terça-feira, 12 de junho de 2012

Racismo pode virar crime hediondo na lei


Diário Online
O racismo e o tratamento de trabalhadores como escravos podem entrar para a lista dos crimes chamados hediondos. É o que decidiu a comissão de juristas responsável por elaborar o novo Código Penal brasileiro em reunião realizada hoje (11).

A comissão também inseriu na lista de crimes hediondos - que hoje tem o homicídio e estupro, por exemplo - o financiamento do tráfico e os crimes contra a humanidade. Todas as sugestões aprovadas pela comissão serão compiladas em um anteprojeto que ficará pronto no dia 25 de junho. O texto será usado como base para votação do novo Código Penal, no Congresso.

Se por um lado os juristas tornaram mais rigorosas as punições para crimes violentos ou para os motivadores de outros delitos – como a receptação de roubo, cuja pena máxima passou de quatro para cinco anos - a comissão também deu tratamento mais leve para crimes de menor ofensividade. “Diversas figuras de descarcerização foram pensadas, o que se chama hoje de justiça restaurativa. Se a pessoa reparou o dano integralmente, ela obterá a extinção da punibilidade”, explica o relator da comissão, o procurador da República Luiz Carlos Gonçalves.

Um dos exemplos dessa "relativização" é o caso de  roubo, crime que atualmente prevê pena de quatro a dez anos de prisão e multa, com possibilidade de agravantes. Segundo o texto aprovado pela comissão, a pena para o “encontrão” - quando o ladrão esbarra na vítima e pega sua carteira – pode ser mais leve. Por outro lado, a invasão de residência passa a ser um crime mais grave, assim como já é o roubo com uso de arma e com a participação de mais de uma pessoa.

A comissão também endureceu o tratamento dos maus-tratos contra pessoas. “Já havíamos feito isso em relação aos animais. O ser humano é animal também, não faria o menor sentido que a pena dos maus-tratos dos humanos fosse inferior, e não será mais”, disse Gonçalves. De acordo com o anteprojeto, o crime de maus tratos pode dar pena até cinco anos, com possibilidade de agravantes.

Esse foi o último encontro oficial da comissão, mas os juristas ainda se reunirão durante a semana para tratar de assuntos residuais, como o crime de rixa. O grupo também decidirá se a delação premiada beneficiará apenas os sequestradores, que podem ficar livres se colaborarem com as autoridades. Segundo Gonçalves, a ideia é que o benefício seja aplicado aos crimes em geral, como já é previsto na legislação atual.

A comissão responsável pelo anteprojeto do novo Código Penal foi formada no Senado em outubro do ano passado e, desde então, os juristas vêm se encontrando periodicamente para rediscutir o texto atual, que é de 1940. A ideia era que os trabalhos terminassem em maio, mas foi necessário mais um mês para a conclusão dos debates. O anteprojeto tramitará no Legislativo como um projeto de lei comum, que poderá ser alterado pelos parlamentares e pela Presidência da República. (ABr)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Memória: Eco-92 completa 20 anos


Globo News

 

Até agora, ela é a maior conferência já realizada pelas Nações Unidas.


Há 20 anos, o Rio de Janeiro foi o palco para um marco no assunto meio ambiente. A Rio-92, também conhecida como Cúpula da Terra ou Eco-92, foi até agora a maior conferência já realizada pelas Nações Unidas. Cento e setenta e dois países se reuniram para discutir problemas ligados à preservação ambiental e ao desenvolvimento sob uma perspectiva global. Eram diferentes etnias e culturas unidas para discutir o futuro do planeta. Cerca de dez mil jornalistas do mundo todo fizeram parte da cobertura do evento no Rio Centro, que também teve atividades paralelas no Aterro do Flamengo, onde acontecia o Fórum Global. A proximidade com a realização de um evento tão importante trouxe para o dia a dia dos cariocas a discussão sobre ecologia e a semente do desenvolvimento sustentável. A Rio-92 conseguiu envolver boa parte da população, visitantes de outras cidades brasileiras e de várias partes do mundo, que garantiram o sucesso e a grande repercussão. Foram assinados vários documentos que influenciam até hoje nas decisões governamentais.
Entre eles está a convenção da biodiversidade, que estabeleceu metas para a preservação da biodiversidade biológica e para a exploração sustentável do patrimônio genético. A Convenção do Clima, que reconheceu que o clima da Terra está mudando rapidamente em função da atividade humana. Outro documento foi a Declaração de Princípios sobre Florestas, que trata do aproveitamento sustentável das matas. Mas o principal documento da Rio-92 foi a Agenda 21, um programa de ações que visa fomentar em escala planetária um novo modelo de desenvolvimento capaz de aliar os padrões de consumo e produção com o objetivo de reduzir as pressões ambientais e atender às necessidades básicas do ser humano.
A Agenda 21 é o documento mais abrangente sobre questões ambientais por tratar de temas como biodiversidade, recursos hídricos, infra-estrutura, problemas de educação, habitação, entre outros.
Em 2002 aconteceu a Conferência de Joanesburgo, na África do Sul, a Cúpula do Desenvolvimento Sustentável, também conhecida como Rio+10. O objetivo da convocação era resolver a implementação das metas de 1992, solucionar o problema dos recursos financeiros para ajudar países em desenvolvimento, a transferência de tecnologias e instrumentos para que os acordos avançassem mais rápido. Mas a conferência fracassou.

