terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cientista político diz que mensalão não influenciou resultado do primeiro turno

A reportagem é de Luciene Cruz e publicada pela Agência Brasil
07-10-2012


O cientista político da Universidade de Brasília (UnB), João Paulo Peixoto, acredita que o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, não influenciou o resultado do primeiro turno das eleições 2012.
Prova disso foi a presença do PT em vários municípios brasileiros, um dos partidos que tem representantes como réus da ação. Peixoto destacou que a influência do PT foi mais incisiva no estado de São Paulo. “O PT se consolida com força muito grande, ao contrário do que imaginava e do que vinha sendo colocado nas pesquisas”, observou.

O especialista destacou ainda que a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser considerada. “Não é de se desprezar a presença do Lula [na campanha], que é altamente significativa”, acrescentou.

Em São Paulo, por exemplo, os candidatos a prefeito José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) disputarão o segundo turno das eleições no dia 28 de outubro. Serra obteve 30,75% dos votos válidos e Haddad, 28,99%. Até agora, foram apurados 99% das urnas. Os votos brancos somam 10,55% e os nulos, 8,17%. A abstenção ficou em 18,48%.

A campanha para a segunda fase das eleições 2012 terá apenas 20 dias de duração, tempo considerado “curto” pelo cientista político para reverter situações consolidadas. “Não acredito que mude [os resultados], a não ser que haja fatos novos. Tem situações que são consolidadas. Candidato que está na dianteira, que tem larga margem de votos, dificilmente vai haver reviravolta espetacular, a não ser que haja fato novo extraordinário”, disse.

Peixoto prevê ainda que, diferentemente do que ocorreu na campanha para o primeiro turno, a presidenta Dilma Rousseff deve participar “mais efetivamente” da campanha no segundo turno. “A presidenta não subiu em tantos palanques. Mas agora terminou a fase preliminar, é hora da decisão. Acredito que ela deve ter participação mais efetiva”, opinou.
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