Sexteto Vocal – Tânia Amorim

16/06, sábado

19:15h Tais Feijão
20h15: TAMBORZADA – Companhia Folclórica do Rio-UFRJ

17/06, domingo

19h15: Mariuse – Música para a Sustentabilidade
20h15: Happer Show

18/06, segunda-feira

19h15: Edu Planche
20h15: Barravento – Federação de mulheres Fluminenses

19/06, terça-feira

19h15: Floresta Jazz festival
20h15 Banda AVA

20/06, quarta-feira

19h15: Favela no Clima
20h15: Marcelo Diniz e banda

21/06, quinta–feira

19h30: Músikeletrofolk
20h15: Fulano de Que?

22/06, sexta-feira

19h15: Cena de Pernambuco Alexandre Nadai
20h15: Baile Convulsão

 

Anfiteatro (intervenções cênicas)

15/06, sexta-feira
19h: Corujão da Poesia
20h: Claudio Salles & Os Aliens e Movimento Pop Goiaba
 16/06 – sábado
19h: Poesia – AnaSim
19h30: Juliano Juba
 20h15:  Montanha Russa

17/06, domingo

19h: Abertura – Ellas & Os Monstros – A Boca Lips
19h30: Diego Guará
20h15: Sandra Grego

18/06, segunda-feira

19h: Poesia – Ecologia Profunda – Eduardo Vitale
19h30: Bapt
20h15: Ludi Um

19/06, terça-feira

19h: Recital da poesia – Consciência Ecológica Profunda
19h30L Trio Floresta Jazz
20h15: Nervoso & Os Calmantes

20/06, quarta- feira

19h: Abertura – Catadoras do DF Guerreiras Sim
19h30: Rollo
20h15: Penna Firme

21/06, quinta-feira

19h: Poesia – Eduardo Tornaghi
19h30: Feijão Coletivo
20h15: Marcelo Diniz

22/06, sexta-feira

19h: Cairo e Denizis Trindade
19h30: Ayahuasca
20h15: Geraldo Jr. & Grupo


Palco menor (intervenções cênicas)

15/06, sexta-Feira

10h: Zahy Guajajara / Aula de Lingua Tupi Guarani
11h: Poesia Domingos Ailton
14h: DAUA PURI – Contacao de Historias Indigenas
15h: Dança Da Paz Universal / Denise Martins Bloise
16h: Jogo Cooperativo “Em Construção”/ Simone Fadel
17h: Mulheres Bantas / Ana Cruz
18h: Pelada Poetica / Eduardo Tornaghi
19h: Poesia By Marla De Queiroz
20h: Ratos Di Versos / Dalberto Gomes

16/06, sábado

10h: DAUA PURI – Contacao de Historias Indigenas
11h: Kariri Xoco / Danca Tore – Eliana Rebelo
12h: Poesia Domingos Ailton
13h: Ateliê Oficina de Xequere / Livia Souza Vidal
15h: Jongo Coletivo Griot
18h: Cortejo e Poesia / Marina Mara
19h: Ratos Di Versos / Dalberto Gomes

17/06, domingo

10h: Danca Ritual Indigena / Pataxo
11h: Contacao de Historia / Bare Manaura
13h: Espetaculo Pacacoenco Qier Voar
14h: DAUA PURI – Contacao de Historias Indigenas
15h: Colaboratorio de Teatro
16h30: Grande Circo Piquinininho / Eduardo Tornaghi
17h30: Poesia By Marla De Queiroz
18h30: Ratos Di Versos / Dalberto Gomes

18/06, segunda-feira

10h: Coracao da Terra / Denise Mendonca
14h: Oficina de Cultivo de Orquideas
16h: Contacao de Historia / Bare Manaura
17h: Mulheres Bantas / Ana Cruz
18h: Kariri Xoco / Danca Tore – Eliana Rebelo

19/06, terça-feira

10h: Jogo Cooperativo ” Em Construcao”/ Simone Fadel
11h: Oficina de Cultivo de Orquideas
13h: Danca Da Paz Universal / Denise Martins Bloise
14h: Viajando no Universo Literario / Marly Cuesta
15h: Teatro Lambe-Lambe
16h: A Arvore Que Dava Dinheiro / Angela Moreira e Paulo da Luz
17h: Colaboratorio de Teatro

