sábado, 26 de março de 2011

Kate Winslet faz papel que foi de Joan Crawford em novo 'Mildred'. Personagem da mãe solteira rendeu Oscar para a atriz na versão de 1945.

Especialistas apostam que Kate Winslet receberá indicação ao Emmy.
G1

Joan Crawford recebeu seu único Oscar pelo papel da mãe solteira lutadora Mildred Pierce em "Almas em suplício" (título original: "Mildred pierce"), de 1945. Mas Kate Winslet, atriz britânica também ganhadora do Oscar, achou que assistir ao clássico do cinema noir foi a pior preparação possível para representar o mesmo papel de Crawford na nova versão de do filme criada pela HBO.
"Assisti aos primeiros cinco minutos do filme e então pensei 'eu não deveria ver isto'', disse Winslet a jornalistas.
"Eu sabia que deveria respeitar o livro original e ser fiel à Mildred Pierce desse romance brilhante. O que procurei fazer com o diretor Tood Haynes foi algo diferente."
A minissérie em cinco partes da HBO, que começa no próximo domingo (27), não é tanto uma versão diferente do filme em preto e branco com Joan Crawford quanto um retorno às raízes da história: o romance "A história de Mildred Pierce" (1941), de James M. Cain.
"Almas em suplício" é a história de uma mulher recém-divorciada na Grande Depressão, que luta para criar uma vida independente para ela e sua família e para conquistar o amor de sua filha Veda, uma adolescente fria e calculista.
O livro não tem a trama de assassinato que foi inventada para o filme de 1945, focando em vez disso o relacionamento torturado e às vezes melodramático entre Pierce e sua filha Veda, representada por Evan Rachel Wood.
Mas o que mais atraiu Haynes para a história da mãe solteira determinada da Califórnia dos anos 1930, na Grande Depressão, foi sua ressonância com os tempos econômicos difíceis de hoje.
Haynes foi grande fã do filme, mas só leu o livro em 2008, quando os mercados financeiros estavam despencando e bancos veneráveis estavam falindo da noite para o dia.
Roteirista e diretor do drama de época dos anos 1950 "Longe do paraíso" e do filme "Não estou lá", de 2007, inspirado em Bob Dylan, Haynes identificou na história outro de seus temas favoritos: as restrições sociais impostas às mulheres e como estas as superam.
Kate Winslet, 35 anos, conhecida principalmente por "Titanic" e por sua performance premiada com o Oscar como ex-guarda nazista em "O leitor", foi a primeira e única atriz que Haynes quis para sua versão para a TV de "Almas em suplício".
A performance de Winslet vem sendo elogiada, e a expectativa é que receba uma indicação ao Emmy ainda este ano. Mas os críticos de TV reagiram com ambiguidade à minissérie da HBO.
O Hollywood Reporter achou que falta credibilidade ao relacionamento central entre mãe e filha. Outros críticos acharam que, com cinco horas e meia de duração, a minissérie se perde um pouco. Para o escritor de thrillers Stephen King, "é simplesmente longa demais".

quinta-feira, 24 de março de 2011

Quanto é "beber socialmente"?

Tecnicamente, é até o quanto você consegue beber sem a sociedade reparar

por Raquel Lima
Superinteressante

Definição clássica de quem não quer parecer nem irresponsável nem careta, "beber socialmente" equivale ao que os especialistas classificam como "risco moderado" de alcoolismo. Entra nessa categoria quem consome até 3 doses diárias de bebida alcoólica - na classificação-padrão, 1 dose equivale a 1 latinha de cerveja, uma 1 taça de vinho ou meros 25 mililitros de destilados, como uísque e vodca (ver quadro ao lado).

Acontece que há uma linha tênue entre bebedores sociais e antissociais. Nesse sistema, a categoria acima do "risco moderado" já é "risco em crescimento". Quem estiver nas 4 doses diárias deve ficar atento.

Mas calma: passar de 3 doses diárias não quer dizer que você esteja virando alcoólatra. "A dependência do álcool não é diagnosticada tendo como critério único, e nem principal, a quantidade de álcool que uma pessoa bebe, mas a relação com o álcool que a pessoa tem, ou seja, o quanto o consumo atrapalha sua vida", explica a pesquisadora Ilana Pinsky.

É dose
Risco de alcoolismo conforme consumo diário de álcool


1 dose* - risco baixo
2 doses* - risco leve

3 doses* - risco moderado - Limite de "beber socialmente"
4 doses* - risco em crescimento

5 ou + doses* - risco avançado
*1 dose = 350 ml (lata) de cerveja, 90 ml (taça) de vinho ou 25 ml de destilados


Fonte Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) e National Institute of Alcohol Abuse and Alcoholism.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Morre, aos 79 anos, Liz Taylor


Filha de pais estadunidenses, mudou-se para os Estados Unidos em 1939. Começou a carreira cinematográfica ainda criança, quando foi descoberta aos dez anos. Contratada pela Universal Pictures, filmou There's One Born Every Minute, mas não teve o contrato renovado. Assim como o amigo pessoal Mickey Rooney, revelou talento participando de filmes infanto-juvenis, como na estréia em 1943 num pequeno papel da série Lassie. A partir de então, apaixonou-se pela profissão e permanecer no estúdio tornou-se o maior sonho.
Evoluindo como atriz talentosa e respeitada pela crítica, nos anos 50 filmaria dramas, como Um lugar ao Sol, com o ator Montgomery Clift; Assim Caminha a Humanidade, com Rock Hudson, ambos atores homossexuais e dos quais se tornou grande amiga. Nessa década faria ainda A Última Vez Que Vi Paris, ao lado de Van Johnson e Donna Reed.




Liz, como é mais conhecida, é reverenciada como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos; a marca registrada são os traços delicados e olhos de cor azul-violeta, emoldurados por sobrancelhas espessas de cor negra. Celebridade cercada por intenso glamour e diva eterna dos anos de ouro do cinema norte-americano, é uma compulsiva colecionadora de jóias. Certa vez, o amigo, o mágico David Copperfield, convidou-a para uma das apresentações e fez sumir das mãos um dos anéis favoritos. Liz, simpaticamente, e ao gritos, divertiu a platéia manifestando um momento de desespero ao ver o anel sumir.
Ficou famosa também pelos inúmeros casamentos (oito ao todo), sendo o mais rumoroso o com o ator inglês Richard Burton, notório pelo alcoolismo, com quem se casou duas vezes e fez duplas em vários filmes nos anos 60, como o antológico Cleópatra, o dramático Quem tem medo de Virgínia Woolf?, em que ela ganhou o segundo Óscar, Os Farsantes e A Megera Domada. Vencedora duas vezes do Óscar da Academia para Melhor Atriz (principal), o primeiro em 1960 pelo papel da call-girl de Disque Butterfield 8 (pt: O Número do Amor); . Nessa década, com o reconhecimento do prêmio máximo do cinema mundial, consagrou-se como a mais bem paga atriz do mundo.
Foi amiga do Rei do Pop Michael Jackson, que dedicou-lhe vários de seus trabalhos, inclusive a canção "Liberian Girl";


Foi pioneira no desenvolvimento de ações filantrópicas, levantando fundos para as campanhas contra a AIDS a partir dos anos 80, logo após a morte de Hudson. A despeito de ter nascido fora dos EUA, em 2001 recebeu do presidente Bill Clinton, a segunda mais importante medalha de reconhecimento a um cidadão norte-americano: a Presidential Citizens Medal, oferecida pelos seus vários trabalhos filantrópicos. Nessa época se agravaram os problemas de saúde, ganhando peso e sendo levada a internações recorrentes em hospitais. E na da data de 23 de Março de 2011, faleceu aos seus 79 anos de idade.

Forçar sorriso piora o seu humor

Thiago Perin
Superinteressante


Sabe aquele sorriso forçado que você solta para esconder um pouco do mau humor ou para disfarçar o quanto detesta o chato que veio dar oi? Colando ou não (aí vai depender das suas habilidades cênicas), colocá-lo no rosto piora o seu estado de espírito. E, no trabalho, pode enxugar um bocado a sua produtividade. Quem diz são pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, nos EUA. Eles acompanharam um grupo de motoristas de ônibus (ótimas cobaias, já que são forçados a lidar com pessoas o tempo todo, estando ou não a fim de socializar) por duas semanas e constataram que, conforme eles sorriam sinceramente, seus humores iam melhorando cada vez mais. Ok, isso é óbvio. Mas quando o sorriso vinha, por algum motivo, forçado, o humor dos motoristas tendia a se deteriorar rapidinho, e eles ainda perdiam a concentração no trabalho, conta o New York Times. É que, como todo mundo sabe, esconder as emoções não dá muito prazer. E o efeito, no caso, foi ainda mais significativo entre as mulheres. Tudo culpa das convenções sociais: elas crescem sendo encorajadas a demonstrar mais as emoções do que os homens. Disfarçá-las, então, tende a ser ainda mais sacrificante. Ou seja, a dica é: quer ficar de cara fechada, fique mesmo. Pense no seu bem-estar e deixe que os outros lidem com o seu mau humor ou com a sua antipatia. O problema é deles.

Pobres são mais gente boa

Thiago Perin
Superinteressante

A gente sempre ouve por aí que dinheiro não compra felicidade. Não vamos entrar nesse mérito (algum milionário aí para comentar?) – pelo menos, não hoje. Mas o que ele realmente não compra, e aí a ciência comprova, são habilidades sociais.
Em um estudo feito nas universidades da Califórnia (EUA) e de Toronto (Canadá), voluntários mais pobres demonstraram maior capacidade de “ler” as emoções alheias e de empatia, a habilidade de se colocar no lugar do outro, do que os ricos. Outras pesquisas feitas pela mesma equipe já tinham mostrado que quanto menos dinheiro no banco, educação formal e status profissional o indivíduo tem, mais simpático, prestativo e generoso ele tende a ser.
Esse “bom mocismo” todo, os pesquisadores explicam, parece ser uma resposta às ameaças sociais às quais as pessoas de classes econômicas mais baixas estão sujeitas no dia a dia – passar longos períodos sem emprego, por exemplo. Mais vulneráveis do que quem tem dinheiro no banco (esses podem usar seu poder, status e patrimônio para se manterem seguros), os pobres tendem a recorrer à força das relações interpessoais para sobreviver.

