sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos Namorados


“Goste de alguém que te ame, alguém que te espere, alguém que te compreenda mesmo nos momentos de loucura;
De alguém que te ajude, que te guie, que seja seu apoio, tua esperança, teu tudo.
Goste de alguém que não te traia, que seja fiel, que sonhe contigo, que só pense em ti, no teu rosto, na tua delicadeza, no teu espírito; E não só no teu corpo, nem em teus bens.
Goste de alguém que te espere até o final, de alguém que sofra junto contigo, que ria junto a ti, que enxugue tuas lágrimas;
Que te abrigues quando necessário, que fique feliz com tuas alegrias e que te dê forças depois de um fracasso.
Goste de alguém que volte para conversar depois da briga, depois do desencontro. De alguém que caminhe junto a ti, que seja companheiro, que respeite tuas fantasias, tuas ilusões.
Goste de alguém que te ame.
Não goste apenas do amor.
Goste de alguém que sinta o mesmo por você.”

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Supremo adia julgamento do diploma de jornalismo

Portal Comunique-se

Por causa do julgamento dos casos Goldman e mensalão, o Supremo Tribunal Federal adiou a análise do Recurso Extraordinário 511961, que trata da obrigatoriedade ou não do diploma de graduação em jornalismo para o exercício da profissão.

É a segunda vez que isso acontece. No dia 01/04, o recurso também não foi discutido por falta de tempo.

A assessoria do STF informa que não existe previsão para que a questão seja novamente incluída na pauta. A expectativa era que o julgamento fosse ao menos iniciado, por esse motivo, estudantes e representantes de sindicatos de todo o País viajaram para Brasília para acompanhar a sessão plenária.

“Quando marcarem uma terceira data a gente vem de novo”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade.

A obrigatoriedade do diploma está temporariamente suspensa desde o final de 2006, quando o relator do processo, ministro Gilmar Mendes, acatou liminar do procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza.

Durante a transmissão da sessão plenária desta quarta-feira na Rádio Justiça, o repórter afirmou que, informações de bastidores dão conta que seis dos onze ministros se posicionaram, não oficialmente, contra a exigência do diploma.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Pato Donald completa 75 anos

O Pato Donald, um dos personagens criados Walt Disney, aquele a quem a vida não para de apresentar dificuldades, mas que luta contra a adversidade com a mesma energia desajeitada, festeja nesta terça-feira (9) seus 75 anos.

Donald apareceu pela primeira vez em 9 de junho de 1934 em um curta-metragem da série dos Silly Symphonies, "A Galinha Espertalhona", adaptada de um conto russo em que uma pequena galinha procura ajuda para plantar um campo de milho. Donald, seu vizinho, fará de tudo para não ter de colocar as mãos na massa.

Donald se torna um herói de desenho animado a partir de 1937. Ele então recebe a companhia de seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho, e da fiel Margarida, da qual mal conhecemos o grau de intimidade com este gentil anti-herói. Em 1947, surge o tio Patinhas.

De bom coração, Donald já exerceu durante estes 75 anos uma centena de profissões, sem realmente convencer em nenhuma delas, além de se ver regularmente sem dinheiro.

Walt Disney quis criar um personagem que fizesse contraponto com Mickey Mouse. E, segundo o site da Disney, o temperamento de Donald lhe valeu rapidamente uma popularidade que fará dele o herói de um número de desenhos animados maior que o do próprio Mickey: 128 exatamente, sem contar suas inúmeras aparições em outros desenhos ao lado de Mickey e Pluto, por exemplo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

ONG divulga imagem de como seria Anne Frank aos 80 anos

Adolescente morta em campo de concentração nazista ficou famosa pelos diários que escreveu durante a Segunda Guerra.

Anne Frank, a adolescente judia que ficou famosa após a morte, quando seus diários foram publicados, faria 80 anos este mês se tivesse sobrevivido à Segunda Guerra Mundial.

Para marcar a data, o Anne Frank Trust-UK, da Grã-Bretanha, divulgou uma fotografia de como seria a aparência dela no aniversário, no dia 12 de junho.
Anne Frank morreu de tifo no campo de concentração de Bergen-Belsen em 1944, poucos meses antes do fim da guerra. Seu pai, Otto Frank, foi o único da família a sobreviver.