20/06, quarta-feira

10h: Festival de linguas / Esperanto
13h: Animacao Musical / Tatiana Milanez
16h: Danca Da Paz Universal / Denise Martins Bloise
17h: A Cena E Publica / Teatro
18h: Grupo Abepora das Palavras

21/06, quinta-feira

10h: Oficina De Bonecas Abayomi
14h: Jogo Cooperativo ” Em Construcao”/ Simone Fadel
15h: Kariri Xoco / Danca Tore – Eliana Rebelo
16h: Colaboratorio de Teatro
18h: Viajando no Universo Literario / Marly Cuesta
19h: De Quem E A Culpa?

22/06, sexta-feira

10h: Oficina De Bonecas Abayomi
14h: Danca Da Paz Universal / Denise Martins Bloise
15h: Viajando no Universo Literario / Marly Cuesta
16h: A Arvore Que Dava Dinheiro / Angela Moreira
19h: De Quem E A Culpa?
18h: Shiva Samba Mantra Ioga Band


Palco médio (intervenções cênicas)

15/06, sexta-feira

10h: Oficina De Percussao / Objetos do Cotidiano
13h: Oficina Pedacos De Povos
16h: CAPOEIRA / Mestre Paulao
18h: BIODANZA / Leila Maria De Almeida
20h: Dizer Poesia No Bairro Peixoto / Marisa Queiroz

16/06, sábado

10h: Do Oiapoque ao Chui o Brasil E Ben Aqui
13h: Ponto De Cultura de Arraial Do Cabo
16h: CAPOEIRA / Mestre Paulao
18h: BIODANZA / Leila Maria De Almeida
20h: Dizer Poesia No Bairro Peixoto / Marisa Queiroz

17/06, domingo

10h: Grupo Cultural Tarraf Eletrica
12h: Grupo Cultural Tarraf Eletrica
14h: Oficina de Dancas Populares
16h: CAPOEIRA / Mestre Paulao
18h: BIODANZA / Leila Maria De Almeida

18/06, segunda-feira

10h: Terra Indigena / Garapira – Pataxo
11h: O Poder Da Ecologia Profunda
14h: Deus E Brasileiro e o Petroleo e Nosso
16h: CAPOEIRA / Mestre Paulao
18h: BIODANZA / Leila Maria De Almeida

19/06, terça-feira

10h: Oficina de Correia de Bicicletas
13h: Viva Favela
14h: Deus E Brasileiro e o Petroleo e Nosso
16h: CAPOEIRA / Mestre Paulao
18h: BIODANZA / Leila Maria De Almeida

20/06, quarta-feira

10h: Oficina Estetica Urbana/Performance Coletiva
12h: Os ritmos do Corpo / Frinea Brandao
14h: Oficina de Dancas Populares
16h: CAPOEIRA / Mestre Paulao
18h: Eco Arte – Terapia Artistica

21/06, quinta-feira

10h: Oficina De Sensibilizacao Da Crise Socio-Ambiental
16h: CAPOEIRA / Mestre Paulao
18h: BIODANZA / Leila Maria De Almeida
20h: Federation of World Peace and Love

22/06, sexta-feira

10h: Workshop Masterccccclass
14h: Terra Indigena / Garapira – Pataxo
15h: B-T-G-P-1-4-0-5-9-Cambio / Teatro
16h: CAPOEIRA / Mestre Paulao
18h: BIODANZA / Leila Maria De Almeida
20h: Terapia: Um Show de Interacao / Instituto Gaia


Palco maior (intervenções cênicas)

15/06, sexta-feira

10h: Circo Marcos Frota / Fernanda Mayrinck
18h: Fusoes Orientais / Danca Tribal
19h: ”Ar Quente” – La Crista / Teatro de Movimento

16/06, sábado

10h: Grupo Cultural Tarrafa Eletrica
11h: Exu: Ecologia Das Existencias Diferenciadas
14h: Coral Da vila Olimpica Da Mare
15h: Trupe Sonora Casa de Orates
16h: Djuena Tikuna e Grupo Maguta / Musica Indigena
17h: Coligacao ZEM
19h: Cia Arquitetura de Movimento / Andrea Jabor

