quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ex-vocalista do Nightwish fala sobre carreira solo e possível vinda ao Brasil

Cinco anos após a conturbada saída da banda de metal melódico Nightwish, com direito a acusações na imprensa de ambos os lados, a cantora Tarja Turunen está mais feliz do que nunca.
Sua música "Until My Last Breath" está bombando em vários países, tendo, inclusive, atingido o posto mais alto no Top 10 da MTV brasileira.
Vivendo entre Helsinque, na Finlândia, onde o Nightwish surgiu, e Buenos Aires, na Argentina, onde mora seu marido, Tarja conversou com o Folhateen sobre o novo disco, a relação com os antigos companheiros e uma provável vinda ao Brasil.
Muito simpática, Tarja revelou que "Until My Last Breath", do disco "What Lies Beneath" (2010), foi inspirada pela morte de Michael Jackson.
"O dia seguinte à morte dele foi uma loucura", lembra. "As pessoas falaram coisas horríveis sobre Michael Jackson, e ele era o rei do pop."
Segundo ela, a música é muito enérgica e foi escrita como uma canção antiga. "É um lembrete de que devemos acreditar nos nossos sentimentos".
Cantora lírica com treinamento profissional, Tarja, em sua carreira solo, está realizando um antigo desejo: escrever.
"Cantar suas próprias canções é muito diferente do ponto de vista emocional", diz. "Estou mais feliz e curtindo mais. E isso faz com que eu cante melhor também."
Levando uma "vida normal", em que "cozinha, malha e corre", Tarja sente saudades da época do Nightwish, pelo o que a banda representou em sua vida, mas não da correria louca das turnês e nem da confusão que foi sua saída.
Em 2005, em carta aberta aos fãs, os antigos companheiros afirmaram ser impossível continuar trabalhando com Tarja. Segundo eles, o comportamento da cantora era de diva e isso era culpa do marido dela, o argentino Marcelo Cabuli.
"Acabou tudo entre a gente", lamenta Tarja. "É uma ponte quebrada e queimada. A música vai sempre viver, mas não sinto falta da banda."
Em turnê até 2012 com o novo disco, Tarja quer passar pelo Brasil ainda em 2011. Mas qual o público dela hoje?
"Fãs novos e antigos acompanham meu trabalho, é uma coisa linda", diz. "Mas são os jovens que me seguram. Eles têm uma energia tão positiva, têm liberdade para se expressar, são cheios de emoções. E música é isso: emoção."
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