Programação parcial da Cúpula dos Povos na Rio+20



A Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental divulga as datas e horários das Atividades Autogestionadas de Articulação e dos Territórios do Futuro confirmados. Esta programação é parcial e ainda não inclui as atividades culturais e de algumas tendas específicas, que serão divulgadas nos próximos dias. Em breve também será publicada uma grade de programação completa da Cúpula dos Povos, com todas as atividades.
Um agradecimento a todas as organizações, movimentos, redes, articulações e pessoas que atenderam ao chamado e fizeram suas inscrições. Essa programação parcial foi elaborada com base na lista de atividades confirmadas publicada aqui há uma semana.
Foi necessário um grande esforço para alocar as atividades nos períodos solicitados mas, devido à grande quantidade de inscrições, foi necessário fazer algumas adaptações. Questionamentos e dúvidas podem ser encaminhados a programa@rio2012.org.br, sempre indicando número, código e título da atividade.
Os responsáveis pelas atividades aprovadas podem conferir os lugares indicados na planta final da Cúpula dos Povos, disponível aqui.

 

Não esqueça!

Cada inscrição passa a ter um número
Além do nome das inscrições, a lista traz o número de usuário e um código da inscrição. A partir de agora, estes números identificam as inscrições confirmadas.
Cancelamentos. O que fazer?
Se você cancelou sua atividade, por favor escreva para o email programa@rio2012.org.br indicando no assunto: CANCELAR + código do usuário + código da atividade. Não é mais possível informar alterações no programa (data, proponente, titulo etc.).
Quantidade de inscrições
As inscrições superaram as expectativas: foram mais de 1.200 propostas de atividades autogestionadas e cerca de 200 inscrições para os Territórios do Futuro.

Para ver programação parcial das Atividades Autogestionadas de Articulação, clique aqui.
Para ver a programação dos Territórios do Futuro, clique aqui
Para conhecer algumas tendas específicas que ainda não têm horário ou data, clique aqui.
Para ver a planta da Cúpula dos Povos no Parque (Aterro) do Flamengo, clique aqui.

domingo, 10 de junho de 2012

Está chegando a hora: entenda o que está em jogo na Rio+20


Lydia Cintra 
Por Ana Carolina Amaral*

COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE


Na próxima semana, o Rio de Janeiro recebe a mais importante conferência sobre desenvolvimento sustentável na agenda mundial – a Rio+20, entre os dias 13 e 22 de junho. Por que os olhos do mundo já estão voltados para o Brasil?
Se você está cansado de ouvir falar das reuniões internacionais pelo desenvolvimento sustentável – aquelas que deveriam dar outro rumo para o planeta, mas sempre terminam sem acordos significativos – saiba que não está sozinho. Os líderes dos países-membros da ONU também não estão muito a fim de viajar todo ano até uma conferência que poderia ser decisiva para voltar de mãos abanando – ainda mais em ano de eleições nos Estados Unidos e crise econômica pela Europa.
Antes de conhecer o jogo, acalme suas expectativas: da Rio+20 não devem sair compromissos obrigatórios, mas uma receita de como tirar do papel os acordos ambientais assinados até agora e, claro, como governar esse mundão de recursos limitados.
Isso é o que se chama governança ambiental nas reuniões preparatórias da Rio+20: busca-se um novo método de articulação entre a ONU e os países para darmos conta de administrar o planeta,  distribuindo igualmente dos recursos essenciais e respeitando os limites naturais. Ninguém sabe muito bem o conteúdo dessa receita, mas ela é o coração da Conferência e o que pode nos tirar dessa mesmice ambiental.
Também está na roda a governança do desenvolvimento sustentável. Esse “nomão” todo quer dizer que as bases da sustentabilidade (social, econômica e ambiental) deveriam marcar presença em tudo quanto é acordo da ONU, seja lá de economia, saúde ou solução de conflitos armados.
Para esse item há propostas mais claras que no anterior, como promover o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) ao cargo de agência especializada - em vez de mero “programa”. Sim, porque do jeito que está hoje, o Pnuma é um coitado: não tem verba, autonomia e nem poderes como os das agências de alimentação (FAO), comércio (OMC), educação (Unesco) ou saúde (OMS). A partir desse fato, há mais de uma dúzia de propostas sobre como dar mais poder ao tema ambiental dentro da ONU.
A Economia Verde também será debatida pelos 102 chefes de Estado que já reservaram seus hoteis no Rio de Janeiro (que vai lotar, mas quem sabe continuará lindo). O desafio aqui é criar uma economia com mais inclusão social e menos impactos ambientais. A ideia é muito criticada pela sociedade civil organizada, pois segundo muitas ONGs, o caminho para resolver as coisas não seria econômico. Por outro lado, as mudanças ainda não aconteceram justamente por culpa dela: a bendita da economia. Ainda é suja, de alto carbono e extremamente desigual. E aí, o que você acha? Do que o mundo precisa?
Calma, calma! Não precisa se sentir pequenininho no meio dessas questões tão difíceis e globais. É pensando junto que a gente chega lá. E você tem alguns meios de fazer parte disso também: por um debate que será lido aos chefes de Estado, com uma foto ou mensagem levada para a campanha da ONU ou mesmo fazendo parte da Cúpula dos Povos.
Mais de 50 mil pessoas, 10 mil delas acampadas, devem pressionar os líderes e se manifestar ao vivo durante a Rio+20. Afinal, só quem não precisa de ar e água pra viver pode ficar de fora dessa briga.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Quer fazer parte do Femen Brasil? Sara Winter explica como


