quarta-feira, 25 de abril de 2007

GALERIA DOS PRIMEIROS - SANTARÉM

Galeria publicada no Jornal Olho de Boto da UFPA em 2005

Por Carla Ninos

PRIMEIROS HABITANTES DE SANTARÉM
Segundo Elivaldo Macedo, em seu livro: “O Município de Santarém, Sua história seus encantos”, os conhecidos Tupaius não foram os primeiros habitantes de Santarém.
Através de estudos e descobertas arqueológicas sabe-se, hoje, que a foz do Rio Tapajós foi habitada por um povo de origem desconhecida, antes dos índios Tupaius se firmarem por aqui. Este povo desconhecido foi, provavelmente, dominado pelos Tupaius, que eram conhecidos como bravos guerreiros e hábeis atiradores de flechas envenenadas.
Devido à semelhança da cerâmica desse povo com a cerâmica dos Incas e dos Maias, alguns historiadores afirmam que “os desconhecidos” têm parentesco com estes conhecidos povos. Os Tupaius, por sua vez, absorveram os costumes desse povo e aprenderam a arte da cerâmica, chegando também a produzir belas peças de artesanato.

PRIMEIRO PREFEITO DE SANTARÉM
Ao contrário do que defende Paulo Rodrigues dos Santos, em seu livro “Tupaiulândia”, o primeiro prefeito de Santarém, sob este título, foi o Cel. Antônio Pinto Brandão.
A partir da implantação do regime republicano no país, a administração municipal e a chefia de polícia nos municípios eram denominadas, respectivamente, Intendência Municipal e Prefeitura de Polícia. Após a Revolução de 1930, a Intendência Municipal passou a chamar-se Prefeitura e a repartição policial Delegacia de Polícia.
O Último Intendente de Santarém foi o Cel. Joaquim de Vasconcelos Braga, que exerceu a função no período de 1924 a 1930, ano de sua renúncia. Para substituí-lo, foi nomeado o Bacharel Osvaldo Cacheté Barreto de Andrade, que não chegou a assumir a Intendência.
No dia 11 de novembro de 1930, o Capitão Joaquim Magalhães Cardoso Barata, assumiu, em Belém, a função de Interventor Federal e nomeou, de imediato, os primeiros “prefeitos” dos municípios paraenses. Para Santarém, o escolhido foi o Coronel da Polícia Militar Antônio Pinto Brandão, que exerceu o cargo 24 de janeiro de 1931, pois havia sido transferido a 30 de dezembro de1930 para o município de Faro. Foi nomeado para substituí-lo o Sr. Ildefonso de Almeida, que é, erroneamente, apontado no livro tupaiulândia como sendo o primeiro prefeito de Santarém sob este título.

O PRIMEIRO JORNAL DE SANTARÉM
O primeiro jornal feito em Santarém, para Santarém, foi o AMAZONIENSE, cujo primeiro número circulou em outubro de1853, cinco anos após Santarém passar a ser cidade. O jornal saía uma vez por semana, o exemplar avulso custava duzentos réis (dois tostões) e a assinatura era por série de 12 números e custava dois mil réis. A Câmara pagava a publicação de seus editais a um vintém por linha. O AMAZONIENSE deixou de existir em meados de 1855.

PRIMEIRO CINEMA DE SANTARÉM
O primeiro cinema de Santarém foi o Cinema Ideal, construído na Praça Monsenhor José Gregório (conhecida como Praça da Matriz), em 1924, por José Franklin de Albuquerque, avô de Raul Franklin Loureiro, que em 1978 construiu e inaugurou, na Avenida Rui Barbosa, o Cinerama, sendo, atualmente, o único em Santarém funcionando com regularidade.
Entretanto, desde de 1912, já eram exibidos no Teatro Vitória, por Samuel Remillard, produções cinematográficas do Gran-Poly-Cinema. E também, muitas outras empresas, que passavam por Santarém, rumo à Manaus, exibiam seus filmes no Teatro Vitória, dentre os quais destacam-se: Rosa do Adro, A Dama de Cinzento, Credo (ou a Tragédia de Lourdes), As Loucas de Paris, e Vida, Paixão e Morte do Senhor Jesus Cristo.

O PRIMEIRO FILME PRODUZIDO EM SANATRÉM
Em 14 de fevereiro de 1933, foi firmado um contrato, entre o norte-americano Jess Lawrence e o prefeito Ildefonso Almeida, para a produção de um filme regional apresentando os melhoramentos introduzidos, nesta cidade, com o advento da revolução de outubro de 1930. O valor do contrato do filme foi de RS 1000$000 (um conto de réis) e o filme foi do gênero jornal em curta metragem e sincronizado com acordes de piano, pois era silencioso.

AS PRIMEIRAS PEÇAS DO TEATRO VITÓRIA
Durante a inauguração do Teatro Vitória, em 28 de junho de 1896, foram encenados dois espetáculos. UMA CHAVENA DE CHÁ, de José Carlos dos Santos, interpretado pelos atores amadores do Clube Dramático; e ENTREI PARA O CLUBE JACOME, do comediógrafo brasileiro França Júnior, interpretado pelos atores amadores Valentin Paz, Manoel Guimarães, Joaquim Braga, Pedro Nogueira e Sebastião Sarmento.

A PRIMEIRA RÁDIO DE SANTARÉM
Inaugurada em outubro de 1948, por Jônatas de Almeida e Silva, a ZYR-9, Rádio Clube de Santarém, com estúdio e transmissores instalados em um prédio na Travessa dos Mártires, foi a primeira rádio de Santarém. Neste mesmo mês, comemorava-se o centenário da elevação de Santarém à categoria de cidade. Dentre as comemorações, a rádio clube destacou-se transmitindo a partida comemorativa entre o Payssandu, de Belém, e o selecionado de Santarém, realizada no Estádio Municipal. O locutor da partida foi o jovem Elias Ribeiro Pinto, Secretário Municipal, o selecionado de Santarém venceu a partida pelo placar de 2 x 1.

PRIMEIRA UNIVERSIDADE DE SANTARÉM
Em setembro de 1983, durante a gestão do Reitor Seixas Lourenço, a Universidade Federal do Pará pôs em prática o Projeto de Interiorização implantando o 1° Campus Avançado da Universidade em Santarém, tendo como coordenadora do Campus Rosilda Von. O primeiro curso ofertado, foi o curso de Pedagogia, com uma turma de 50 (cinqüenta) alunos, dentre eles Anselmo Colares (Jornalista e Professor), Mario Adonis (Professor da Universidade colegiado de Pedagogia) e Gilmar Pereira (Professor), alguns dos formandos de 1987.

PRIMEIRA IGREJA DE SANTARÉM
Em 1661 o Padre João Felipe Bettendorf, contando com a ajuda dos índios Tapajós e de seu auxiliar João Corrêa, que era um excelente carpinteiro, construiu uma igreja de taipa, a primeira igreja da Missão dos Tapajós. No altar central, o Padre Bettendorf pintou a imagem de Nossa Senhora da Conceição, ladeada por Santo Inácio de Loiola, à direita, e São Francisco Xavier, à esquerda. A capela de Nossa Senhora da Conceição ficava no largo do Pelourinho, que era o centro da Vila, onde hoje é a praça Rodrigues dos Santos.
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