Mãe cria polêmica nos EUA ao dizer que ama mais o filho do que a filha

Mulher disse que a forma com eles nasceram influenciou.

Do G1 em São Paulo

Uma mãe provocou polêmica em Phoenix, no estado do Arizona (EUA), ao admitir em um blog que ama mais seu filho de 1 ano e oito meses do que sua filha de 3 anos de idade, segundo reportagem da emissora de TV "ABC 15".
A mulher justificou a preferência por um dos filhos em virtude da forma com eles nasceram. Quando deu à luz a menina, ela disse que ficou meses doente e não pôde ficar ao lado do bebê. Em relação ao segundo filho, ele foi colocado em seus braços logo após o nascimento.

terça-feira, 22 de março de 2011

A amizade é uma das coisas mais importantes de nossas vidas

Seus amigos podem lhe trazer saúde, riqueza e felicidade - ou tirar tudo isso de você. Veja por que eles são ainda mais importantes do que você imagina.

por Camilla Costa
Superinteressante

Tudo começou por puro interesse. Quando os primeiros macacos se tornaram amigos, fizeram isso por motivos bem objetivos - ajudar uns aos outros em lutas contra rivais, no caso dos machos, e cuidar melhor dos filhotes, no caso das fêmeas. A amizade não passava de uma troca de favores. Agora pense nos dias de hoje: com você e os seus amigos, não é assim. Você tem amigos simplesmente porque gosta de estar na companhia deles, certo? Errado. Você continua fazendo amizades por puro interesse - no caso, alimentar o seu cérebro com uma substância chamada ocitocina.

Talvez você já tenha ouvido falar dela. É um hormônio que está relacionado ao instinto mais primordial do ser humano: a reprodução. O orgasmo libera ocitocina - e estimula a fêmea a contrair seu útero, o que leva o esperma do macho mais rapidamente até o óvulo e aumenta as chances de ela engravidar. Mas seus efeitos mais profundos acontecem no cérebro. A ocitocina é responsável pelo afeto que a fêmea desenvolve pelo macho, e pelo amor incondicional que ela tem pelos filhos. Ou seja: é a ocitocina que fez, e faz, a espécie se reproduzir com sucesso. Outros animais também produzem esse hormônio. Mas, entre os humanos, ela é muito mais potente. Tanto que influi até nos machos - fazendo com que assumam um comportamento carinhoso, o que é muito raro no mundo animal. "Só em 3% das outras espécies de mamífero os machos cuidam dos filhotes", explica o neurologista Paul Zak, da Universidade da Califórnia.

Em algum momento da Pré-História, a relação com estranhos passou a ser necessária. Provavelmente, isso aconteceu no momento em que grupos de hominídeos começaram a se fixar em uma mesma região, e viver em grupos cada vez maiores. E foi aí que surgiu a forma mais primitiva de amizade. "Os amigos fornecem um suporte social para os primatas", diz o antropólogo Robin Dunbar, da Universidade de Oxford.

Há cerca de 10 mil anos, a ocitocina ganhou um papel maior. O homem fez sua primeira grande invenção - a agricultura, que viria a revolucionar a relação da espécie com o alimento (e abrir espaço para todas as revoluções seguintes). Mas ela só dava certo se tivesse a colaboração de vários indivíduos. Aí, a ocitocina deixou de ser apenas uma coisa "de família" para agir em prol da sociedade - e facilitar a formação das alianças de que a humanidade precisava. Ela nos condicionou a fazer amigos.

Experiências feitas na Universidade da Califórnia comprovaram que, quando você conhece uma pessoa que lhe pareça confiável, o nível de ocitocina no seu cérebro aumenta. Isso faz com que você se sinta mais propenso a criar uma relação com aquela pessoa. Ou seja: graças à ocitocina, o cérebro aprendeu a transformar algo que era necessário à sobrevivência - a cooperação - em prazer.

Com a evolução, a amizade deixou de ser imprescindível à sobrevivência do indivíduo. No mundo atual, para obter comida, basta ir a um restaurante. Dá para fazer isso sozinho. Mas é muito desagradável - porque o seu cérebro está condicionado a fazer alianças (e também porque, como você verá na próxima matéria, a amizade tem uma série de efeitos importantes no organismo). É por isso que procuramos amigos, mesmo que tecnicamente não precisemos deles. "A ocitocina faz com que tratemos estranhos como se fossem nossa própria família. E a amizade é exatamente isso", diz Zak.

Como tudo o que tem base biológica, a amizade afeta os sexos de maneiras diferentes. As mulheres produzem mais ocitocina do que os homens. E isso faz com que seu cérebro se organize para ter amizades profundas. Testes feitos no Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA apontaram que, nas mulheres, as áreas do cérebro ligadas a emoções e produção de hormônios se acendem quando existe a possibilidade de conhecer alguém novo. Nos meninos, isso não acontece. É por isso que as mulheres têm, sim, amizades mais intensas do que os homens. Mas, por isso mesmo, elas também são menos tolerantes - e suas amizades duram menos. Aliás, existe amizade (sem envolver sexo) entre homens e mulheres? Existe e não existe. Por um lado, a origem desse sentimento é inegavelmente sexual. A amizade entre homens e mulheres nasceu para facilitar a reprodução e a criação dos filhotes. E ela é alimentada pela ocitocina - que é liberada durante o sexo. Por outro lado, a evolução nos tornou capazes de separar as coisas. Isso porque, quando a ocitocina adquiriu sua função social (facilitar a criação de alianças entre as pessoas do mesmo sexo), o cérebro humano também mudou. Ele ganhou muito mais receptores de ocitocina, que foram se espalhando por várias regiões cerebrais - inclusive aquelas que nada têm a ver com o desejo sexual. Por isso, a ocitocina que é liberada quando você está com amigos (seja do mesmo sexo, seja do oposto) não produz o mesmo efeito do que a ocitocina que é liberada quando você está namorando ou fazendo sexo. É diferente.

Bem menos que 1 milhão
Ter amigos só traz benefícios. Quanto mais, melhor. Mas há um limite. Um estudo feito na Universidade de Oxford comparou o tamanho do cérebro humano, mais precisamente do neocórtex (área responsável pelo pensamento consciente), com o de outros primatas. Ele cruzou essas informações com dados sobre a organização social de cada uma das espécies ao longo do tempo. E chegou a uma conclusão reveladora: 150 é o máximo de amigos que uma pessoa consegue ter ao mesmo tempo.

Para que você mantenha uma amizade com alguém, precisa memorizar informações sobre aquela pessoa (desde o nome até detalhes da personalidade dela), que serão acionadas quando vocês interagirem. Por algum motivo, o cérebro não comporta dados sobre mais de 150 pessoas. Os relacionamentos que extrapolam esse número são inevitavelmente mais casuais. Não são amizade. Outros pesquisadores foram além e constataram que, dentro desse grupo de 150, há uma série de círculos concêntricos de amizade: 5, 15, 50 e 150 pessoas, cada um com características diferentes.

O curioso é que esses círculos já haviam sido mencionados por filósofos como Confúcio, Platão e Aristóteles - e também estão presentes em várias formas de organização humana. Na Antiguidade clássica, 5 já era considerado o número máximo de amigos íntimos que alguém poderia ter. Tirando o futebol, 12 a 15 pessoas é a quantidade de jogadores na maioria dos esportes coletivos. Cinquenta é o número médio de pessoas nos acampamentos de caça em comunidades primitivas (como os aborígenes da Austrália, por exemplo). Cento e cinquenta é o tamanho médio dos grupos do período neolítico, dos clãs da sociedade pré-industrial, das menores cidades inglesas no século 11 e, até hoje, de comunidades camponesas tradicionais como os amish (que dividem uma comunidade em duas quando ela ultrapassa as 150 pessoas).

Mas, mesmo com tantos exemplos práticos, ninguém sabe explicar por que nosso limite de amizades é de 150 pessoas. Para os cientistas, foi como o cérebro conseguiu construir e administrar o que viria a se tornar, ao longo do tempo, o bem mais importante da espécie humana: a rede social.

CÍRCULO FINITO
O cérebro comporta no máximo 150 amigos, divididos em grupos.

Do peito
5 amigos - São os íntimos, com quem você mais fala - e não hesitaria em ligar de madrugada ou pedir dinheiro emprestado. Para Aristóteles, 5 era o número máximo de amigos verdadeiros.

Grupo de empatia
15 amigos - São pessoas bastante importantes para você - se alguma delas morresse amanhã, você ficaria muito triste. Este grupo pode incluir gente do trabalho ou amigos de amigos.

Número típico
50 amigos - É o número de amizades mantidas pela maioria das pessoas, e também o tamanho médio dos agrupamentos humanos primitivos (como bandos de caça).

Limite
150 amigos - Máximo que o cérebro consegue administrar ao mesmo tempo. São as pessoas cujos nomes, rostos e características você consegue memorizar e acionar caso seja necessário.

Saúde: Correr de tênis faz bem?

"Quem corre de tênis tende a pisar primeiro com o calcanhar, um movimento que pode ocasionar lesões. Já quem corre descalço tende à pisada frontal, mais natural e suave, menos impactante."
Daniel Lieberman, professor do departamento de biologia evolutiva da Universidade Harvard, autor de um estudo sobre o tema

"Um em cada 3 corredores sofre lesões nos pés. É culpa do design dos tênis: eles têm a parte dianteira elevada para propiciar conforto, o que faz o corredor jogar mais peso sobre o calcanhar, o que enfraquece tendões e ligamentos."
Christopher McDougall, autor do best seller Born to Run

"É preciso levar em conta o peso do corredor. Muita gente começa a correr porque está com uns quilos a mais. Um tênis adequado é capaz de amortecer o seu peso, evitando qualquer prejuízo ao corredor."
Turíbio Leite, professor do Centro de Estudos em Medicina da Atividade Física e do Esporte

Ufologia: pra quem curti!!