Marie Claire Brasil

A primeira aparição de Sara Winter em público foi cantando músicas de desenho animado japonês, aos 15 anos, quando frequentava festivais de animê no interior de São Paulo e atendia pelo codinome Kagome. Hoje, aos 19, adotou o Winter para encarar outro tipo de exposição, mais áspera e muito mais aberta a interpretações erradas, mesmo que o japonês tenha sido substituído por argumentos claros em português.
Sara é a primeira integrante do Femen Brazil, braço nacional do grupo de mulheres ucranianas que usa o topless como forma de protesto. A partir de julho, ela começa aqui o que as ativistas europeias fazem por lá há quase dois anos. Vai exigir, entre outras mudanças, o fim do turismo sexual. O método é empunhar cartazes em eventos cobertos pela mídia e, para atrair os cliques dos fotógrafos, tirar a roupa e mostrar os seios.
Antes disso, ela viaja à Ucrânia para se unir a suas mentoras em protestos durante a Eurocopa, de 8 de junho a 1º de julho. Em Kiev, os turistas que chegam para ver os jogos são recebidos com propaganda agressiva sobre casas de massagem e prostituição (proibida no país). O Femen luta contra isso. E está de olho no Brasil por causa da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Para arrecadar dinheiro, pede doações e vende suvenires tais como folhas de papel sulfite “carimbadas” com os próprios seios das manifestantes, que assinam o mimo antes de enviá-lo pelo correio.
Sara vai ter que encontrar o seu jeito de financiar o grupo aqui no Brasil, onde já reuniu uma rede de cerca de 40 voluntários (entre fotógrafos, tradutores, advogados). Até agora, conseguiu convencer duas garotas a tirar a blusa nos protestos. Está à procura de outras a partir de sua casa em São Carlos, onde mora com os pais (que “fingem não ver” as atividades da filha) e recebe o apoio dos dois irmãos mais velhos e das cunhadas. Sara falou à Marie Claire sobre suas escolhas (por que jamais posaria para uma revista masculina?), suas expectativas de enfrentar a polícia ucraniana e a dificuldade de encontrar um namorado que entenda sua luta.

Confira o bate-papo e veja, ao final da entrevista, como se candidatar ao Femen Brazil.

Marie Claire – Precisa ser bonita para fazer parte do Femen?
Sara Winter –
Não! O Femen não tem nenhum requisito de beleza. Coincidentemente, o grupo nasceu na Ucrânia, onde a genética das meninas as faz magras e altas. Eu mesma já fujo desse padrão. Sou mais baixinha, mais gordinha.

MC – Quais os requisitos para participar do grupo?
SW –
Se identificar com a causa, ter muita vontade de lutar e estar preparada para enfrentar policiais, para perder o emprego, e para sofrer uma superexposição na mídia.

MC – Por que precisa tirar a roupa para participar?
SW –
O objetivo do grupo é expor os problemas. Quando as meninas da Ucrânia começaram a protestar (no início, a causa era estudantil, depois, virou feminista), ninguém dava bola. Em 2009, elas testaram essa estratégia de tirar a blusa e tudo mudou, os protestos começaram a aparecer na mídia. Mas, além de ser uma estratégia, mostrar o corpo também é um jeito de dizer “ele é meu e faço o que quiser com ele”.

MC – No Brasil, tirar a roupa em público é crime. Está preparada para ser presa?
SW –
Estou pronta física e emocionalmente. Mas o apoio jurídico acaba de ser acertado. Por isso, fiz até agora aparições com os seios pintados, e não à mostra. Os protestos vão começar quando eu voltar da Europa.

MC – E na Ucrânia, não tem medo de ser maltratada por ser estrangeira?
SW –
Curiosamente, não. Mas sei que as meninas de lá já passaram por muita coisa, principalmente em um protesto que fizeram na Bielorrússia, em que foram presas pela KGB, levadas ao meio do mato e estupradas por oficiais, além de serem molhadas com óleo e ameaçadas de serem queimadas.

MC – Como você se transformou na líder do Femen Brazil?
SW –
Eu acompanhei o noticiário sobre os protestos delas no ano passado e adorei. Na hora pensei: “alguém vai criar o braço brasileiro já já”. Mas foram passando os meses e nada. Em março, me candidatei.

MC – Pela causa, posaria nua para uma revista masculina?
SW –
Jamais. O Femen é contra a indústria pornográfica.

MC – Mas as revistas masculinas não são pornográficas. E se elas topassem clicar você com sua mensagem?
SW –
Mesmo assim, não. Temos que velar pela nossa moral. Por exemplo, na Alemanha, é comum meninas que querem arrecadar dinheiro para alguma coisa montar uma barraquinha do beijo. Não faria isso de jeito nenhum. Eu uso meu corpo para lutar. Seria contraditório para mim ir contra o turismo sexual e, ao mesmo tempo, sair na Playboy.

Fazer sexo na primeira noite não atrapalha o namoro


Carol Castro
Superinteressante


Dizem por aí que o melhor é fazer sexo só depois do terceiro encontro. “Se rolar na primeira noite, o relacionamento nunca vai terminar em namoro”. Uma vez a gente até publicou um estudo que confirmava isso. Mas era de uma universidade religiosa… Agora a ciência aparece de novo, com outra pesquisa, e diz que isso não passa de mito.
O pesquisador Anthony Paik, da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, entrevistou 642 adultos para saber sobre a qualidade do relacionamento deles. Eram perguntas como “quanto você ama seu parceiro”, “qual o futuro do relacionamento”, “como sua vida seria se o namoro terminasse”.
E veja só: os casais que levaram mais tempo para fazer sexo realmente se mostravam mais felizes com o namoro do que aqueles que transaram logo de cara. Mas isso não tem nada a ver com a primeira vez, diz o pesquisador. “Não vimos muita evidência de que um namoro era pior porque começou com sexo”, disse Paik.
O problema, na verdade, está em como cada um encara um relacionamento. Quanto menos alguém acredita em namoro, maior a chance de sair por aí pegando geral. E essas pessoas sempre acham que os relacionamentos curtos valem mais a pena do que os longos. Logo, ficam mais insatisfeitos quando começam uma vida a dois.
Mas, segundo a pesquisa, quando o sexo na primeira noite rola com alguém disposto a namorar (mesmo se essa ideia demorar para surgir), o futuro do casal pode ser tão feliz quanto o daqueles que esperam mais tempo para transar. Pelo menos foi assim com os entrevistados de Paik.
Portanto, o estudo deixa a lição: o problema não é transar na primeira noite, e sim se apaixonar por caras (ou mulheres) que não querem abrir mão da vida de solteiro.