Junto com a secretária, Miep Gies, ele compilou as anotações da filha em um livro que foi publicado em 1947. A obra foi traduzida para vários idiomas e vendeu dezenas de milhares de cópias até hoje. A menina escreveu suas observações durante o tempo em que a família ficou escondida em uma casa em Amsterdã, na Holanda, para escapar do holocausto nazista.

Ao divulgar a foto, Anne Frank Trust-UK quer chamar a atenção para os milhões de jovens que morrem vítimas de guerras e perseguição hoje.

"Infelizmente só podemos imaginar como a vida dela teria sido", disse a diretora executiva do Trust, Gillian Walnes.

sábado, 6 de junho de 2009

Supremo julga obrigatoriedade do diploma no dia 10/06



Portal Comunique-se


O Supremo Tribunal Federal inseriu na pauta da próxima quarta-feira (10/06) o julgamento da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Porém, existe a possibilidade do julgamento ser adiado novamente, já que o ministro Marco Aurélio declarou que levará o caso do menino Sean para ser apreciado na próxima sessão plenária.

O julgamento do Recurso Extraordinário 511961, que questiona a necessidade de formação superior para a obtenção do registro profissional, já foi adiado em uma oportunidade. Ele foi inserido na pauta do dia 01/04, mas não foi discutido por falta de tempo na sessão.

A discussão em torno do tema teve início em 2001, quando a juíza Carla Rister concedeu liminar suspendendo a exigência do diploma, acatando pedido do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo.

Em 2005, o Tribunal Regional Federal revogou o entendimento de primeira instância, e o diploma voltou a ser obrigatório. Entretanto, o Ministério Público Federal recorreu e o caso foi para o STF.

No final de 2006, o relator do processo, ministro Gilmar Mendes, suspendeu temporariamente a obrigatoriedade do diploma até que o caso seja julgado no Tribunal, o que pode acontecer na próxima semana.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Submarino que encontrou Titanic será usado em busca de caixa-preta

O Nautile, equipado de braços motores e pinças, está sendo levado para área a 700 Km de Fernando de Noronha.

da BBC

O mini-submarino francês Nautile, usado em operações de busca das carcaças do Titanic, deverá participar do resgate das caixas-pretas do avião da Air France que caiu no Atlântico na segunda-feira.

O Nautile, que também ajudou nas buscas pelo petroleiro Prestige, que causou um desastre ecológico na Europa em 2002, está sendo levado para o local onde os destroços do avião foram vistos a cerca de 700 quilômetros de Fernando de Noronha, pelo navio francês Pourquoi Pas.

O mini-submarino, normalmente operado por dois pilotos e um observador, é equipado com braços motores e pinças e pertence ao Instituto Francês de Pesquisas para a Exploração do Mar (Ifremer, na sigla em francês). Ele deve integrar as operações de busca a pedido do governo francês.

O Nautile foi o primeiro submarino a alcançar a carcaça do Titanic, que estava no fundo do mar desde 1912, depois que o navio foi detectado por sonares franceses no Atlântico Norte.

Desde o início de suas operações, em 1984, o Nautile já realizou mais de 1,5 mil trabalhos de busca. O submarino pode mergulhar a profundidades de até 6 mil metros.

O ministro francês dos Transportes, Jean-Louis Borloo, solicitou que o navio Pourquoi pas, em missão nos Açores, se dirija imediatamente ao local das buscas para ficar à disposição do núcleo de coordenação do Estado Maior das Forças Armadas da França.

O Pourquoi Pas deve chegar à área em oito dias, disse à BBC Brasil o porta-voz do Estado Maior das Forças Armadas da França, comandante Christophe Prazuck.

A missão do Pourquoi Pas é tentar localizar e recuperar as caixas pretas do avião da Air France.

Com esse navio equipado de um robô e do mini-submarino Nautile, o governo francês quer reforçar os meios mobilizados na realização das buscas.