O que são contatos imediatos?
É o encontro com o fenômeno ufológico, ou a relação entre humanos e extraterrestres. Os especialistas classificam os contatos em graus, conforme o quadro a seguir:

Contato Imediato de Zero Grau (CI-0)
É a observação do óvni a grande distância. Foi o que teria acontecido com a cantora Suzana Alves, a Tiazinha, que em 2001 divulgou o vídeo de um suposto disco voador (na verdade, era um dirigível da Goodyear com publicidade)

Contato Imediato de Primeiro Grau (CI-1)
A observação é realizada a curta distância, o que permite captar alguns detalhes do óvni, como janelas, pontos de luz, anexos, etc.

Contato Imediato do Segundo Grau (CI-2)
Ocorre quando o óvni pousa ou sobrevoa um determinado local, deixando indícios fortes de sua passagem (como vegetação queimada, marcas no solo, fragmentos, etc.), além de provocar perturbações em pessoas e animais

Contato Imediato de Terceiro Grau (CI-3)
É possível observar tripulantes do óvni (dentro ou fora dele), sem que haja, no entanto, qualquer tipo de comunicação com eles

Contato Imediato de Quarto Grau (CI-4)
Ocorre quando, além da observação de tripulantes do óvni, há algum tipo de comunicação – palavras, gestos, telepatia – com os seres, como se viu no filme E.T., de Steven Spielberg

Contato Imediato de Quinto Grau (CI-5)
É o contato mais íntimo entre humanos e extraterrestres. O observador chega a entrar no óvni, voluntariamente ou não. Se for à força, fica caracterizado um seqüestro, chamado na ufologia de abdução. A cantora Elba Ramalho afirma ter sido abduzida “várias vezes”

Fonte: Centro Brasileiro de pesquisas de discos voadores (CBPDV)

sábado, 19 de março de 2011

Famoso, urso polar Knut morre aos 4 anos de idade

Mamífero ganhou fama ao ser rejeitado pela mãe em 2006.
Animal foi encontrado boiando em tanque no cativeiro onde era mantido.
G1

O urso polar Knut, famoso mundialmente, morreu aos 4 anos de idade neste sábado (19), segundo disse o seu criador Heiner Kloes. Famoso por ter sido rejeitado pela mãe em 2006, o animal foi encontrado boiando em tanque no qual era mantido no cativeiro do zoológico de Berlim.
A morte do animal ainda não foi esclarecida. Knut foi o primeiro urso polar a ser mantido em cativeiro após 30 anos no zoológico da capital alemã. O mamífero chegou a ser capa da revista "Vanity Fair" em 2006, quando os criadores do local resolveram adotá-lo.
A fama de Knut foi desafiada por outro animal, o polvo Paul, famoso durante a Copa do Mundo de 2010 por adivinhar os resultados dos jogos. O invertebrado era mantido em um museu aquático e morreu em outubro de 2010.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sonhos

Sonhos resolvem problema práticos, estimulam a criatividade e, sozinhos, já servem como uma terapia noturna.

Superinteressante
Alexandre Versignassi


Imagine dois pontinhos. Agora, que você está acordado, eles vão ser só dois pontinhos mesmo. Mas no sono profundo é diferente. Se uma parte do cérebro imagina isso, outra área fica inspirada e cria um par de olhos. Mais outra pega e coloca esses olhos numa face. Se o rosto sair feio, a área mais burra da mente se assusta. E solta um comando mandando você correr. Começa o enredo de um sonho. Louco, mas a realidade não é muito mais sã. Pense em alguma coisa estúpida. "Martelo", por exemplo. Não existe nenhum lugar na sua cabeça com a definição da palavra "martelo". Tudo o que há é um mosaico de referências: a dor no dedo depois de uma martelada infeliz, a imagem da caixa de ferramentas do seu avô... Elas só se juntam de vez em quando para formar uma ideia sólida, igual acontece com os tijolos mentais que constroem os sonhos. A realidade e o sonhar, na verdade, se completam. E a ciência está descobrindo que uma não existe sem a outra. Vire a página para saber o que os sonhos realmente são. Isso se você não estiver sonhando neste momento.

Você tem 3 vidas paralelas. Uma é esta aqui, de quando você está acordado. Outra é o sono. O sonho é a terceira: duas horas por noite em que o corpo está paralisado, mas algumas áreas do cérebro ficam mais aceleradas do que o normal. Só que de um jeito diferente: de dia, a parte do cérebro que mais trabalha é o gerentão da mente: o córtex pré-frontal, o setor de massa cinzenta logo atrás da sua testa responsável pelo pensamento racional. No sonho é o contrário: essa área apaga e o resto funciona a toda.

Para entender melhor, pense no cérebro como uma escola. De samba. São várias áreas (ou alas, no caso) fazendo tarefas diferentes. Na vida acordada, cada uma faz seu trabalho bonitinho, sob o comando do córtex pré-frontal. Mas à noite é anarquia pura. Livres do controle da gerência, áreas que nunca interagem de dia começam a trocar informações feito loucas. Tipo: passistas da ala das memórias antigas se embrenham na do córtex visual (a parte que processa imagens). Nisso as memórias incitam a produção de um cenário do passado. E você pode sonhar com um lugar bonito para onde foi aos 6 anos de idade. Depois gente de outra ala, a das emoções profundas, aparece por lá. Aí o amor da sua vida pipoca naquela paisagem. E a festa na sua cabeça vai entrando pela noite. Cada vez mais doida.

Chega uma hora que ninguém é de ninguém. Tudo fica misturado. Aí você pode sonhar que seu escritório fica num barco, e que esse barco navega numa avenida. Quer sair voando? Beleza. Nem o pensamento racional nem a gravidade estão lá para impedir. A memória de curto prazo, que depende diretamente do córtex pré-frontal, está desligada também. Então os rostos mudam o tempo todo, você não consegue ler direito... Até por isso seu avatar do sonho é sempre disléxico.

Parece só uma farra mental. Mas não: os sonhos têm um propósito. E justamente o mais inesperado: eles tecem a realidade.

Como? Para começar, eles resolvem seus problemas. Foi o que concluiu um dos neurocientistas mais respeitados do mundo, Robert Stickgold, de Harvard. A base para isso foi uma experiência simples, feita neste ano. A equipe de Stickgold colocou 100 voluntários para andar num labirinto virtual, um daqueles 3D, de jogos tipo Counter Strike. O grupo foi posto para treinar as manhas do labirinto, aprender a navegar nele, por algum tempo. Depois deram um intervalo de 5 horas e chamaram o pessoal de volta para uma prova: ver quem conseguia achar a saída do labirinto mais rápido. Mas tinha um detalhe: os pesquisadores colocaram metade dos voluntários para tirar um cochilo de duas horas. O resto ficou acordado. Na volta, o time dos dormidos se deu ligeiramente melhor que o dos despertos - demoravam alguns segundos a menos para encontrar a saída.

Até aí, nada de mais. Mas veio uma surpresa. Entre os que foram dormir, alguns sonharam com o jogo. Esses tinham virado Ayrtons Sennas do labirinto: melhoraram seu tempo 10 vezes mais que os outros. Os cientistas ficaram eufóricos. Mais ainda depois de ler os relatos dos sonhadores. "O jogo me fez sonhar com uma caverna que visitei - e no sonho ela era tipo... tipo um labirinto", disse um. "Só ouvi a musiquinha do jogo no sonho", falou outro. Mas como isso pôde melhorar o desempenho deles?

Para Stickgold, essas imagens mentais eram apenas uma sombra do que o cérebro dos voluntários fazia de verdade. E o que ele fazia era processar o labirinto no meio da balbúrdia dos sonhos. No caso do rapaz que sonhou com a caverna, por exemplo, estava claro que o jogo se fundia às memórias antigas dele. Era como se a experiência nova, a de aprender a se virar no labirinto, estivesse entrando no meio da escola de samba desgovernada.

Stickgold imagina que, quando o cérebro digere alguma experiência dessa forma, ele faz algo especial: extrai o que há de mais importante nessa experiência. Aí ela fica mais compreensível. E você aprende algo novo sem se dar conta.

A conclusão é ambiciosa. Para o neurocientista, isso acontece com tudo o que o cérebro capta. Nada deixa de passar pela festa dos sonhos. É nela que peças do presente se encaixam com as do passado, formando a imagem mental que temos do mundo. Nessa imagem está tudo o que você sabe, do significado da palavra "martelo" até seus amores e traumas.

Não há uma prova definitiva de que é assim mesmo que tudo funciona. Mas as experiências de laboratório indicam que sim. E as da vida real também. É comum, por exemplo, acordar com uma ideia nova. Prontinha. Já aconteceu com você? Com Paul McCartney aconteceu. Numa manhã de 1965, ele acordou com uma música na cabeça, foi para o piano e tirou a melodia. Ficou estarrecido. "Não acreditava que ela pudesse ser minha", disse. Era, sim. E acabou gravada com o nome de Yesterday. Coincidência uma obra onírica ter virado o maior sucesso comercial da maior banda da história? Talvez não. Satisfaction, a mais célebre dos Stones, também apareceu num sonho - de Keith Richards.

Mas ninguém teve sonhos tão célebres quanto outro sujeito: Freud, que escreveu sobre o assunto usando em grande parte os próprios sonhos como base. Apesar dos avanços da neurociência, suas ideias sobre o mundo onírico continuam respeitadas. Faz sentido? Sim. E não.

A teoria de Freud: os sonhos são a manifestação de desejos reprimidos. Ponto. Vários sonhos, de fato, parecem ser isso mesmo. Se você está com sede, provavelmente vai sonhar que está bebendo água.

Mas o problema nela é óbvio. A maior parte dos sonhos não tem nada a ver com desejo. Uns são tão banais que não podem entrar nessa classificação. Outros são pesadelos. Alguém deseja morrer afogado por uma daquelas ondas gigantes de sonho? Ele sabia que não. Mas batia o pé: os desejos estariam quase sempre disfarçados. Sigmund explica: "Um dia falei para uma paciente, a mais inteligente das minhas sonhadoras, que os sonhos são a realização de desejos. No dia seguinte ela me contou ter sonhado que estava indo viajar com a madrasta", escreveu em seu A Interpretação dos Sonhos, de 1899. "Mas eu sabia que, antes, ela tinha protestado contra o fato de que teria de passar o verão na mesma vizinhança que a madrasta. De acordo com o sonho, então, eu estava errado. Mas era o desejo dela que eu estivesse errado, e esse desejo o sonho mostrou realizado." Acredite. Se quiser.