Em 'Deus da carnificina', Polanski ironiza convenções sociais


Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly estão no elenco. Em longa claustrofóbico, Roman Polanski critica a sociedade contemporânea.


Da Reuters


Adaptando em "Deus da carnificina" a peça homônima da francesa Yasmina Reza, encenada no Brasil em 2011, o diretor franco-polonês Roman Polanski extraiu o melhor da qualidade do texto, aliando-se à própria autora como corroteirista e a um notável quarteto de atores: Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly. O longa estreia no Brasil nesta quinta-feira (7).
 Os dois casais de 'Deus da carnificina': Jodie Foster e John C. Reilly, e Christoph Waltz e Kate Winslet (Foto: Kobal/The Picture Desk/AFP)

Tirando bom partido do confinamento previsto no texto original, cuja ação se passa na sala de um apartamento, Polanski desdobra as muitas nuances de um duelo verbal feroz entre dois casais. Um deles, formado pelos pais de um garoto que agrediu o filho do outro com um pau, quebrando-lhe dois dentes. Os dois meninos são colegas de classe.
O incidente, corriqueiro na aparência, é o rastilho de pólvora que vai incendiar quatro personagens de origens sociais e culturais diferentes, cada um representando posições em choque sobre diversas questões explosivas no mundo atual - o politicamente correto, a mobilização por causas do Terceiro Mundo, as regras da vida em comunidade, as diferenças entre homens e mulheres, os sacrifícios pessoais exigidos pelo casamento.
Polanski faz justiça ao texto, assinando um filme notável por sua intensidade minimalista ao sustentar a ironia que se infiltra nas entrelinhas. Além de estar à vontade dentro deste tipo de cinema claustrofóbico, que ele cultivou tão bem em trabalhos anteriores, como "A faca na água" (1962), "Repulsa ao sexo" (1965) e "O inquilino" (1976), o diretor recebeu um inesperado e desagradável reforço adicional: foi durante os sete meses de sua prisão domiciliar, em seu chalé na Suíça, em 2009, que ele produziu este roteiro.
A prisão foi ainda um rescaldo da velha pendência com a Justiça norte-americana, relativa a um suposto estupro contra uma menor, 35 anos atrás.
Inovando em relação à montagem teatral, Polanski incorpora ao filme duas sequencias externas, filmadas num parque de Nova York por um de seus assistentes - já que ele pode ser preso se voltar ao país -, inclusive a própria briga dos meninos que deflagra a guerra entre seus pais. Além disso, o diretor acrescenta uma ácida conversa do casal Nancy (Kate Winslet) e Alan Cowan (Christoph Waltz) no banheiro, inexistente no teatro.
Filme e peça apoiam-se fundamentalmente na notável artilharia verbal do texto original, que serve à perfeição não só para delimitar as diferenças entre os personagens, como para escancarar como são frágeis as máscaras sociais, como a educação, a cultura, até os modos à mesa. Não é um panorama muito otimista do estado geral da civilização, alguns milênios depois da saída dos homens das cavernas, mas certamente sua ironia é uma digna forma de encará-lo.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Curiosidade: Como se forma o arco-íris?


 Mundo Estranho

A mitologia grega diria que ele aparece sempre que a deusa Íris deixa um rastro colorido no céu, para transmitir aos homens as mensagens de Zeus, o todo-poderoso do Olimpo. A explicação científica é bem menos romântica. O arco-íris surge quando o Sol ilumina a umidade suspensa no ar, após uma chuvarada, por exemplo. Quando um raio bate na borda de uma gotinha de água ou de vapor, a luz branca do Sol é desviada e se decompõe nas sete cores que compõem seu espectro: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. É o mesmo efeito do prisma, que aprendemos na escola: cada cor é refletida em um ângulo diferente e muda de direção ao retornar para a atmosfera. A cor vermelha é a que se propaga mais rápido, formando a faixa superior do arco-íris. A violeta, a mais lenta, aparece na parte inferior.
O fenômeno é tão comum que os cientistas acumulam alguns recordes coloridos. "Em laboratório, foram observados mais de 12 arco-íris a partir de uma única gota d’água", afirma o físico José Pedro Rino, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

Curiosidade: Qual é a profissão mais antiga do mundo?

 

por Tiago Cordeiro
Mundo Estranho

Diferentemente do que diz a sabedoria popular, a primeira profissão humana foi a de cozinheiro – e não a de prostituta. É o que diz um estudo publicado pela Universidade de Harvard.
O raciocínio é o seguinte: se a prostituição surgiu quando uma ancestral nossa ofereceu sexo em troca de comida ou abrigo, já havia coletores de alimentos e guerreiros para protegê-la. “É certo que os caçadores vieram antes dos fazendeiros. Provavelmente, os coletores de alimentos são ainda mais antigos”, afirma Patrick Geary, historiador da Universidade da Califórnia.
Ainda assim, outras espécies de animais também coletam alimentos, caçam e se prostituem – comportamento observado em outros primatas. Cozinhar, porém, teria sido o primeiro ofício exclusivo dos seres humanos. A atividade teria surgido há 2 milhões de anos com o Homo erectus. Entre eles, já existia a especialização no preparo dos alimentos, como comprovam utensílios encontrados perto de fósseis da época. “Além de ser a primeira profissão, é também aquela que nos definiu como espécie”, defende Chris Organ, biólogo de Harvard e um dos coautores do estudo.

