sábado, 8 de novembro de 2008

CÉSAR TRALLI NEGA TER RECEBIDO INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS DO CASO SATIAGRAHA


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Em entrevista ao patriciakogut.com, o jornalista César Tralli refutou as acusações de que teria tido acesso a informações privilegiadas da Polícia Federal na Operação Satiagraha.

“Estar no lugar certo na hora certa, como aconteceu nesse caso, não é fruto de um tratamento privilegiado, mas de muito trabalho, de informações, aí sim, privilegiadas. Não é só a PF que conta detalhes de investigações como essas. Mantemos contato com os advogados dos acusados, com funcionários de empresas ligadas aos investigados, temos fontes espalhadas em diversos locais relacionados à apuração do caso”, disse Tralli ao blog da colunista.

Segundo o jornalista, ele sabia da existência da investigação há um ano e, durante esse tempo, buscou informações com diversas fontes. “Procurar as informações em diversos locais foi a nossa diferença nesse caso. Eu tenho essa iniciativa, de não ficar preso a uma só fonte. Procuro buscar a história inteira, não fico dependendo de uma pessoa ou instituição. Seria muito arriscado apostar na informação de apenas um dos envolvidos, nesse caso. Minha apuração ficaria incompleta e, pior, comprometida” declarou.

Em 09/07, um dia após da Operação Satiagraha, o ministro da Justiça Tarso Genro se desculpou com as outras emissoras e pediu a abertura de inquérito administrativo na Polícia Federal para investigar suposto vazamento de informações privilegiadas para a Rede Globo. Segundo matéria publicada na Folha de S. Paulo, o repórter César Tralli seria intimado a prestar depoimento no caso.
No dia da operação da PF, o jornalista foi o único a conseguir imagens das prisões do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

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