Por essas boa parte dos pesquisadores de hoje prefere tratar Freud mais como literatura do que como ciência. A gente sonha com água quando está com sede? Usando as analogias deste texto, a explicação seria: o pessoal do sistema límbico foi até a ala do córtex visual e disse que seu corpo estava com sede. O córtex pegou e criou uma imagem que tem a ver com sede. Sem drama. O sonho da paciente inteligente? Bom, às vezes uma viagem de trem com a madrasta é só uma viagem de trem com a madrasta...

Mas alguns cientistas defendem que as pesquisas modernas confirmaram muito do que Freud pensava. Allen Braun, um neurologista célebre, faz uma defesa sólida: "O fato de as regiões do cérebro responsáveis pela memória emocional e de longo prazo ficarem supercarregadas enquanto as do pensamento racional repousam pode ser visto em termos freudianos como o ‘ego’ saindo do comando e dando liberdade ao inconsciente", diz. Mas ele também acha a teoria de Freud defasada.

A interpretação moderna dos sonhos é mais complexa. Quem estuda a mente hoje olha com atenção para os detalhes do sonho de cada pessoa, sem correr atrás de interpretações genéricas. Usar símbolos universais, do tipo "sonhar com água significa x ou y", então, nem pensar. Isso seria subestimar o maior talento do cérebro sonhador : a capacidade de criar metáforas surpreendentes.

Ann Faraday, uma psicóloga americana especializada em sonhos, tem um bom exemplo dessa habilidade poética. Ela estava para ser entrevistada no programa de rádio de um certo Long John Nebel. Aí, na noite anterior, sonhou que um sujeito de ceroulas a ameaçava com uma metralhadora. Símbolo fálico, desejo sexual enrustido... Tem tudo aí. Mas não. A interpretação dela foi bem mais direta. Long John é "ceroula" em inglês, e o apresentador era conhecido por ser particularmente ferino. O sujeito de roupas íntimas, então, era uma metáfora que o cérebro dela arranjou para o nome do sujeito; e a metralhadora, uma para o medo que ela sentia de ser agredida na entrevista. Só isso.

E tudo isso. "Podemos aprender sobre as emoções que nos guiam na vida real se prestarmos atenção nos sonhos", diz o psiquiatra J. Allan Hobson, de Harvard. O exercício aí é tentar decifrar as metáforas dos sonhos, encontrar quais elementos da sua vida estão por trás delas - uma tarefa profunda e pessoal em que nenhum dos dicionários de sonhos já feitos desde a invenção da escrita vai poder ajudar.

E nem sempre será fácil. A psicóloga americana Rosalind Cartwright, por exemplo, concluiu algo paradoxal com base em anos de estudos: que os rejeitados num relacionamento que mais sonham com o ex são os que se recuperam mais rápido do baque da separação. Isso casa bem com as pesquisas de Stickgold: talvez seja o cérebro maquinando formas de lidar com o rompimento, dando um jeito de aliviar a dor. Mas não dá para ter certeza, só especular. Ainda há certas coisas entre a vida real e os sonhos que estão além da ciência. Para começar, não dá nem para saber se você vai acordar daqui a pouco e descobrir que tudo isso foi um sonho. Mas ok. No fundo, dá na mesma.

A incepção
Os invasores de sonhos do filme A Origem deixaram muitas pulgas atrás de muitas orelhas. Espante algumas.

Dá pra pôr ideias na mente alheia?
Sugestões bem dadas antes de dormir podem influenciar o sonho dos outros. Mas nada garante que forçar alguém a sonhar com um carro vai convencê-lo a comprar um, por exemplo.

Dá pra sonhar em um sonho?
É o "falso espertar": você acha que acordou, mas ainda está dormindo.

Dá pra morrer sonhando?
Dá, mas não pelo sonho, mas porque se morre dormindo.

Nossos traumas voltam nos sonhos?
Em fases difíceis, os sonhos recuperam nossas referências máximas de estresse. Para Leonardo DiCaprio em A Origem, era a esposa falecida; já veteranos sonham com a guerra.

Existem sonhos coletivos?
Fora os do tipo Martin Luther King, só ficção científica mesmo.

Sonho dura mais que o sono?
Apesar de o roteiro de A Origem discordar, o tempo do sonho é o mesmo do relógio.

O que é a fase de sono REM?
São as partes do sono em que o cérebro fica mais ativo do que de dia. É nelas que ocorre a maioria dos sonhos. REM é a sigla em inglês para um efeito colateral dessas fases: "movimento rápido dos olhos".

Só lembramos o fim dos sonhos?
Durante os sonhos, a serotonina, neuromodulador que controla a memória, não está presente. A tendência é lembrar só os sonhos do fim do sono, quando ela volta a ser produzida pelo nosso cérebro.

Quantos sonhos temos à noite?
Basicamente, é o número de fases REM: 4 ou 5 vezes por dormida. Eles começam curtos (3 a 4 minutos) e vão ficando maiores conforme a noite avança, chegando a quase uma hora no início da manhã.

Por que nem todos se lembram dos sonhos?
Não é magia, é psicologia: lembra dos sonhos quem decidiu que eles valem a pena ser lembrados. Com motivação, quem esquece seus sonhos vai se lembrar deles - ao menos dos que surgirem no fim do sono.

Terremoto do Japão deixou os dias mais curtos

Superinteressante
Thiago Perin

Nem se anime: isso não significa que a sexta-feira vai chegar mais cedo. Quer dizer, até vai, mas você não vai notar a diferença. O pessoal da Nasa contou que, após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o Japão na última sexta, 11, os dias estão um pouquinho mais curtos. Um pouquinho mesmo: 1,6 microssegundos. Eles explicam que os tremores causam leves deslocamentos da massa da Terra em direção ao centro do planeta, o que altera a velocidade da sua rotação. Mas calcule aí que cada microssegundo equivale a um milionésimo de segundo e você percebe que, na prática, não muda nada. Mesmo assim, o tempo estar passando mais rápido não é das piores notícias para começar uma segunda-feira, né?

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Confira as chances de cada atriz indicada ao Oscar 2011

Natalie Portman e Annette Bening despontam como favoritas na disputa. Nicole Kidman é a única entre as indicadas que já foi premiada na cerimônia.

Natalie Portman ("Cisne negro") e Annette Bening ("Minhas mães e meu pai") são as principais favoritas ao Oscar de melhor atriz, uma categoria na qual concorrem também Jennifer Lawrence ("Inverno da alma"), Michelle Williams ("Namorados para sempre") e Nicole Kidman ("Reencontrando a felicidade"). Confira como foi a trajetória de premiações para filmes e quais as chances das estrelas na cerimônia de domingo (27), no Teatro Kodak, em Los Angeles.


Natalie Portman - entre a beleza e a loucura

Se há uma favorita para o Oscar 2011 é Natalie Portman. Trata-se de sua segunda indicação - a anterior foi em 2004 por "Closer - perto demais" - e até agora já levou o Globo de Ouro, o Bafta, o prêmio do Sindicato de Atores dos Estados Unidos e os prêmios das associações de críticos de Boston, Chicago, Dallas-Fort Worth, Flórida, Kansas City e Las Vegas, entre outros, por sua interpretação em "Cisne negro". Portman dá vida a Nina, primeira dançarina de uma companhia de balé de Nova York que se encontra em uma competição com uma bailarina, interpretada pela americana de origem ucraniana Mila Kunis. O filme é um "thriller" psicológico ambientado no mundo da dança e inspirado em "O lago dos cisnes", de Tchaikovsky, cuja protagonista empreende uma viagem à loucura devido à busca da perfeição em seu trabalho. A atriz será um dos rostos mais vistos nas telonas neste ano, já que estreará a comédia "Your highness" e "Thor".


Annette Bening - a aposta pela experiência

Ela é a mais experiente entre as indicadas. Aos 52 anos, recebeu sua quarta nomeação para o Oscar de melhor atriz, após as obtidas por "Adorável Julia" (2004), "Beleza americana" (1999) e "Os imorais" (1990), embora nunca tenha levado a estatueta dourada. Agora pode conseguí-la por seu trabalho na produção independente "Minhas mães e meu pai", dirigida por Lisa Cholodenko, cuja obra põe em dúvida o conceito tradicional de família e sugere que o casamento vai além de uma questão de gênero. Bening dá vida a uma lésbica em relação com a personagem de Julianne Moore, com quem tem dois filhos adolescentes. No entanto, a estabilidade familiar se transforna com a aparição de Paul (Mark Ruffalo), o pai biológico das crianças. A atriz já ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz de comédia ou musical, e dedicou o prêmio a seu marido, Warren Beatty.


Nicole Kidman - a única 'oscarizada'

Nicole Kidman é a única das indicadas deste ano que já ganhou um Oscar, por "As horas" (2002), no qual interpretou a escritora Virginia Woolf agora retoma essa veia dramática em "Reencontrando a felicidade", um filme sobre a dificuldade de um casamento para enfrentar o luto pela morte de um filho em um acidente de trânsito. O filme de John Cameron Mitchell recria a transformação de uma relação matrimonial marcada pelo luto e aborda os limites que a dor impõe ao diálogo, neste caso, com o marido do personagem da atriz, interpretado por Aaron Eckhart. Após alguns anos envolvida em projetos sem muita sorte ("Invasores", 2007; "Austrália", 2008), ela parece agora retomar o caminho correto e triunfa nas bilheterias americanas com a comédia "Esposa de mentirinha", enquanto termina a filmagem de "Trespass", thriller de Joel Schumacher com Nicolas Cage no elenco.