FONTES: Artigo Energetic Consequences of Thermal and Nonthermal Food Processing, publicado na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Por que o burro virou símbolo da ignorância?

por Ana Alice Vercesi
Mundo Estranho
“A fama de ser um bicho com comportamento difícil e incapaz de aprender começou na Grécia antiga”, afirma Osvaldo Humberto Leonardi Ceschin, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humadas da USP.
Por volta de 600 a.C., o burro já era tratado em histórias como teimoso, bobo e ignorante. Em uma das fábulas de Esopo – narrativas orais sobre animais com características humanas –, o burro veste uma pele de leão e tenta assustar as pessoas, até que é pego pela raposa em um deslize. Posteriormente, essas histórias foram passadas para o papel e popularizadas por Fedro, no século 1, e pelo francês Jean de La Fontaine, no século 17.
Palavras associando o burro à estupidez e à ignorância começaram a aparecer no século 2: a expressão asinina cogitatio (“raciocínio de burro”, em latim) fazia parte da obra de Lucius Apuleius, autor de O Asno de Ouro, sobre um homem que vira um asno. “Na língua portuguesa, o termo ‘burrico’ surgiu no século 12”, explica Mário Eduardo Viaro, também da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

CONSULTORIA: Mário Eduardo Viaro e Osvaldo Humberto Leonardi Ceschin, ambos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Como surgiram as festas juninas?


por Cíntia Cristina da Silva
Mundo Estranho

As festas juninas homenageiam três santos católicos: Santo Antônio (no dia 13 de junho), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29). No entanto, a origem das comemorações nessa época do ano é anterior à era cristã. No hemisfério norte, várias celebrações pagãs aconteciam durante o solstício de verão. Essa importante data astronômica marca o dia mais longo e a noite mais curta do ano, o que ocorre nos dias 21 ou 22 de junho no hemisfério norte. Diversos povos da Antiguidade, como os celtas e os egípcios, aproveitavam a ocasião para organizar rituais em que pediam fartura nas colheitas. "Na Europa, os cultos à fertilidade em junho foram reproduzidos até por volta do século 10. Como a igreja não conseguia combatê-los, decidiu cristianizá-los, instituindo dias de homenagens aos três santos no mesmo mês", diz a antropóloga Lucia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
O curioso é que os índios que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses também faziam importantes rituais durante o mês de junho. Apesar de essa época marcar o início do inverno por aqui, eles tinham várias celebrações ligadas à agricultura, com cantos, danças e muita comida. Com a chegada dos jesuítas portugueses, os costumes indígenas e o caráter religioso dos festejos juninos se fundiram. É por isso que as festas tanto celebram santos católicos como oferecem uma variedade de pratos feitos com alimentos típicos dos nativos. Já a valorização da vida caipira nessas comemorações reflete a organização da sociedade brasileira até meados do século 20, quando 70% da população vivia no campo. Hoje, as grandes festas juninas se concentram no Nordeste, com destaque para as cidades de Caruaru (PE) e Campina Grande (PB).

Arraial multicultural Tradições européias e indígenas se misturam nessas divertidas comemorações

Dança à francesa
A quadrilha tem origem francesa, nas contradanças de salão do século 17. Em pares, os dançarinos faziam uma seqüência coreografada de movimentos alegres. O estilo chegou ao Brasil no século 19, trazido pelos nobres portugueses, e foi sendo adaptado até fazer sucesso nas festas juninas.

Recado pela fogueira
A fogueira já estava presente nas celebrações juninas feitas por pagãos e indígenas, mas também ganhou uma explicação cristã: Santa Isabel (mãe de São João Batista) disse à Virgem Maria (mãe de Jesus) que quando São João nascesse acenderia uma fogueira para avisá-la. Maria viu as chamas de longe e foi visitar a criança recém-nascida.

Sons regionais
As músicas juninas variam de uma região para outra. No Nordeste, as composições do sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga são as mais famosas. Já no Sudeste, compositores como João de Barro e Adalberto Ribeiro ("Capelinha de Melão") e Lamartine Babo ("Isto é lá com Santo Antônio") fazem sucesso em volta da fogueira.

Abençoadas simpatias
Os três santos homenageados em junho - Santo Antônio, São João Batista e São Pedro - inspiram não só novenas e rezas, como também várias simpatias. Acredita-se, por exemplo, que os balões levam pedidos para São João. Mas Santo Antônio é o mais requisitado, por seu "poder" de casar moças solteiras.

Comilança nativa
A comida típica das festas é quase toda à base de grãos e raízes que nossos índios cultivavam, como milho, amendoim, batata-doce e mandioca. A colonização portuguesa adicionou novos ingredientes e hoje o cardápio ideal tem milho verde, bolo de fubá, pé-de-moleque, quentão, pipoca e outras gostosuras.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Arqueólogos encontram teatro do início da carreira de Shakespeare


Local foi descoberto em escavações no bairro de Shoreditch, em Londres. Teatro Curtain foi aberto em 1577.


Da Reuters
Arqueólogos descobriram em Londres os restos de um dos primeiros teatros usados pela companhia de William Shakespeare, onde "Romeu e Julieta" e "Henrique V" foram encenados pela primeira vez.
Anterior ao The Globe, o teatro Curtain (cortina, em inglês), ao norte do rio Tâmisa, no bairro de Shoreditch, era abrigo da companhia de Shakespeare -- a Companhia de Teatro de Lord Chamberlain.

