segunda-feira, 3 de novembro de 2008


Contista e romancista, a paulista Lygia Fagundes Telles formou-se em Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo. Formou-se ainda na Escola Superior de Educação Física. Começou a escrever muito cedo, mas veio a rejeitar seus primeiros livros, “imaturos e precipitados”, diz ela. Segundo o professor Antônio Cândido, o romance Ciranda de Pedra (1954) seria o marco da maturidade intelectual da escritora. Tem merecido a melhor crítica não só no Brasil como também no exterior, aonde seus livros vêm sendo publicados com grande sucesso. Ganhadora dos mais importantes prêmios literários do país, dentre eles destacamos: Prêmio do Instituto Nacional do Livro (1958); Prêmio Guimarães Rosa (1972); Prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras (1973); Prêmio Ficção da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1973); Prêmio do Pen Club do Brasil (1977); Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro (1980) e Prêmio Pedro Nava, O Melhor Livro do Ano (1989).
Lygia Fagundes Telles tem um filho, Goffredo da Silva Telles Neto, cineasta. Reside em São Paulo e é Procuradora (aposentada) de Autarquia.
A autora considera livro vivo aquele que está nas livrarias, ao alcance do leitor. Assim sendo, destaca-se da relação os seguintes títulos publicados pela Editora Nova Fronteira:

Ciranda de Pedra, romance, 1954
Verão no Aquário, romance, 1963
Antes do Baile Verde, contos, 1972
As Meninas, romance, 1973
Seminário dos Ratos, contos, 1977
A Disciplina do Amor, fragmentos, 1980
Mistérios, contos, 1981
As Horas Nuas, romance, 1989
A Estrutura da Bolha de Sabão, contos, 1991

Numa edição da Global Editora (1984) foi lançado o livro Os melhores contos de Lygia Fagundes Telles, com seleção de Eduardo Portella. Publicado pela Editora Ática (1987) saiu Venha ver o pôr-do-sol (contos).
Lygia Fagundes Telles é a contista das cores, pois em todos os seus contos as cores tem um significado, que muitas vezes dão razão ao que parece inexplicável nas histórias sempre sugestivas e com mensagens ocultas aos seus leitores ávidos.

Você leitor, já desvendeu o significado das cores para Lygia??? Não!!! E quem já notou os finais que sempre sugerem suicídio ou morte em seus contos??? Aos que não conseguem perceber recomendo que façam uma releitura das obras desta escritora ímpar.

Lygia Fagundes é umas das mais deliciosas leituras que já fiz na adolescência; e os detalhes intrísecos nas entrelinhas de suas obras alimentava debates homéricos já na Universidade. Abaixo você poderá ler um de seus contos mais intrigantes... não seja preguiçoso (a), e leia o conto até o final.


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