17/06, domingo

14h: Danca Mariri com “Grupo Indigena Yawanawa”
15h: Grupo Onix / Vila Da Mare
16h: Federation of World Peace and Love
19h: Novo Mundo Novo

18/06, segunda-feira

10h: Multimundos Floresta e Cidade
14h: Federation of World Peace and Love
15h30: Comercio Sagrado
18h: Fusoes Orientais / Danca Tribal
19h: Pelada Da Copa: Paixao ou Negocio

19/06, terça-feira

10h: Federation of World Peace and Love
11h: Peixe Fredi / Teatro Infantil
13h: Casa Da Rua Do Amor / Oficinas Ecoludicas
15h: Djuena Tikuna e Grupo Maguta / Musica Indigena
16h: Colaboratorio de Teatro
18h: Fusoes Orientais / Danca Tribal
19h: Terapia: Um Show de Interacao / Instituto Gaia

20/06, quarta-feira

10h: Casa Da Rua Do Amor / Oficinas Ecoludicas
13h: De Quem e a Culpa / UNIVEG Teatro
15h: Djuena Tikuna e Grupo Maguta / Musica Indigena
16h: Federation of World Peace and Love
18h: Fusoes Orientais / Danca Tribal
19h: ”Ar Quente” – La Crista / Teatro de Movimento
19h30: SEBASTIANA

21/06, quinta-feira

10h: Circo Marcos Frota / Fernanda Mayrinck
19h: Geito Nativo De Ser Sustentavel / Earth Code Project

22/06, sexta-feira

10h: Colcha De Desejos Para Um Mundo Melhor
12h: Federation of World Peace and Love
13h: Grupo Abepora das Palavras
14h: Curupira E As Moto-Serras
16h: Trancando Historias / Vila Da Mare
17h: ”Ar Quente” – La Crista / Teatro de Movimento
17h30: Cia Arquitetura de Movimento / Andrea Jabor
18h30: Bloco Socio Ambiental / Quem Mora no Meia Nao Bobeia


Área livre

15/06, sexta-feira

10h: Valentim o menino Verde
11h: Caminhada Moradores da Vila Kennedy
14h: Caminhada pela Sustentabilidade nas Unidades de Conservação do Brasil

16/06, sábado

10h: Rio Alegria + 60
13h: ”Vagabundo” / Ospália

19/06, terça-feira

14h: ”Possibilli-dades” / Ospália
17h: Nós Sabemos

20/06, quarta-feira

10h: Rio Alegria + 60
17h: Nós Sabemos

21/06, quinta-feira

10h: Valentim o menino Verde

22/06, sexta-feira, no Palco menor

10h: Valentim o menino Verde

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Programação parcial da Cúpula dos Povos na Rio+20



A Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental divulga as datas e horários das Atividades Autogestionadas de Articulação e dos Territórios do Futuro confirmados. Esta programação é parcial e ainda não inclui as atividades culturais e de algumas tendas específicas, que serão divulgadas nos próximos dias. Em breve também será publicada uma grade de programação completa da Cúpula dos Povos, com todas as atividades.
Um agradecimento a todas as organizações, movimentos, redes, articulações e pessoas que atenderam ao chamado e fizeram suas inscrições. Essa programação parcial foi elaborada com base na lista de atividades confirmadas publicada aqui há uma semana.
Foi necessário um grande esforço para alocar as atividades nos períodos solicitados mas, devido à grande quantidade de inscrições, foi necessário fazer algumas adaptações. Questionamentos e dúvidas podem ser encaminhados a programa@rio2012.org.br, sempre indicando número, código e título da atividade.
Os responsáveis pelas atividades aprovadas podem conferir os lugares indicados na planta final da Cúpula dos Povos, disponível aqui.

 

Não esqueça!

