terça-feira, 24 de abril de 2007

ESTAMOS EM GREVE! GRAÇAS A DEUS!!!

Matéria publicada no Jornal Olho de Boto em 2006 (Em protesto à maior greve histórica da UFPA, até agora!)
Por ESEL, Encontro Semanal dos Estudantes de Letras.

Membros do ESEL deflagram greve por melhores condições trabalho. Trabalho?
A greve dos professores da Universidade Federal do Pará foi encerrada no dia 15 de dezembro de 2005. Esta foi uma das maiores greves e que acabou gerando grandes prejuízos para os estudantes, sobretudo os estudantes sérios e interessados.
Entretanto, durante a greve, o ESEL não interrompeu suas atividades. Mantendo encontros contínuos em suas já conhecidos sedes: Bar do Divino, Taco de Ouro, Bar do maranhão, Bonitinha de Rosto, MPBar, entre outros. Além de sempre dar uma passadinha pela Universidade, na esperança de encontrar algum fantasma ou outros seres sobrenaturais, os únicos que teimavam em ocupar o local durante a greve, já que funcionários dificilmente encontravam-se por lá.
Alguns alunos relatam alguns acontecimentos estranhos que teriam acontecido, na Universidade, durante a greve. “Teve uma vez que eu vi um professor na Universidade durante a Greve. Foi horrível, porque sempre me disseram que essas coisas não existem. Já pensou? Professor na Universidade em tempo de greve? Isso só pode ser coisa do outro mundo. Foi assustador!”, declarou Ilmo Jr, acadêmico que decidiu mudar de cidade depois do ocorrido, bastante assustado, e ainda tremendo, ao relatar o ocorrido.
Com o fim da Greve e o excelente reajuste no salário dos professores, além da significativa melhora na estrutura física do Campus e o considerável aumento no acervo da biblioteca, tudo caminhava para um final pacífico e feliz. Mas, quando menos esperava, o governo foi atingido por mais uma greve, dessa vez o setor descontente é o importantíssimo e inimitável ESEL (Encontro Semanal dos Estudantes de Letras).
Segundo o Departamento Jurídico do ESEL, a greve da categoria foi deflagrada por causa da atual política econômica do governo, que mantém os juros altos, sob a desculpa de conter o aumento da inflação, o que acaba comprometendo departamentos estratégicos do ESEL, como o CAV (Centro de Abastecimento Vinícula).
Segundo o diretor do CAV, Denn Costa, “O CAV está sendo bastante prejudicado pelo aumento abusivo no preço do vinho.Nosso departamento está trabalhando no vermelho, pois os juros autos comprometem as compras à prazo”.
Em virtude disso, o ESEL, em Assembléia Geral Extraordinária, decidiu, por unanimidade, paralisar suas atividades em protesto pela atual política. A exemplo do que aconteceu com a paralisação dos professores da UFPA, o ESEL decidiu fazer uma greve de ocupação. “decidimos ocupar todas as mesas de Bilhar e praias da cidade, para chamar a atenção para o movimento”, declarou Jailson do Amaral, coordenador interino do JOSE (Junta Organizadora de Serviços do ESEL), que assumiu o Comando de Greve e está conduzindo as negociações.
Enquanto não se chega a um acordo definitivo, o ESEL continua irredutível e aproveita o momento para discutir os rumos de sua nova política. È muito provável que, após a greve, o ESEL continue ocupando as praias da cidade. Já existem boatos de que uma nova secretaria seria criada a SOPA (Secretaria de Ocupação de Praias Abandonadas). Segundo Jailson do Amaral, a greve já serviu para descobrir uma coisa muito importante. “Descobrimos porque os professores fazem tanta greve. O grande atrativo está no termo ocupação. Esta história de ocupação é um bom pretexto para sair de férias, conhecer praias e se divertir à vontade. O ESEL que o diga!”. Mais uma grande descoberta do ESEL.
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