"Este é um local fantástico que nos dá uma visão única sobre o início do teatro de Shakespeare", disse Chris Thomas, do Mola, que está conduzindo o trabalho arqueológico.
A descoberta vai encantar os historiadores e os fãs de Shakespeare uma vez que as escavações oferecem um retrato de local onde as produções iniciais do escritor foram encenadas, embora mais detalhes são pouco conhecidos sobre o precoce teatro.
"Este é um lugar extraordinário, e uma descoberta fortuita no ano da celebração mundial de Shakespeare", disse Kim Stabler, assessora de Arqueologia do English Heritage, órgão público que protege o patrimônio histórico britânico.
Londres tem celebrado a sua herança cultural com um festival mundial de Shakespeare, que acontece no Globe e em todo o Reino Unido, como parte de um festival para coincidir com os Jogos Olímpicos deste verão e que vai durar até novembro.
O Curtain abriu em 1577, perto do primeiro teatro de Londres, "O Teatro", e foi um de vários teatros construídos fora dos muros da cidade.
Arqueólogos encontraram os destroços do teatro Curtain na Hewett Street, após a realização dos trabalhos em um projeto de restauração ter começado, conduzido por uma construtora local, em outubro passado.
"Este é um local fantástico que nos dá uma visão única sobre o início do teatro de Shakespeare", disse Chris Thomas, do Mola, que está conduzindo o trabalho arqueológico.
A descoberta vai encantar os historiadores e os fãs de Shakespeare uma vez que as escavações oferecem um retrato de local onde as produções iniciais do escritor foram encenadas, embora mais detalhes são pouco conhecidos sobre o precoce teatro.
"Este é um lugar extraordinário, e uma descoberta fortuita no ano da celebração mundial de Shakespeare", disse Kim Stabler, assessora de Arqueologia do English Heritage, órgão público que protege o patrimônio histórico britânico.
Londres tem celebrado a sua herança cultural com um festival mundial de Shakespeare, que acontece no Globe e em todo o Reino Unido, como parte de um festival para coincidir com os Jogos Olímpicos deste verão e que vai durar até novembro.
O Curtain abriu em 1577, perto do primeiro teatro de Londres, "O Teatro", e foi um de vários teatros construídos fora dos muros da cidade.
Arqueólogos encontraram os destroços do teatro Curtain na Hewett Street, após a realização dos trabalhos em um projeto de restauração ter começado, conduzido por uma construtora local, em outubro passado.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os 25 maiores vilões dos quadrinhos

Superinteressante
Em 2009, o site IGN divulgou uma lista com os 100 maiores vilões das HQs desde a Era de Ouro, nos anos 1930. Relembre os primeiros lugares da seleção nestas imagens. Você conhece todos eles? O seu preferido ficou de fora?

25 - Bizarro é um clone do Superman que deu errado. Com uma lógica maluca, o vilão sempre acaba fazendo o contrário do que o homem de aço faria. Não é que ele seja completamente mau. É só bizarro.

24 - Apocalypse foi o primeiro mutante a surgir na Terra, lá no Egito antigo, e já deu muito trabalho para os X-Men. Um de seus poderes é a capacidade de reorganizar sua massa corpórea na forma que quiser. E, claro, ser imortal.

23 - Ultron é um robô criado pelo cientista Henry Pim, também conhecido como Golias. No universo Marvel, é um dos maiores inimigos dos Vingadores e é feito de adamantium (assim como o esqueleto do Wolverine).

22 - Venom é o resultado da união de um organismo humano com um simbiose alienígena. Já foi parasita do Homem-Aranha, mas acabou mesmo se instalando no jornalista Eddie Brock. E virando inimigo do Cabeça-de-Teia.

21 - Ex-membro dos Watchmen, Ozymandias é um ricaço hiper-inteligente que acredita que vale tudo para evitar uma guerra nuclear. Até mesmo sacrificar muita gente. Fica a pergunta: ele é bom ou mau?

20 - Psicopata é um bom jeito de definir Mercenário. O assassino é um dos maiores inimigos do Demolidor e já fez alianças com o Rei do Crime e com Norman Osborn. Um fato curioso: ele não tem poder algum.

19 - O Fanático é meio-irmão do professor Xavier e sempre teve inveja e ódio dos seus dons psíquicos. Seus poderes vieram de um cristal mágico e sua raiva, de uma infância complicada.

18 - Mística é a femme fatale mais famosa da Marvel. E como ela pode se transformar em quem quiser, a cor azul não é problema. Dizem que ela tem mais de 100 anos, por isso tantos parentes e intrigas na sua vida.

17 - Brainiac já teve muitas origens e histórias. Ultimamente, ele é um ET ciborgue que rouba o conhecimento de populações para destruí-las depois. Mas ele mexeu com a cidade de Kandor, em Krypton, e o Super-Homem não gostou muito disso.

16 - O Adão Negro foi o primeiro a ter a honra de usar os poderes do mago Shazam, no Egito Antigo. Mas sua sede por poder resultou no seu exílio e o cara só voltou pra Terra bem mais tarde, tornando-se o maior inimigo do Capitão Marvel.

15 - Sinestro já foi um dos Lanternas Verdes, mas sua ambição acabou resultando na sua expulsão do grupo. Aí ele juntou sua própria turma, criou anéis tão poderosos quanto os verdes e decidiu enfrentar os ex-colegas.

14 - O Caveira Vermelha foi o primeiro inimigo do Capitão América. Discípulo direto de Hitler, Johann Schmidt foi afetado por gases químicos e depois transferiu sua mente para o clone de Steve Rogers (e até para um adroide). Complicado.