Michelle Williams: Oscar antes de Marilyn Monroe

Esta é a segunda indicação recebida por Williams desde "O segredo de Brokeback Mountain" (2005), em cuja gravação conheceu Heath Ledger, com quem teve sua filha, Matilda. Desde então, a atriz superou uma grande depressão devido à morte do ator, que a manteve quase um ano longe dos sets. Em dezembro, falou pela primeira vez sobre seu sofrimento: "entendo as circunstâncias, mas o fato em si para mim não tem compreensão. Não a encontro. Não posso encontrá-la". Agora com "Namorados para sempre", drama de Derek Cianfrance no qual compartilha cenas, mais do que íntimas, com Ryan Gosling, a atriz volta em grande estilo ao Oscar com uma interpretação muito elogiada pela crítica americano. "Namorados para sempre" é uma história de amor sobre as reviravoltas de um passado com consequências na realidade vivida por um jovem casal, Dean e Cindy, que tenta extrair as melhores lembranças de sua relação para evitar o declínio de seu casamento.

Williams, que em 2010 estreou também "Ilha do medo", de Martin Scorsese, concluiu recentemente a rodagem de "My week with Marilyn", onde encarna a diva Marilyn Monroe.


Jennifer Lawrence: a nova musa indie

Com apenas 20 anos, Jennifer Lawrence recebeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor atriz por sua atuação em "Inverno da Alma", mas poucos se atrevem a lhe dar alguma chance de faturar a estatueta. O filme, baseado em um romance de Daniel Woodrell, é a história de uma adolescente que terá que encontrar seu pai, fugitivo da Justiça, para evitar a perda da casa onde ela vive com seus dois irmãos pequenos. O rosto da jovem, pouco conhecido do grande público apesar de sua aparição em "Vidas que se cruzam" (2008) e as séries de televisão "Monk" e "Cold Case", se tornará mais famoso durante 2011.

A atriz participará de dois dos filmes mais aguardados em Hollywood: primeiro em "Um novo despertar", e depois em "X-Men: first class", no qual encarnará Mystique. Além disso, estará nas telonas em "Like crazy", o grande vencedor do último festival de Sundance.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Raro babuíno ruivo nasce em Israel

Galileu

Um babuíno ruivo, espécie rara de primata, nasceu em 26 de janeiro no Safari Ramat Gan, em Israel. As primeiras fotos do animal foram divulgadas nesta semana.
Assim como nos humanos, o gene para cabelos ruivos entre os babuínos é recessivo e faz 30 anos que o último primata ruivo nasceu em Israel, no Zoo de Tel Aviv.
O filhote ruivo é uma fêmea e sua mãe, Scud, tem 20 anos e nasceu durante a Guerra do Golfo. Segundo o site ZooBorns, Scud não é muito popular no grupo de babuínos do Safari Ramat Gan, mas o novo bebê reforça sua posição perante os outros animais. Agora, o macho dominante do grupo fica muito mais tempo com a fêmea, curioso sobre o filhote.

Porque as mulheres são atraídas por homens 'difíceis'?

Galileu

Sabe quando o homem dá aquela esnobada na mulher e mesmo assim ela fica ainda com mais vontade de ficar com ele? Isso tem uma explicação, segundo um estudo feito em conjunto na Universidade da Virgínia e em Harvard, nos Estados Unidos.
De acordo com o estudo, ser correspondido imediatamente na paquera pode causar menos atração do que não ter certeza se a paquera vai ou não dar certo. Segundo os autores da pesquisa, “quando as pessoas estão certas de que algo positivo ocorreu, eles começam a se adaptar a ela”. Essa adaptação torna tudo menos emocionante. Em contrapartida, “quando as pessoas estão inseguras sobre alguma coisa importante, elas dificilmente conseguem pensar em outra coisa”.
Os psicólogos Erin Whitchurch, Timothy Wilson e Daniel Gilber, responsáveis pela pesquisa, quiseram analisar como essa “teoria da incerteza” funciona na atração entre as pessoas. Eles recrutaram 47 alunas da Universidade da Virgínia e contaram que elas participariam de um experimento para saber se o Facebook é útil como um site de encontros amorosos. Os pesquisadores também disseram que vários alunos do sexo masculino da Universidade de Michigan tinham visto seus perfis – o que era uma mentira. Os alunos do sexo masculino eram fictícios.
As alunas foram divididas em três grupos e cada aluna iria ver o perfil de quatro rapazes fictícios. Para o primeiro grupo, os pesquisadores falaram que os 4 rapazes analisados gostaram do perfil das estudantes. No segundo grupo, as alunas foram informadas que os quatro homens deram avaliações medianas e não se sentiram atraídos pelas mulheres. No terceiro grupo, o grupo da incerteza, os psicólogos falaram que os quatro homens poderiam ser aqueles que mais gostaram das mulheres ou aqueles que não se sentiram atraídos por elas.
Todas as participantes deveriam avaliar os homens de acordo com o quanto se sentiam atraídas por eles. Os resultados mostraram que as mulheres do grupo 2 tiveram menos desejo pelos homens do que as mulheres do grupo 1, que viram o perfil dos homens que supostamente estavam atraídos por elas. Mas as mulheres do grupo 3, que não sabiam se os homens estavam ou não atraídos por elas, relataram uma atração muito maior pelos homens do que as mulheres do grupo 1. Segundo os autores, “as mulheres ficaram mais atraídas pelos homens quando havia apenas 50% de chances de eles terem gostado delas”. A pesquisa foi publicada na revista científica Psychological Science.
Resumindo, de acordo com a pesquisa, homens “difíceis” e que não entregam logo de cara que estão atraídos na paquera podem ser aqueles que mais despertam a atração feminina.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mau-humor e pessimismo podem ter causa genética

Thiago Perin
Superinteressante
Olha só: tem pessoas que já nascem propensas a achar a vida uma droga. Se você é uma delas, então, fique feliz (um pouquinho, pelo menos). Não é sua culpa e a sorte não está contra você: esse desgosto todo pode ser genético. Quer dizer, ok, nesse caso a sorte está sim um pouco contra você. Mas enfim.
De acordo com um estudo da Universidade de Michigan (EUA), a quantidade de uma substância que faz a comunicação entre os neurônios (Neuropeptídeo Y, NPY, é o nome dela, danadinha) afeta a forma como vemos o mundo. Segundo os cientistas, os níveis em que ela é encontrada no sistema nervoso estão diretamente relacionados a passarmos pela vida com uma visão “copo meio cheio” ou “copo meio vazio” em relação a tudo: os que têm menos NPY são muito mais pessimistas e têm dificuldades em lidar com situações estressantes. E também são – aí sem surpresa nenhuma – mais propensos a sofrer de depressão.
Isso foi apontado depois de uma série de testes em que a atividade cerebral de voluntários era medida enquanto eles liam palavras neutras (como “material”), negativas (“assassino”) ou positivas (“esperança”). Os pesquisadores sugerem que a questão é genética, mas falta explicar o que, exatamente, define os níveis da substância.
E fica a pergunta, então: ei, cientistas, tem algum jeito de colocar mais desse NPY no cérebro dos mau-humorados e deixá-los mais alegrinhos? Assim fica todo mundo – os ranzinzas e quem tem que aguentá-los – feliz e contente. Ficamos no aguardo.

Isis Valverde será a Maria Lúcia do filme 'Faroeste caboclo'

Música da Legião Urbana é base do roteiro de longa de René Sampaio. Personagem João de Santo Cristo será vivido por Fabrício Boliveira.
G1


Os atores Fabrício Boliveira e Isis Valverde serão os protagonistas do filme "Faroeste caboclo", inspirado na canção homônima da banda Legião Urbana. A produção começará a ser filmada em março e terá direção de René Sampaio.
Segundo Bianca De Felippes, da produtora Gávea Filmes, a preparação dos atores começará na próxima semana e as primeiras cenas serão filmadas em Brasília. Boliveira (de "400 contra 1") será João de Santo Cristo - o rapaz que na música de Renato Russo deixa "o marasmo da fazenda" na Bahia para virar traficante em Brasília. Isis, que faz sua estreia no cinema, será Maria Lúcia, a "mocinha" da história.
Outro nome confirmado no elenco é Felipe Abib (de "180º" ), que interpretará o maior inimigo de João de Santo Cristo, Jeremias.
A música virou roteiro de cinema a partir da adaptação de Paulo Lins, autor do livro "Cidade de Deus". A produção deve estrear ainda em 2011.
A canção "Faroeste caboclo" foi composta em 1979, na fase da carreira de Renato Russo conhecida como "trovador solitário", mas acabou fazendo sucesso ao ser incluída no disco "Que país é este", lançado pelo Legião Urbana de 1987.




Renato Russo, o filme
Além do filme inspirado em um dos personagens de suas canções, o próprio Renato Russo também será tema de um longa-metragem. Dirigido Antonio Carlos da Fontoura, "Somos tão jovens" abordará a adolescência do roqueiro.
O filme abordará o período no qual o compositor criou hits como “Geração Coca-Cola”e “Que país é este?”.
No roteiro, ainda em tratamento, o diretor pretende documentar a cena roqueira de Brasília nos anos 80, falando não apenas sobre a Legião Urbana e o Aborto Elétrico, as bandas de Russo.
Com filmagens marcadas para abril e maio deste ano, a produção terá como protagonista o ator Thiago Mendonça, que interpretou o sertanejo Luciano em “Dois filhos de Francisco”(2004).
A trilha sonora de “Somos tão jovens” será assinada por Carlos Trilha. Profundo conhecedor da obra de Russo, o produtor foi parceiro do cantor em dois de seus trabalhos-solo, “The stonewall celebration concert” (1994) e “Equilíbrio distante” (1995).
Na lista das “participações afetivas” estão ainda os filhos do guitarrista Dado Villa-Lobos e do baterista Marcelo Bonfá, que interpretarão os pais na adolescência, quando conheceram o líder da Legião Urbana.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Divulgada primeira foto de Meryl Streep como Margaret Thatcher

Nesta foto divulgada pelo site oficial do filme 'The Iron Lady', a atriz Meryl Streep aparece pela primeira vez caracterizada como a ex-primeira ministra inglesa Margaret Thatcher. A cinebiografia também contará com o ator Jim Broadbent (de 'Gangues de Nova York') no papel de Denis Thatcher, marido de Maragaret. As filmagens começaram no dia 31 de janeiro.

