terça-feira, 11 de dezembro de 2012

As contradições do Complexo Tapajós


Vídeo realizado pelo Setor de Comunicação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Brasil.



No nosso país cerca de 80% da energia elétrica vem de usinas hidrelétricas, que é uma das formas mais baratas de gerar energia. Atualmente estão em processo de construção cerca de 34 barragens em nosso país, a maioria delas na Amazônia.
Este é o caso do rio Tapajós, o único rio da Amazônia que continua virgem até o momento onde está projetado a construção do Complexo Tapajós. O projeto prevê a construção de diversas usinas, sendo batizada com o nome de São Luiz do Tapajós a primeira delas, prevista para entrar em operação no ano 2017.
Para além das nefastas conseqüências ambientais, é claro que o Complexo Tapajós vai modificar a vida das milhares de pessoas que moram ali. Pois, lamentavelmente, a construção de barragens no Brasil segue um padrão nacional de constante violação dos direitos humanos. Os deslocamentos forçados, as ocupações desordenadas nos núcleos urbanos mais próximos, o aumento da prostituição e do consumo de drogas, e a mudança no estilo de vida são consequencias destes empreendimentos.
É nesse contexto que o MAB assume o compromisso de construir um forte movimento social, de massa, com rostos regionais e unidade nacional. Com o objetivo de lutar pelo direito de dizer NÃO aos projetos que trazem nefastas conseqüências sociais e ambientais, para garantir terra, trabalho e renda às famílias que são expulsas pelas obras, e para lutar por uma Política Energética que atenda as necessidades do povo brasileiro.



 
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