CAIXAS PRETAS
O objetivo prioritário é recuperar as caixas pretas do avião, que emitem sinais durante 30 dias. Para isso, a primeira tarefa será localizar de maneira mais precisa a possível área onde o aparelho caiu, afirma Olivier Lefort, diretor de operações navais do Ifremer.

Segundo Lefort, a área em que foram encontrados destroços do avião vai servir de ponto de partida para calcular o possível o ponto de impacto da nave.

Quando a área em que estão as caixas pretas for localizada, o que pode ocorrer inclusive com a utilização de um sonar, os dois equipamentos a bordo do Pourquoi Pas, o submarino Nautile e o robô Victor, devem ser acionados para recuperá-las.

Na avaliação do diretor do Ifremer, o Nautile, equipado com um sonar lateral, é melhor adaptado às operações de localização, já que o submarino é ocupado por dois pilotos e um observador.

"O olho humano tem maior precisão do que as câmeras de vídeo e de foto do robô", afirma Lefort.

Mas tanto o Nautile quanto o robô não podem serrar a fuselagem do avião, se for necessário.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Família sueca que temia acidentes viajou em voos diferentes

Christine Badre Schnabl viajou com o filho de cinco anos no voo 447, diz jornal; família sempre se separava por precaução.

O desaparecimento do vôo 447 da Air France separou uma família sueca que sempre teve o cuidado de tomar a mesma precaução: viajar em aviões separados, a fim de evitar que, em caso de acidente, os filhos perdessem o pai e a mãe ao mesmo tempo.

Por temor de desastres aéreos, a sueca Christine Badre Schnabl e o marido também embarcavam em voos diferentes quando viajavam com os dois filhos do casal. No domingo, ao embarcarem no Rio de Janeiro com destino à Suécia, também foi assim.

Segundo o jornal sueco "Expressen", o marido pegou um voo mais cedo, junto com a filha de três anos de idade. Christine, acompanhada pelo filho mais velho do casal, Philipe, de cinco anos de idade, embarcou no voo 447 da Air France, que desapareceria horas depois sobre o Oceano Atlântico.

O plano era reunir a família no aeroporto Charles de Gaulle de Paris, de onde seguiriam viagem para a Suécia. O marido, cuja identidade não foi revelada pelo jornal, esperou em vão por notícias no aeroporto durante toda a segunda-feira.

À noite, já sem esperanças, embarcou com a filha para Estocolmo, onde a mãe de Christine, Annika Badre, os aguardava em estado de choque.
"Não consigo acreditar que Christine e meu neto não vão mais voltar, isso é terrível", disse Annika Badre ao "Expressen".

"Falei com Christine pelo telefone, momentos antes de ela embarcar. Ela era cheia de vida e amada por todos", acrescentou ela.

Férias
Christine Badre Schnabl, de 34 anos, vivia havia dez anos no Rio de Janeiro e estava voltando com a família para passar as férias na Suécia.

Ela trabalhava como engenheira civil na câmara de comércio do consulado norueguês. Anteriormente, trabalhou no consulado da Suécia, onde tinha sido contratada pela então embaixadora sueca no Brasil, Margareta Winsberg.

"Eu mesma a entrevistei. Havia entrevistado vários candidatos, mas Christine era extremamente competente", contou Margareta Winsberg ao "Expressen".

Segundo a ex-embaixadora, Christine era extremamente ativa em um projeto que ajudava mães pobres em favelas do Rio de Janeiro.

De acordo com o jornal, a igreja escandinava no Rio de Janeiro mantém uma vigília desde a noite de segunda-feira para todos que queiram acender uma vela por Christine e os demais passageiros do voo desaparecido da Air France.

No total, segundo a Air France, o Airbus A330-200 levava 216 passageiros, sendo 58 brasileiros, 61 franceses e 97 de mais 30 diferentes nacionalidades, além da tripulação de 12 pessoas.
Pelo menos 36 nomes de passageiros do vôo AF 447 da Air France, que fazia a rota entre Rio de Janeiro e Paris e está desaparecido desde a madrugada desta segunda-feira, já são conhecidos. Os nomes foram divulgados por empresas e familiares dos passageiros.

