sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Japoneses tinham escravas sexuais durante a Segunda Guerra Mundial

Marcel Verrumo / Superinteressante
Fontes: BBC e Independent

Confort women, ou mulheres consolo. Esse era o nome dado às mulheres que os japoneses tentaram apagar de sua História, mas que ficaram conhecidas ao redor do mundo em 1991, quando a coreana Kin Hak-Soon, já com 63 anos, veio a público e fez uma denúncia. Segundo a coreana, durante o conflito do qual saiu destruído por duas bombas atômicas, o Japão obrigou mulheres coreanas, filipinas e chinesas a prestarem serviços sexuais aos seus soldados.

Mulheres da Coreia do Sul, em 2001, em protesto contra a escravidão sexual durante a Segunda Guerra Mundial.


Segundo denúncias de Kin e investigações posteriores, os soldados japoneses instalaram bordéis militares nos países que dominavam. De acordo com os relatos, as mulheres eram sequestradas de suas casas e ficavam presas nesses lugares, onde deveriam servir aos soldados japoneses de todas as forças armadas.

Ninguém nunca havia admitido publicamente o problema, até 1991. Um informe confirmou a versão de Kin Hak-Soon e mostrou que a escravidão era tão organizada que as mulheres tinham horários determinados para servir cada grupo de soldados – e até o tempo que cada militar podia ficar com ela era definido. E variava de acordo com a patente. Um soldado, por exemplo, poderia permanecer 20 minutos com uma escrava, enquanto um oficial tinha permissão de passar até 40 minutos.

Diante da confirmação, foi criado um conselho coreano para mulheres recrutadas por japoneses para o serviço sexual. O conselho exigiu do governo a admissão da existência das escravas sexuais, um pedido público de desculpas e uma pensão às vítimas e familiares envolvidos.
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