13 - Norman Osborn ficou famoso como o Duende Verde, mas ele é um vilão mesmo sem a máscara. Com sua influência e dinheiro, Osborn manipula grandes empresas e órgãos americanos para conseguir poder.
12 - Quando Harvey Dent caiu numa cilada de criminosos em Gotham, nasceu o Duas Caras. Inimigo do Batman, o ex-promotor público se divide entre o bem e o mal, o que o faz tomar decisões no cara-e-coroa.

11 - A Mulher-Gato não é exatamente uma vilã, mas também não é uma heroína. Alter-ego de Selina Kyle, ela já teve seus romances com o Batman e sabe de sua identidade secreta, não obedece regras e faz sempre o que é conveniente.

10 - Wilson Fisk acabou no crime por causa de uma vida problemática. Nesse submundo, ele se deu bem e virou o Rei do Crime, controlando boa parte de Nova York e infernizando a vida do Homem-Aranha e do Demolidor. Ele já tentou ser correto, só não conseguiu.

9 - Quando a Fênix Negra possui o corpo de Jean Grey, não há muito o que fazer. A força de seu pensamento é capaz de destruir o universo e ela gosta de lanchar estrelas de vez em quando.

8 - Loki é o deus nórdico da travessura e não foi inventado pelo pessoal da Marvel. Mas no universo dos super-heróis, sua sede de vingança contra Thor acaba resultando na sua aliança com vilões humanos e na criação dos Vingadores.

7 - Ra's Al Ghul é um imortal que tem como objetivo aperfeiçoar a Terra. Líder da Liga das Sombras, Ra's tentou por muito tempo levar Batman para seu lado, mas o morcego só queria saber mesmo é da filha do vilão.

6 - Uxas era um dos Novos Deuses e nasceu no mundo de Apokolips, onde vivem divindades maléficas. Depois que sua mãe matou o amor da sua vida, Uxas matou todas suas emoções e virou Darkseid, o tirano de seu planeta.

5 - Sabe quando você está com fome? O Galactus tá sempre assim. Só que ele come planetas. E nesses lanchinhos, a entidade pré-big-bang balanceia o universo. Quando ele tenta comer a Terra, rola briga.

4 - Esse não podia faltar. Lex Luthor, o eterno inimigo do Super-Homem, está sempre tentando destruir o kryptoniano e conquistar o poder e a obediência da humanidade para salvar o mundo. Do jeitinho dele, claro.

3 - Doutor Destino, ou Victor von Doom, pode ser o rei da Latvéria, milionário e gênio, mas não sossega enquanto não acabar com Reed Richards e os outros membros do Quarteto Fantástico.

2 - O palhaço mais aterrorizante que já surgiu, o Coringa é insanamente sádico e seu maior objetivo é espalhar o caos. Claro que o Batman vai sempre tentar impedir que ele tenha sucesso.

1 - Durante a Segunda Guerra, Max Eisenhardt foi prisioneiro em Auschwitz, e sempre escondeu seus poderes mutantes. Quando adulto, assumiu a identidade de Erik Lehnsherr e de Magneto. Ah, o balde na cabeça protege contra poderes psíquicos.

NASA afirma: Via Láctea vai colidir com a galáxia de Andrômeda


Carolina Vilaverde
Superinteressante


Astrônomos da NASA anunciaram na última quinta-feira que a Via Láctea deve colidir frontalmente com a nossa galáxia vizinha Andrômeda. Mas não há motivos para sair correndo e se preparar para o pior: a previsão é de que isso ocorra daqui 4 bilhões de anos.
A agência espacial também afirmou que a Terra e o sistema solar não correm riscos de serem destruídos. Mas há um porém: provavelmente o Sol será “arrastado” para uma nova região da galáxia e isso, obviamente, deve ter sérios impactos em nosso planeta.
A colisão já é considerada como o próximo evento cósmico de maior importância para nossa galáxia. Para se ter uma noção do tamanho da colisão, Andrômeda é feita de bilhões de “bolas gigantes de fogo” muito maiores que o nosso planeta inteiro, que devem bater em alta velocidade diretamente na Via Láctea.
De acordo com a NASA, as duas galáxias estão a 2,5 milhões de anos-luz de distância uma da outra. Mas Andrômeda está se aproximando pouco a pouco da Via Láctea. A agência espacial descreve o cenário como uma jogada de baseball: a Via Láctea é o rebatedor que está a espera de uma bola rápida, que seria a galáxia de Andrômeda.
Dá para visualizar a batida em uma animação da NASA – clique aqui para assistir. E na foto acima, é possível ver as duas galáxias lado a lado (Andrômeda à esquerda) daqui 3,75 bilhões de anos, atraves da visão do ceú noturno visto da Terra. Note como Andrômeda começa a distorcer o formato da Via Láctea ao puxá-la pra perto de si.
E aí, ficou preocupado?

Imagem: NASA

Vampiros não existem! Será? Arqueólogos acham esqueletos com barra antivampiro encravada no peito

 

Dois esqueletos da Idade Média foram achados na Bulgária. Segundo crença, pessoas ruins podiam virar vampiro após a morte.


Do G1, em São Paulo

Arqueólogos encontraram dois esqueletos da Idade Média em escavações na cidade de Sozopol, na Bulgária, que apresentavam barras de ferro encravadas no peito, com o objetivo de que eles não se transformassem em vampiros.
Segundo as crenças pagãs, as pessoas que eram consideradas ruins durante sua vida podiam se transformar em vampiros após a morte. Para impedir que isso acontece, era preciso cravar um pedaço de ferro ou de madeira no peito da pessoa antes de ela ser enterrada.