Cada inscrição passa a ter um número
Além do nome das inscrições, a lista traz o número de usuário e um código da inscrição. A partir de agora, estes números identificam as inscrições confirmadas.
Cancelamentos. O que fazer?
Se você cancelou sua atividade, por favor escreva para o email programa@rio2012.org.br indicando no assunto: CANCELAR + código do usuário + código da atividade. Não é mais possível informar alterações no programa (data, proponente, titulo etc.).
Quantidade de inscrições
As inscrições superaram as expectativas: foram mais de 1.200 propostas de atividades autogestionadas e cerca de 200 inscrições para os Territórios do Futuro.

Para ver programação parcial das Atividades Autogestionadas de Articulação, clique aqui.
Para ver a programação dos Territórios do Futuro, clique aqui
Para conhecer algumas tendas específicas que ainda não têm horário ou data, clique aqui.
Para ver a planta da Cúpula dos Povos no Parque (Aterro) do Flamengo, clique aqui.

domingo, 10 de junho de 2012

Está chegando a hora: entenda o que está em jogo na Rio+20


Lydia Cintra 
Por Ana Carolina Amaral*

COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE


Na próxima semana, o Rio de Janeiro recebe a mais importante conferência sobre desenvolvimento sustentável na agenda mundial – a Rio+20, entre os dias 13 e 22 de junho. Por que os olhos do mundo já estão voltados para o Brasil?
Se você está cansado de ouvir falar das reuniões internacionais pelo desenvolvimento sustentável – aquelas que deveriam dar outro rumo para o planeta, mas sempre terminam sem acordos significativos – saiba que não está sozinho. Os líderes dos países-membros da ONU também não estão muito a fim de viajar todo ano até uma conferência que poderia ser decisiva para voltar de mãos abanando – ainda mais em ano de eleições nos Estados Unidos e crise econômica pela Europa.
Antes de conhecer o jogo, acalme suas expectativas: da Rio+20 não devem sair compromissos obrigatórios, mas uma receita de como tirar do papel os acordos ambientais assinados até agora e, claro, como governar esse mundão de recursos limitados.
Isso é o que se chama governança ambiental nas reuniões preparatórias da Rio+20: busca-se um novo método de articulação entre a ONU e os países para darmos conta de administrar o planeta,  distribuindo igualmente dos recursos essenciais e respeitando os limites naturais. Ninguém sabe muito bem o conteúdo dessa receita, mas ela é o coração da Conferência e o que pode nos tirar dessa mesmice ambiental.
Também está na roda a governança do desenvolvimento sustentável. Esse “nomão” todo quer dizer que as bases da sustentabilidade (social, econômica e ambiental) deveriam marcar presença em tudo quanto é acordo da ONU, seja lá de economia, saúde ou solução de conflitos armados.
Para esse item há propostas mais claras que no anterior, como promover o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) ao cargo de agência especializada - em vez de mero “programa”. Sim, porque do jeito que está hoje, o Pnuma é um coitado: não tem verba, autonomia e nem poderes como os das agências de alimentação (FAO), comércio (OMC), educação (Unesco) ou saúde (OMS). A partir desse fato, há mais de uma dúzia de propostas sobre como dar mais poder ao tema ambiental dentro da ONU.
Economia Verde também será debatida pelos 102 chefes de Estado que já reservaram seus hoteis no Rio de Janeiro (que vai lotar, mas quem sabe continuará lindo). O desafio aqui é criar uma economia com mais inclusão social e menos impactos ambientais. A ideia é muito criticada pela sociedade civil organizada, pois segundo muitas ONGs, o caminho para resolver as coisas não seria econômico. Por outro lado, as mudanças ainda não aconteceram justamente por culpa dela: a bendita da economia. Ainda é suja, de alto carbono e extremamente desigual. E aí, o que você acha? Do que o mundo precisa?
Calma, calma! Não precisa se sentir pequenininho no meio dessas questões tão difíceis e globais. É pensando junto que a gente chega lá. E você tem alguns meios de fazer parte disso também: por um debate que será lido aos chefes de Estado, com uma foto ou mensagem levada para a campanha da ONU ou mesmo fazendo parte da Cúpula dos Povos.
Mais de 50 mil pessoas, 10 mil delas acampadas, devem pressionar os líderes e se manifestar ao vivo durante a Rio+20. Afinal, só quem não precisa de ar e água pra viver pode ficar de fora dessa briga.