É verdade que os Beatles acabaram por causa da Yoko Ono?

José Augusto Lemos
Mundo Estranho


A melhor resposta talvez seja a de George Harrison, em depoimento ao documentário Anthology, de 1996: "Seria injusto colocar em Yoko Ono toda a culpa por nossa separação, porque àquela altura já estávamos todos cheios. Mas talvez ela tenha sido a catalisadora". Ou seja: já havia bastante tensão e conflito entre os quatro Beatles quando Yoko entrou publicamente em cena, durante as gravações de The Beatles - mais conhecido como "The White Album" ("Álbum Branco") - em 1968. A presença constante de Yoko ao lado de John Lennon e o fato de ele valorizar muito mais a opinião dela, como artista de vanguarda, que a de seus parceiros musicais, teria apenas acelerado o processo de dissolução, que, mesmo assim, ainda se estenderia por dois anos. Independentemente da presença de Yoko, os Beatles haviam chegado àquela fase terminal, pela qual passam quase todas as bandas de rock, em que os talentos individuais começam a se sentir limitados e surgem as famosas "diferenças criativas".
Quando entraram em estúdio para gravar o "Álbum Branco", Lennon e Paul McCartney não mais compunham juntos e Harrison pressionava para incluir mais composições suas além da cota tradicional de duas por álbum. Resultado: os três passaram a gravar suas participações em separado, ou acompanhados apenas por Ringo Starr. Logo surgiram mais dois motivos de brigas sérias: Paul queria colocar seu sogro, Lee Eastman (um dos donos da Kodak), como empresário da banda e também queria que voltassem a se apresentar ao vivo. Mesmo assim, não resta dúvida de que Yoko e o modo como John deixava claro que era ela, e não mais a banda, o que havia de mais importante na sua vida, criaram uma divisão irreparável entre ele e os outros três Beatles.

Por que picada de pernilongo coça?

Yuri Vasconcelos
Mundo Estranho


A coceira é fruto de uma reação alérgica e de defesa do nosso organismo contra a picada do danado do inseto. Quando um pernilongo nos pica, um pouco de sua saliva, contendo anestésicos, anticoagulantes e outras substâncias, é injetada em nossa pele. Imediatamente, nosso sistema imunológico entra em ação e células “sentinelas” chamadas mastócitos liberam histamina e outros agentes de defesa para combater a invasão. A histamina eleva a circulação de sangue no local, o que deixa a pele vermelha e inchada, mas também aumenta a presença de células protetoras no local. Só que um efeito desagradável da histamina é a coceira. O pior é que, ao coçar a feridinha, a pessoa pode infeccionar o local com bactérias presentes nas unhas. “Quando a reação alérgica é muito intensa, a pessoa deve tomar um anti-histamínico para o corpo parar de liberar histamina”, diz a dermatologista paulista Márcia Purceli. Algumas pessoas têm mais suscetibilidade à picada de pernilongo do que outras. “O grau de coceira vai depender do sistema imune de cada um. Tem gente que nem sente coceira”, diz o bioquímico Almério de Castro Gomes, da Faculdade de Saúde Pública da USP.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Quais atores já morreram durante filmagens?

Artur Louback Lopes
Mundo Estranho


Vários, mas a morte mais trágica foi, sem dúvida, a do ator Vic Morrow, em pleno set de filmagem, em uma cena de fazer inveja aos grandes filmes de terror. O filme era No Limite da Realidade (1983), uma homenagem de Steven Spielberg (o produtor) à série de suspense Além da Imaginação, que fez muito sucesso na televisão entre 1959 e 1964. Morrow interpretava um militar que, em uma cena de guerra, resgatava duas crianças e as levava para um helicóptero. Tudo ia muito bem até que o helicóptero ficou fora de controle e decapitou o ator e uma das crianças. A outra escapou das hélices, mas foi esmagada pelo helicóptero. As filmagens foram suspensas, o diretor John Landis e Spielberg foram processados, houve mudança nas leis trabalhistas para atores mirins, mas o filme foi lançado - sem a fatídica cena e sem as duas crianças, claro.

Chama o dublê!
Conheça cinco atores que não viram seus filmes chegar ao cinema

John Candy
Filme - Dois contra o oeste
Ano - 1994
Candy fez o filme por obrigações contratuais e, embora tivesse parado de fumar e estivesse se esforçando para perder peso, teve um ataque cardíaco fulminante. A saída foi reescrever o roteiro tentando evitar ao máximo suas aparições e, quando não havia saída, usava-se um ator parecido com o comediante gorducho.

Bela Lugosi
Filme - Plano 9 do Espaço Sideral
Ano - 1959
Essa morte não ocorreu durante as filmagens, mas vale a nota. Lugosi morreu três anos antes do filme, mas o diretor Ed Wood resolveu pegar cenas que já tinha dele e completar sua participação com um dublê. O problema é que o dublê era maior e mais jovem que o ator - bem ao estilo dos filmes de baixo orçamento.

Brandon Lee
Filme - O corvo
Ano - 1994
Essa morte rolou no set. Em uma história mal contada, alguém deixou uma bala de verdade em uma arma usada em cena. Só faltavam três dias de filmagens e um dublê de corpo e imagens já filmadas foram suficientes para completar o filme. Um detalhe sinistro é que o ator River Phoenix, que morreu durante as filmagens de Dark Blood, disputou o papel com Lee.

Jean Harlow
Filme - Saratoga
Ano - 1937
Não faltava muito para terminar as filmagens, mas, de uma hora para outra, a musa loira foi acometida por uma infecção renal e morreu. A saída foi arrumar uma dublê e privilegiar enquadramentos mais abertos. Ironicamente, esse é tido como um dos melhores filmes de Jean Harlow.

Oliver Reed
Filme - Gladiador
Ano - 2000
O intérprete de Próximo gostava de encher o caneco e bateu as botas após um pileque em um pub na ilha de Malta, onde o filme foi rodado. Como faltavam apenas três cenas, o diretor Ridley Scott apostou na tecnologia, recriando digitalmente o rosto do ator e o colocando no corpo de um dublê.

Por que tem tanto "Silva" no Brasil?

Marina Motomura
Mundo Estranho


Porque o sobrenome "Silva", além de ser muito usado em Portugal, também foi dado a milhares de escravos trazidos para o Brasil durante o período colonial. Essa é a explicação mais provável, segundo o genealogista Carlos Eduardo Barata, autor do Dicionário das Famílias Brasileiras. Além disso, muitos portugueses que vinham para o Brasil em busca de vida nova adotavam o "Silva" para se beneficiar do anonimato que o sobrenome comum oferecia. A origem dos "Silvas" é controversa, mas tudo indica que o sobrenome surgiu no Império Romano para denominar os habitantes de regiões de matas ou florestas - silva, em latim, é "selva". Muitos desses habitantes se refugiaram do império justamente na península Ibérica (hoje Portugal e Espanha). O primeiro "Silva" a fixar raízes no Brasil foi o alfaiate Pedro da Silva, em 1612. Daí em diante, o sobrenome começou a se espalhar pelo país e não parou mais. Hoje, é impossível saber quantos "Silvas" existem no Brasil já que nenhum órgão oficial tem uma estatística nacional sobre o tema. Porém, tudo leva a crer que "Silva" é, sim, o sobrenome mais comum. Em um levantamento feito especialmente para a ME pela empresa Telefônica, deu "Silva" na cabeça. Entre os 4,6 milhões de assinantes de telefone da empresa na cidade de São Paulo, 295 622 são "Silva". Ainda entre os top 5 estão os "Santos", os "Oliveiras", os "Souzas" e os "Limas".

Quem trai mais: o homem ou a mulher?

Marina Motomura
Mundo Estranho


Pelo menos entre os brasileiros, os reis da traição são os homens. Aliás, se pular cerca fosse esporte, certamente estaria entre os mais praticados do país. Isso é o que indica uma pesquisa feita em 2003 pela Universidade de São Paulo (USP), que ouviu as confissões sobre infidelidade de quase 4 mil pessoas casadas em 17 cidades. De acordo com o estudo, metade dos homens já deu suas escapadinhas pelo menos uma vez durante o matrimônio. Entre as mulheres, o índice médio de infidelidade é bem menor, em torno de 22%. Para entender tamanha diferença, é preciso considerar fatores biológicos e tradições típicas do nosso país. "Primeiro, devemos ter em mente que o homem tem um hormônio sexual muito potente, o andrógeno. Isso pode gerar maior agressividade sexual em relação à mulher, influenciada por um hormônio mais suave, o estrógeno. Em segundo lugar, a cultura brasileira dá ao homem liberdade para fazer sexo e diversificar suas conquistas", afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora da pesquisa da Universidae de São Paulo. Um aspecto importante é que os dois sexos traem por razões bem diferentes. Enquanto a rapaziada geralmente só quer descarregar o tesão e obter satisfação física, as mulheres costumam entrar de cabeça na relação, se envolvendo muito mais. "Quase sempre, elas querem romper um dos relacionamentos e se dedicar àquele que mais satisfaz a sua necessidade afetiva", diz Carmita.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Por que os padres não podem se casar?