Três funcionários da Michelin, três da StatoilHydro, duas da Petrobras, dois da Vale do Rio Doce, o presidente do conselho administrativo da ThyssenKrupp CSA, um assessor do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, três membros da ONG italiana Trentini nel Mondo e dois da brasileira Viva Rio e um mecânico estão na lista.

A família Orleans e Bragança, herdeira da família real brasileira, confirmou que o príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, também estava no voo. Descendente de Dom Pedro 2º e filho do príncipe Dom Antônio, Pedro Luis, 26, é o quarto na linha sucessória do trono.

A lista oficial de passageiros não havia sido divulgada até as 20h30. A Air France informou que só irá informar publicamente os nomes após a checagem da nacionalidade dos passageiros junto à Polícia Federal no Brasil e após informar diretamente aos familiares dos passageiros desaparecidos.

A companhia montou um centro de gerenciamento da crise em Paris. No Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão) há uma sala para onde todos os parentes de possíveis vítimas estão sendo encaminhados.

Veja a relação de passageiros:
1. Andrés Suárez Montes, engenheiro natural da província espanhola de Sevilha;

2. Adriana Francisco Sluijs, assessora da presidência da Petrobras;

3. Ana Carolina Rodrigues, membro da ONG Viva Rio;

4. Antonio Gueiros, diretor da Michelin na América do Sul;

5. Berg Andersen, norueguês funcionário da StatoilHydro;

6. Bianca Machado Cotta, recém-formada em Medicina;

7. Carlos Eduardo Lopes de Mello, procurador federal;

8. Christine Pieraerts, funcionária da Michelin na França;

9. Deise Possamai, fiscal de tributo;

10. Erich Heine, presidente do conselho administrativo da ThyssenKrupp CSA;

11. Gianbattista Lenzi, membro da ONG italiana Trentini nel Mondo;

12. Gustavo Peretti, funcionário brasileiro da StatoilHydro;

13. Hilton Jadir de Souza, engenheiro da Petrobrás;

14. Izabela Maria Furtado Kestler, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);

15. José Roberto Gomes, professor do Instituto de Administração da Pontífica Universidade Católica do Rio (PUC-Rio);

16. José Ronnel Amorim ;

17. João Marques da Silva Filho; engenheiros do Estaleiro Atlântico Sul;

18. Júlia Chaves de Miranda Schmidt, advogada mineira;

19. Juliana Ferreira Braga de Aquino, cantora;

20. Letícia Chem, gerente da Oi;

21. Luigi Zortea, membro da ONG italiana Trentini nel Mondo;

22. Luis Claudio Monlevad, empregado da empresa de tubulações Saint-Gobain;

23. Luis Roberto Anastácio, presidente da Michelin na América do Sul;

24. Marcelo Parente, assessor do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes;

25. Marcela Pellizon, funcionária brasileira da StatoilHydro;

26. Marco Antônio Camargo Mendonça, diretor de ferros e ligas da companhia Vale do Rio Doce;

27. Mateus Nazareth Ceva Antunes;

28. Nelson Marinho Filho, mecânico;

29. Octavio Augusto Ceva Antunes, professor do Instituto de Química da UFRJ;

30. Pablo Dreyfus, membro da ONG Viva Rio;

31. Patrícia Nazareth Ceva Antunes; mulher do professor da UFRJ;

32. Pedro Luis de Orleans e Bragança, príncipe descendente de D. Pedro II;

33. Rino Zandonai, membro da ONG italiana Trentini nel Mondo;

34. Roberto Correa Chem, cirurgião plástico;

35. Silvio Barbato, ex-diretor musical da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro;

36. Vera Chem, psicóloga clínica;

Passageiros
O presidente da Air France, Pierre-Henry Gourgeon, informou que 61 franceses e 58 brasileiros estavam na aeronave da companhia que desapareceu no Oceano Atlântico, quando fazia a viagem entre o Rio de Janeiro e Paris, na França. Anteriormente, o gerente da Air France no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), Jorge Assunção, disse que 80 brasileiros e 73 franceses estavam no vôo.
Gourgeon afirmou que "149 passageiros estariam em conexão. Por isso a dificuldade em determinar a nacionalidade".

