quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Tatuagens antigas poderiam estar relacionadas a rituais de cura

Pesquisadores encontraram restos de plantas queimadas na composição de tatuagens circulares em uma múmia peruana. A descoberta pode indicar uma possível técnica antiga de cura com os mesmos princípios da acupuntura.
A múmia de 1.000 anos era uma mulher e foi encontrada nas areias do deserto Chir Chiribaya Alta, ao sul do Peru, na década de 90. Ela tem dois tipos diferentes de tatuagens: emblemas representando pássaros, macacos e répteis em suas mãos, braços e perna esquerda e um outro tipo de tatuagem com círculos sobrepostos desenhados em seu pescoço.
Quase todas as tatuagens antigas eram desenhadas com fuligem e cinzas. Mas os cientistas da Universidade de Graz, na Áustria, descobriram que os desenhos circulares no pescoço continham vestígios de vegetais queimados. Para os pesquisadores, isso evidencia que esta tatuagem foi feita com uma intenção diferente. Enquanto as tatuagens de fuligem eram meramente decorativas, aquelas com plantas teriam função curativa ou de fortalecimento.
Eles acreditam que tatuagem tem muita semelhança com os pontos usados na acupuntura chinesa e agiria da mesma maneira que a técnica oriental. Além disso, as plantas escolhidas para coloração teriam provavelmente algum propósito médico.
Pela localização dos círculos, eles concluem que a tatuagem medicinal deveria ter sido feita para relaxar ou aliviar dores no pescoço. Mas a ideia de que algumas tatuagens antigas foram feitas com o propósito de cura não é nova. O homem do gelo europeu Ötzi de 5.300 anos, também tem algumas linhas e cruzes tatuadas pelo corpo próximas a pontos de acupuntura. Mas o estudo austríaco é o primeiro a comparar os dois tipos de tatuagens na mesma múmia.
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