Artur Louback Lopes
Mundo Estranho


A princípio, padres não se casavam por opção, para dedicar 100% do tempo e das energias à oração e à pregação - da mesma forma que Jesus Cristo. Em 1139, ao final do Concílio de Latrão, contudo, o matrimônio foi proibido oficialmente a membros da Igreja. Embora a decisão tenha se apoiado em passagens bíblicas - como "É bom para o homem abster-se da mulher" (presente na primeira carta aos Coríntios) -, uma das razões mais fortes para a transformação do celibato (como é conhecida a proibição do casamento) em regra foi o que, já naquela época, ditava as regras da humanidade. Fé? Nada disso. Grana! Na Idade Média (do século 5 ao 15), a Igreja Católica alcançou o auge do seu poder, acumulando muitas riquezas, principalmente em terras. Para não correr o risco de perder bens para os herdeiros dos membros do clero, o melhor mesmo era impedir que esses herdeiros existissem. Isso não fez muita diferença para os monges, que, por opção, já viviam isolados em mosteiros, mas em algumas paróquias a proibição gerou discórdia. A maior delas ocorreu no começo do século 16 e foi uma das razões pelas quais o cristianismo passou pelo seu maior racha: Martinho Lutero rompeu com o papa e criou a Igreja Luterana, que permitia o casamento dos seus pastores - e permite até hoje (veja o quadro abaixo). Depois da Reforma Protestante, a Igreja Católica reafirmou o celibato, definindo no Concílio de Trento, em 1563, que quem o rompesse seria expulso do clero. A regra se manteve até 1965, quando o papa Paulo VI permitiu que padres se casassem e continuassem freqüentando a Igreja (sem a função de padres, claro). Para conseguir essa liberação, o padre noivo precisa enviar um pedido ao Vaticano e esperar a autorização, que pode demorar até dez anos. "João Paulo II tornou o processo mais demorado, mas Bento XVI está limpando a mesa", diz o teólogo Afonso Soares, professor da PUC-SP. Além de promover a tal limpeza, o novo papa surpreendeu, em agosto do ano passado, ao aceitar que o ex-pastor anglicano David Gliwitzki, casado e pai de duas filhas, e tornasse padre.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Morar junto, sem casar, causa depressão

Thiago Perin
Superinteressante

Vocês querem ser modernos e práticos, deixam todo aquele papo de altar, convites com frufru e bolo de vários andares pra lá, juntam as trouxinhas e vão morar juntos. Pronto: na prática, estão casados. Mas, também na prática, têm chances bem maiores de acabarem de cara feia e sem vontade de sair da cama (pelos motivos errados) do que os casais de papel passado. “Casais que apenas moram juntos reportam níveis mais altos de depressão do que os que são casados”, alertam pesquisadores da Bowling Green State University, em Ohio (EUA). O motivo? Aquele sentimento de falta de estabilidade no relacionamento, que atinge os “juntados” 25% mais do que os casados pela lei. “E isso é especialmente verdade entre os casais que estão juntos há muito tempo”, diz o estudo. E aí, quer repensar essa modernidade toda?

Google coloca 17 museus na internet usando tecnologia do Street View

Kleyson Barbosa
Superinteressante


O Google lançou ontem, 1/02, o Google Art Project, um site que permite que o internauta visite 17 museus de todo o mundo. Usando a tecnologia do Street View, a empresa capturou imagens que recriam as obras e o ambiente dos espaços.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a Google e 17 museus localizados em 11 cidades de nove países, como a National Gallery de Londres, o Museum of Modern Art, de Nova York e o Museo Reina Sofia, de Madrid.
Além das mais de mil obras disponíveis para visualização, o projeto disponibiliza também 17 obras em super resolução. Os visitantes do site podem ver detalhes das pinturas muitas vezes até difíceis de serem observados a olho nu. O site também permite que cada cibernauta crie a sua coleção de arte virtual pessoal e compartilhe com outras pessoas.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Brasil enfrenta filmes premiados na disputa pelo Oscar de documentário

Competição traz ‘Restrepo’, ‘Inside job’, ‘Exit through...’ e ‘Gasland’.

Carla Meneghini
Do G1 RJ
Quando recebeu a notícia de que “Lixo extraordinário” tinha sido indicado ao Oscar de melhor documentário, na terça-feira passada (25), o artista plástico Vik Muniz, que inspirou o filme, foi tomado pelo otimismo. “Acredito que vamos ganhar, porque entre os filmes indicados, é o filme mais forte, o mais premiado, nossas chances são muito grandes”, disse em entrevista ao G1 na ocasião.
Mas será que as chances de vitória da coprodução brasileira são mesmo tão grandes? Ao contrário do que acredita Vik Muniz, para colocar as mãos na estatueta, “Lixo extraordinário” vai enfrentar um time de documentários de primeira, com carreiras repletas de prêmios e elogios. São eles: “Exit through the gift shop”, “Gasland”, “Inside job” e “Restrepo”. Conheça melhor os concorrentes do Brasil abaixo.

'Exit through the gift shop’
Um dos concorrentes mais fortes é “Exit through the gift shop”, assinado pelo grafiteiro Banksy, importante nome da arte contemporânea. A indicação de Banksy para o Oscar sinalizou para a possível resolução de um dos maiores mistérios do cenário atual das artes visuais: a identidade do artista.
No filme, Banksy aparece escondido em sobras e tem a voz distorcida. O fato de nunca ter aparecido em público já levantou suspeitas de que Banksy, na verdade, é um coletivo de artistas centralizado em uma única figura. Com a indicação ao Oscar, a pergunta que fica no ar é: Banksy comparecerá à cerimônia e finalmente revelará seu rosto?
O documentário de Banksy, que retrata o trabalho de artistas de rua pelo mundo, foi eleito o melhor do ano por diversas associações de críticos da América do Norte, como de Chicago, San Diego e Toronto, além de ser indicado aos prêmios Bafta. Entretanto, sua indicação ao Oscar ainda gera polêmica, já que o longa mistura elementos de documentário com ficção.

‘Restrepo’
Outro candidato ao Oscar que sai na frente é “Restrepo”, que gira em torno de um grupo de soldados americanos em serviço no Afeganistão e venceu o Grande Prêmio do Júri da categoria no Festival de Sundance.
Produzido pela National Geographic, o filme ficou entre os documentários mais assistidos de 2010 e bateu recorde de público por cópia nos EUA, conseguindo acumular uma bilheteria de US$ 1,3 milhão mesmo com um lançamento inicialmente restrito a duas cópias. O feito coloca “Restrepo” entre os favoritos do Oscar, já que nos últimos anos a Academia premiou documentários de bom desempenho nas bilheterias, tais como “The cove”, “O equilibrista”, “Uma verdade inconveniente” e “A marcha dos pinguins”.

‘Gasland’
Já “Gasland”, dirigido por Josh Fox, destaca-se pela controvérsia. O documentário denuncia a ação de companhias de energia na exploração de áreas rurais dos EUA em busca de reservas de gás natural, assumindo altos riscos ambientais. O longa-metragem foi premiado pelo Júri Especial do Festival de Sundance.
O discurso sustentado em “Gasland” irritou tanto a indústria energética americana que a associação de produtores de gás Energy In Depth chegou a divulgar uma nota oficial sobre a indicação ao Oscar afirmando que “seria melhor se a Academia tivesse uma categoria dedicada à propaganda” e classificando o filme como “puro entretenimento”. A repercussão do documentário foi tão grande que acabou transformando o cineasta em um militante da causa, e ele já planeja uma continuação do longa.

‘Trabalho interno – A verdade sobre a crise’ (Inside job)
Narrado por Matt Damon, o filme faz um raio-X da crise econômica de 2008, articulando por meio de entrevistas e documentos como relações corruptas em vários setores da sociedade e níveis de poder levaram à ruína de muitas pessoas e à quebra de diversas empresas.
Dirigido por Charles Ferguson, o documentário tem o mérito de ser o primeiro a se debruçar sobre a crise de 2008 e deixa no público a sensação de que toda a tragédia financeira poderia ter sido evitada. Apesar de não ter conquistado nenhum grande prêmio, o filme ganha pontos com os membros da Academia ao falar de um tema que atingiu diretamente a indústria do cinema.

59 deputados federais que tomam posse são processados por crimes

G1
Levantamento do G1 leva em conta ações penais em 61 tribunais.
Acusações mais recorrentes estão relacionadas à administração pública.

Ao menos 59 dos 513 deputados federais que tomam posse nesta terça-feira (1º) chegam à Câmara na condição de réus em ações penais, ou seja, respondem a processos nos quais são acusados de crimes, de acordo com levantamento realizado pelo G1 em 61 tribunais, entre eles o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF).
É a segunda vez que o G1 faz um levantamento desse tipo. Em 2007, a pesquisa levantou 74 deputados processados ou investigados por crime (como os critérios usados na época foram diferentes, os números não são comparáveis; saiba as diferenças). O levantamento atual também faz parte de uma série que o G1 vem publicando desde sábado (29), com informações que traçam um perfil da nova Câmara dos Deputados (saiba mais).
Juntos, os 59 deputados do levantamento deste ano respondem a pelo menos 92 processos – em alguns casos, o deputado é acusado pelo Ministério Público por mais de um crime. A maioria das acusações se refere à administração pública, como crime contra a Lei de Licitações, peculato (quando o funcionário público se apropria de bens ou valores públicos) e corrupção. Há ainda casos de crime contra o sistema financeiro, crimes eleitorais e até crimes contra a pessoa, como homicídio e lesão corporal.
O desembargador Fernando Tourinho Neto, que atua no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e é vice-presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), afirma que é preciso cautela para não condenar antecipadamente um cidadão que responde a processo judicial.
“Uma pessoa ser denunciada não quer dizer que praticou o fato. Isso vai para instrução, para ser apurado. Pode ser condenada, mas pode ser inocentada. A Constituição prevê a presunção de inocência, até que haja uma condenação transitada em julgado. A Constituição é para todos, o direito protege a todos nós”, afirma o magistrado.

Por que o brasileiro lê pouco?

por Raphael Soeiro
Superinteressante

Além de a leitura não vir de casa, a escola mais atrapalha que ajuda.

Fiquemos com a resposta da maior autoridade no mundo, a Unesco. Para o setor da ONU que cuida de educação e cultura, só há leitura onde: 1) ler é uma tradição nacional, 2) o hábito de ler vem de casa e 3) são formados novos leitores. O problema é antigo: muitos brasileiros foram do analfabetismo à TV sem passar na biblioteca. Para piorar, especialistas culpam a escola pela falta de leitores.

"Os professores costumam indicar livros clássicos do século 19, maravilhosos, mas que não são adequados a um jovem de 15 anos", diz Zoara Failla, do Instituto Pró-Livro. "Apresentado só a obras que considera chatas, ele não busca mais o livro depois que sai do colégio." Muitos educadores defendem que o Brasil poderia adotar o esquema anglo-saxão, em que os clássicos são um pouco mais próximos, dos anos 50 e 60, e há menos livros, que são analisados a fundo. Mas aí teria de mudar o vestibular, é isso já é outra história.