O acidente
O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília). De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o vôo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal. Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.
A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mylena Ciribelli não vai renovar com a Globo e deve fechar com a Record

Mylena Ciribelli e TV Globo não chegaram a um acordo nesta quarta-feira (27/05) e o contrato da jornalista com a emissora, que vence no dia 31/05, não será renovado. As informações do mercado dão conta de que na próxima segunda-feira (01/06) a Record pode se manifestar sobre uma possível contratação da apresentadora.

Ela deverá reforçar a equipe esportiva que terá muito trabalho pela frente. A Record comprou os direitos de transmissão dos Jogos de Inverno de Vancouver (2010), do Pan de Guadalajara (2011), da Olimpíada de Londres (2012) e dos Jogos Pan-Americanos de 2015.

Profissionais que trabalham na Globo estão constantemente na mira da Record. As mais recentes contratações foram do repórter Vinícius Dônola, que trabalhou no Fantástico nos últimos quatro anos. Ele foi contratado para fazer reportagens para o Domingo Espetacular, Jornal da Record e Câmera Record. Desde março integra o novo núcleo de reportagens especiais da emissora no Rio, composto por novos editores, produtores e cinegrafistas, e por profissionais que já exerciam essas funções.

Na mesma época, foram contratados Dario Leite, hoje chefe de reportagem, e Marcos Silveira, o diretor de eventos esportivos, ambos em São Paulo.

Em fevereiro, foi a fez do jornalista Sérgio Hilinsky, que assumiu a coordenação de esportes da Record. Ele deixou 15 anos do departamento de esportes da Globo.

Oscar Schmidt também deixou a Globo rumo à Record. “Decidi fechar com a Record porque ela tem os direitos das próximas Olimpíadas, de dois Panamericanos e das Olimpíadas de Inverno. Eu serei o embaixador de esporte do canal. Fiquei honrado com o convite. Na Globo, o meu trabalho se limitava a ser comentarista de basquete, apesar de ter tentado fazer mais coisas. Até que apareceu essa proposta encantadora da Record e decidi aceitar”, disse ele ao Comunique-se em fevereiro passado.

A Globo chegou a exigir que Schmidt cumprisse o contrato que tinha com ela até 2011, mas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu liminar que o obrigava a permanecer na emissora carioca.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Comissão do MEC: profissionais divergem sobre especialização em jornalismo

A especialização em Jornalismo foi um dos temas discutidos na terceira e última audiência pública do MEC sobre a revisão das diretrizes curriculares dos cursos de jornalismo, nesta segunda-feira, em São Paulo. “Existe uma necessidade de especialização, assim como acontece na Medicina, no Direito, e em outras áreas”, afirmou JB Oliveira, jornalista e presidente da Comissão de Relações Corporativas e Institucionais da OAB-SP, que abriu a audiência.

Caio Túlio Costa compartilhou a mesma opinião. “Defendo a formação ética e humanística e acredito que profissionais de outras áreas poderiam fazer uma especialização em Jornalismo”, alegou.

“Não me parece algo pertinente com o que estamos discutindo aqui, pensar em uma especialização em jornalismo de dois anos. Como proporcionar todos esses conhecimentos que estamos discutindo nesse curto período? Isso quer dizer que qualquer um poderia fazer Jornalismo”, contestou Celso Augusto Schröder, coordenador do Fórum Nacional de Democratização da Informação e vice-presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj).

Schröder se referia a alguns temas apontados na audiência para as novas diretrizes dos cursos deJjornalismo, como multimídia, ética, políticas públicas, terceiro setor, regras e acordos internacionais, técnicas de investigação, linguagem visual e matemática, além da formação crítica. “Não vejo tempo para que todo esse conteúdo seja contemplado”, afirmou.

Sérgio Gomes, diretor da Oboré, também discutiu as exigências da profissão e o tempo para que o profissional adquira essa formação. “Não vejo tempo real para todos esses temas. Estão pensando em formar um senhor do conhecimento, um renascentista, que no fim irá ganhar quanto?”, indagou Gomes, destacando o reconhecimento na profissão.