Dois esqueletos tinham barra de ferro antivampiro encravada no peito. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Virada Sustentável acontece este fim de semana, em São Paulo

 

Lydia Cintra
Superinteressante

A programação para o fim de semana está quente: a partir de amanhã, quem está em São Paulo poderá participar e prestigiar várias atividades culturais e educativas que trabalham o tema da sustentabilidade.
Inspirada na Virada Cultural, evento que traz 24 horas de programação cultural para a cidade, a Virada Sustentável apresenta sua segunda edição com peças de teatro, mostras de cinema, exposições de fotos, shows, instalações, performances, oficinas, jogos universitários e outras atrações. Tudo gratuito.
No ano passado, mais de 500 mil pessoas participaram das 482 atrações distribuídas em 78 espaços. A organização do evento diz que a proposta é “inspirar o cidadão a conhecer os temas da sustentabilidade utilizando uma abordagem diferente, na qual a arte e o lúdico aparecem como principais elementos de conscientização para uma sociedade melhor”.
Coleta
Se você tem lixo eletrônico em casa (celulares que você não usa mais, cabos, aparelhos, pilhas e baterias), aproveite para fazer o descarte. A Virada contará com 46 pontos de coleta por toda a cidade. Em 2011, foram coletadas 27 toneladas de lixo eletrônico.

Filme 'Flores raras' terá Glória Pires em papel de homossexual


Atriz viverá arquiteta Lota Macedo de Soares em longa de Bruno Barreto.
Longa retrata romance entre brasileira e a poeta americana Elizabeth Bishop.


G1, no Rio
  Da esq. para a dir.: as atrizes Tracy Middendorf , Glória Pires e Miranda Otto, protagonistas do filme de Bruno Barreto, 'Flores raras'

Acostumada a viver romances na TV, no teatro e no cinema, Glória Pires vai experimentar uma história de amor distinta em "Flores raras", novo filme do diretor Bruno Barreto. A atriz vai interpretar Lota de Macedo Soares, arquiteta carioca que teve um intenso relacionamento com a poeta norte-americana Elizabeth Bishop, vivida pela australiana Miranda Otto ("Senhor dos anéis" e "A guerra dos mundos").
Baseada no livro "Flores raras e banalíssimas", de Carmem Lucia de Oliveira, a produção começa a ser filmada no próximo dia 11 e vai destacar o romance entre a brasileira, que idealizou e supervisionou a construção do Parque do Flamengo (também conhecido como Aterro do Flamengo), e a ganhadora do Prêmio Pulitzer de 1956.
"Sabemos que a questão do homossexualismo é um grande atrativo, mas não estamos discutindo aqui a opção sexual dela (Lota), e sim como eram essas pessoas, e a obra que deixaram. Isso me atrai muito e espero que tenha bastante impacto. Mas espero que as pessoas vejam a questão de outra forma e que não se preocupem tanto com isso", disse Glória, que preferiu não polemizar durante a entrevista coletiva realizada no fim da tarde desta quinta (31), num hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Para a atriz, o longa faz justiça à história de Lota e dá a oportunidade do grande público conhecer um pouco mais sobre a arquiteta brasileira, sua personalidade forte e seu legado para o Rio.
"Achei muito bacana a possibilidade de podermos consertar algo historicamente errado. É uma grande injustiça Lota não ser reconhecida por sua participação na vida da nossa cidade. Sendo uma personagem tão forte, uma mulher inovadora à frente do seu tempo e extremamente culta, achei toda essa junção de atrativos muito emocionante", exaltou.
 Glória Pires, durante os ensaios, já caracterizada como a arquiteta carioca Lota de Macedo Soares

O diretor, que elogiou o desempenho da atriz nos ensaios ("ela já é a personagem depois de dez dias"), adiantou que há apenas uma cena mais explícita, quando as duas personagens fazem sexo pela primeira vez.
"Ao mesmo tempo que nos preocupamos em acentuar o assunto, tomamos muito cuidado para não evitá-lo. Porque também seria errado", comentou Barreto. "Mas eram os anos 50. O Brasil é aparentemente liberal mas, no fundo, somos muito conservadores. Naquela época, mais ainda", complementou o cineasta, revelando que mais 90% do filme é falado em inglês.
A relação entre Lota e Bishop é ganha mais dramaticidade por conta da personagem Mary Morse, interpretada por Tracy Middendor. Ex-companheira de Lota, é Morse quem apresenta as duas protagonistas do filme.

Patrocínio
Orçado em R$ 13 milhões, "Flores raras" não atraiu investimentos da iniciativa privada. Segundo os produtores, será a primeira produção da LC Barreto iniciar as filmagens sem o total de recursos captados para concluí-la. Para Paula Barreto, o motivo envolve a temática homossexual da trama.
"Por enquanto temos R$ 9 milhões, entre verba do BNDES, Globo Filmes, Imagem Filmes, Telecine e TurisRio, entre outras instituições. Inclusive minha mãe (Lucy Barreto) colaborou com ações de um banco para que as filmagens não parassem. A gente nunca achou que fosse passar por essa dificuldade. É uma história linda, que tem que ser resgatada. E não trata somente de um amor gay", ressaltou Paula.
"Flores raras" tem roteiro da brasileira Carolina Kotscho e do americano Matthew Chapman e também traz no elenco Treat Williams e Marcelo Airoldi, este último vivendo o governador Carlos Lacerda.

Próxima edição da revista do Lanterna Verde revela que herói é gay


G1
 Imagens mostram super-herói aos beijos com um amigo. A Revista será lançada dia 6 de junho.

Combinação de imagens de duas páginas da segunda edição de “Earth” (Terra), da DC Comics, revela que o super-herói Lanterna Verde é gay. A segunda edição da revista, que será lançada dia 6 de junho, mostra o personagem Alan Scott (o Lanterna Verde) em uma cena de amor com um amigo. Na nova série, o autor James Robinson, recriou o personagem que tinha aparecido pela primeira vez em 1940.