Fonte Instituto Pró-Livro, ANL, Centro Regional para el Fomento del Libro en América Latina, el Caribe, España y Portugal (Cerlalc).

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Como descobrir se ele é bom de cama.. pela altura!!

Pode parecer estranho, mas de acordo com a terapeuta de casais Catherine Cardinal, os homens baixos são mais criativos no sexo! Eles tendem a ser atenciosos e bons de cama porque precisam se esforçar mais para conseguir e manter uma namorada, diz a especialista.
Por outro lado, os mais altos tendem a ser mais populares, já que são fisicamente mais atraentes – o que facilita a aceitação nos grupos e os tornam mais preguiçosos ao conquistar uma mulher.
É óbvio que isto não é uma regra, mas… que tal olhar com mais atenção para os baixinhos charmosos? Eles podem lhe surpreender!
Superinteressante ed. 288
fevereiro/2011

Amizade - Por que é impossível ser feliz sozinho
A chave da felicidade está nos amigos que você tem.

- sumário da edição 288
- folheie a Superinteressante

O que faz um mestre cervejeiro?

Um brinde: é ele quem cria e, depois, trata de manter a qualidade da cerveja

Raphael Soeiro
Superinteressante


Quando uma cervejaria decide lançar um novo sabor, passa ao mestre algumas indicações e cabe a ele combinar lúpulo, malte, água e as leveduras. Chegando à receita final, o trabalho continua: ele é responsável por garantir que a cerveja sempre saia da fábrica com o mesmo gosto, cor, aroma etc. Uma fábrica pode ter dezenas de mestres alocados a várias partes da produção. Para se tornar um, a opção no Brasil é um curso do Senai de Vassouras-RJ, mas a melhor opção é um curso profissionalizante de dois anos na Alemanha.

CIENCIA MALUCA

Superinteressante
Nomes que começam com letras do fim do alfabeto deixam as pessoas mais consumistas!
Sabe aquele pessoal que passa dias em filas para comprar algo, porque precisa ter aquilo de qualquer jeito, e precisa ter antes dos outros? E aquele pessoal consumista que compra, compra, compra e depois se arrepende? Tem uma nova explicação para isso. E é bizarra, bem como a gente gosta. Um estudo lá dos EUA, feito pelos pesquisadores Kurt A. Carlson (Universidade de Georgetown) e Jacqueline M. Conard (Universidade de Belmont), diz que a culpa é dos nossos nomes, da ordem alfabética e dos nossos professores.
Parece ridículo demais para levar a sério? Vamos considerar os fatos. Os caras observaram os padrões de consumo de voluntários em várias situações. E constataram que as pessoas cujos sobrenomes começavam com letras do finalzinho do alfabeto tendiam a comprar coisas com muito mais rapidez do que as cujos sobrenomes começavam com letras do começo do alfabeto. E que o efeito ficava mais e mais forte conforme a letra inicial se aproximava do Z.
Curiosamente, entre as mulheres casadas era o nome de solteira que importava, sugerindo que a causa desse fenômeno vem lá do comecinho da vida. Surgiu a hipótese: o uso constante da ordem alfabética na escola durante a infância deixa as “crianças do final do alfabeto” com uma ideia de que, se elas quiserem ser as primeiras em alguma coisa, vão ter que “ir lá e fazer acontecer” elas mesmas. Isso explicaria a tendência ao consumo impulsivo, de acordo com os pesquisadores: “em um esforço para compensar essa desigualdade, as ‘crianças do fim do alfabeto’ vão se mover rapidamente quando o sobrenome não for um fator; elas vão ‘comprar antes’. Da mesma forma, aquelas com sobrenomes do começo do alfabeto estarão tão acostumadas a serem as primeiras que as oportunidades individuais para comprar algo não vão importar tanto; elas vão ‘comprar depois’“, diz o estudo (que vai ser publicado na próxima edição do Journal of Consumer Research; dá para ver um pouquinho mais a respeito aqui).
Aí vale dizer uma coisa: a pesquisa levou em consideração os sobrenomes, porque lá nos EUA é por eles que a maioria das listagens se guia. Tradição cultural. Aqui no Brasil, o mais comum é que a gente seja listado pelo primeiro nome. Até aí, isso não anularia o fenômeno – o efeito, caso verdadeiro, seria o mesmo. Mas será? Contra pra gente se isso se aplica para você.

Dica de filme

Johnny Depp atua como um turista americano cujos flertes brincalhões com uma estrangeira leva a uma rede de intriga, romance e perigo em “O Turista”. Durante uma viagem improvisada à Europa para curar um coração partido, Frank (Depp) inesperadamente desenvolve uma relação amorosa com Elise (Angelina Jolie), uma mulher extraordinária que deliberadamente cruza o seu caminho. Tendo o excitante cenário de Paris e Veneza como pano de fundo, o intenso romance se desenvolve rapidamente na medida em que ambos involuntariamente se envolvem num jogo mortal como gato e rato.
Duração (minutos): 103
Gênero: Ação,Drama,Suspense

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Atriz muda visual para viver 'A garota com tatuagem de dragão'

Em adaptação de David Fincher, Rooney Mara vive hacker toda tatuada. Filme é baseado em livro da série 'Millenium', de Stieg Larsson.
G1
A edição de fevereiro da revista de variedades "W" traz na capa a primeira imagem oficial da versão cinematográfica da personagem Lisbeth Salander, protagonista do livro "A garota com tatuagem de dragão", parte da série de best-sellers "Millenium", do sueco Stieg Larsson.
Descrita no livro como uma hacker de computadores andrógina, cheia de piercings e com uma tatuagem marcante nas costas, a heroína da história será interpretada na adaptação de David Fincher ("A rede social") para o cinema pela atriz Rooney Mara.
Quem a viu em episódios da série "Plantão Médico" ou mesmo no recente remake de "A hora do pesadelo" jamais diria que a garota recatada da esquerda é a mesma da foto ao lado."A garota com tatuagem de dragão" tem previsão de estrear em dezembro de 2011.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dica de Leitura

Esses dias, olhando meus livros, encontrei essa maravilha da Lígia Fagundes Telles, uma das melhores escritoras brasileiras. Sou apaixonada por seus contos, sem desmerecer seus romances, como AS HORAS NUAS.

Uma atriz decadente e um gato são os personagens centrais deste romance. Gatos e atrizes têm particularidade em comum de viver várias vidas, representar muitos papéis. Sua relação é transparente. Rahul é um gato que sonha com o Homem, como o Homem sonha com Deus. Abandonada, só e infeliz, Rosa Ambrósio rumina a memória da dor, levanta a poeira das lembranças. Onde está o tempo está o drama: ao mobilizar suas paixões presentes e passadas, Rosa está destinada a romper o labirinto que a aprisiona e renascer.
Em AS HORAS NUAS estão presentes as grandes qualidades desta autora.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ex-vocalista do Nightwish fala sobre carreira solo e possível vinda ao Brasil

Cinco anos após a conturbada saída da banda de metal melódico Nightwish, com direito a acusações na imprensa de ambos os lados, a cantora Tarja Turunen está mais feliz do que nunca.
Sua música "Until My Last Breath" está bombando em vários países, tendo, inclusive, atingido o posto mais alto no Top 10 da MTV brasileira.
Vivendo entre Helsinque, na Finlândia, onde o Nightwish surgiu, e Buenos Aires, na Argentina, onde mora seu marido, Tarja conversou com o Folhateen sobre o novo disco, a relação com os antigos companheiros e uma provável vinda ao Brasil.
Muito simpática, Tarja revelou que "Until My Last Breath", do disco "What Lies Beneath" (2010), foi inspirada pela morte de Michael Jackson.
"O dia seguinte à morte dele foi uma loucura", lembra. "As pessoas falaram coisas horríveis sobre Michael Jackson, e ele era o rei do pop."
Segundo ela, a música é muito enérgica e foi escrita como uma canção antiga. "É um lembrete de que devemos acreditar nos nossos sentimentos".
Cantora lírica com treinamento profissional, Tarja, em sua carreira solo, está realizando um antigo desejo: escrever.
"Cantar suas próprias canções é muito diferente do ponto de vista emocional", diz. "Estou mais feliz e curtindo mais. E isso faz com que eu cante melhor também."
Levando uma "vida normal", em que "cozinha, malha e corre", Tarja sente saudades da época do Nightwish, pelo o que a banda representou em sua vida, mas não da correria louca das turnês e nem da confusão que foi sua saída.
Em 2005, em carta aberta aos fãs, os antigos companheiros afirmaram ser impossível continuar trabalhando com Tarja. Segundo eles, o comportamento da cantora era de diva e isso era culpa do marido dela, o argentino Marcelo Cabuli.
"Acabou tudo entre a gente", lamenta Tarja. "É uma ponte quebrada e queimada. A música vai sempre viver, mas não sinto falta da banda."
Em turnê até 2012 com o novo disco, Tarja quer passar pelo Brasil ainda em 2011. Mas qual o público dela hoje?
"Fãs novos e antigos acompanham meu trabalho, é uma coisa linda", diz. "Mas são os jovens que me seguram. Eles têm uma energia tão positiva, têm liberdade para se expressar, são cheios de emoções. E música é isso: emoção."

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Bichos com medo de fogos pedem atenção especial

Folha de São Paulo
Os tradicionais fogos de artifício desta época do ano não costumam ser bem recebidos por alguns animais de estimação -- parte deles tem pânico da barulheira.
A vira-lata Billie, 3, do securitário Marcus Schmidtt, é um desses bichos que merecem atenção especial.
"Eu a coloco dentro de casa. Algumas vezes, se esconde embaixo das minhas pernas", conta Schmidtt. Já seu basset, Figo, nem liga.
Segundo a ONG PEA (Projeto Esperança Animal), é preciso tomar cuidado.
Em pânico, o bicho assustado pode fugir e se perder ou ser atropelado, ou mesmo se ferir ao tentar passar por portões, grades de ferro ou portas de vidro.
A ONG Fala Bicho aconselha dar uma alimentação leve aos bichos antes da virada, para evitar problemas na digestão, fechar portas e janelas e organizar um "esconderijo" para o medroso dentro de casa.