Os participantes também discutiram a falta de atualização das grades curriculares em relação ao mercado de trabalho. “Essas divisões de jornalismo impresso, jornalismo radiofônico não fazem mais sentido. Parece que as escolas de Jornalismo estão formando jornalistas para a década de 70”, disse Eugênio Bucci.

“Muitos profissionais entram na faculdade pensando em atuar nas redações e acabam encontrando mais oportunidades na comunicação corporativa, muitas vezes sem estarem preparados. Por esse motivo acredito que deve haver alguma especialização nessa área, talvez no último ano de faculdade”, defendeu, entre outras sugestões, Eduardo Ribeiro, diretor da Mega Brasil.

Além desses convidados, a comissão de especialistas, presidida por José Marques de Mello e formada por Carlos Chaparro, Sérgio Mattos e Eduardo Meditsch, entre outros, ouviu representantes da sociedade civil, entidades do terceiro setor, estudantes e profissionais de outras áreas.

Hoje a Comissão de Especialistas se reúne para discutir os temas apontados na audiência e até o início de agosto deve concluir o relatório para as novas diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. “Todo o conteúdo será avaliado e discutido. A intenção é que, se homologado, até 2010 estas diretrizes já estejam em vigor”, afirmou Cleunice Rehem, representante da Secretaria de Educação Superior (SESU/MEC).

“Devemos lembrar que isso não cabe somente ao MEC. Se a sociedade civil não se organizar, não teremos resultados plausíveis”, enfatizou Mello ao encerrar a audiência.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Passeata dos sem-namorado


Evento acontece no domingo (17) em SP e na sexta (15) no Rio. Participantes têm em comum a vontade de conhecer ‘alguém legal’.

G1

Às vésperas do Dia dos Namorados, a empresária Erica Gracio, de 24 anos, e a publicitária Márcia Talankas, de 28 anos, estão solteiras. Já a estudante Fernanda Portela, de 23 anos, nunca teve um relacionamento de verdade. “Eu nunca namorei sério porque, para namorar, você precisa colocar tanta energia em uma relação que ainda não achei alguém que valha a pena todo esse investimento”, lamenta Fernanda.

Por causa da dificuldade em encontrar um pretendente interessante para engatar uma relação de verdade, as jovens ingressaram no movimento dos sem-namorado. Não que a solteirice seja um problema para elas, afirmam as paulistanas, mas aliar a chance de conhecer alguém legal a uma manifestação descontraída com direito a passeata de solteiros - com hora e local marcados - pareceu-lhes uma ótima idéia.

Por trás do movimento, está um site de relacionamentos que programou duas passeatas. A primeira será nesta sexta-feira (15), no Rio de Janeiro. No domingo (17), é a vez de os paulistanos darem uma chance à sorte e, quem sabe, chegar ao Dia dos Namorados em boa companhia. “A nossa manifestação não tem invasões nem armas, só paz e amor”, brinca Claudio Gandelman, responsável pelo evento.

A ideia, diz ele, é reunir pessoas que talvez nunca se conhecessem por não frequentarem a mesma academia, balada, bar ou faculdade, por exemplo. “Todos vão encontrar pessoas que estão buscando a mesma coisa que eles”, afirma Gandelman.

Assim, Erica, Fernanda e Márcia já têm encontro marcado no domingo, no Parque do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. “Fico feliz porque não estou sozinha nessa”, brinca Márcia, que pretende levar algumas amigas e, no mínimo, ter uma tarde agradável no parque.

“Não adianta chegar lá com o intuito de dizer que homem não presta. Quem vai para a passeata tem de baixar a guarda, não ser muito gato escaldado e dar uma chance para conhecer pessoas novas. Se não gostar, vira a fala: ‘Não!’ ou ‘Sai fora!’”, sugere a publicitária.

Manual de boas maneiras
Apesar de solteiras, as meninas avisam que não pretendem terminar a passeata já de mãos dadas com algum pretendente. São elas que dão as dicas para os rapazes solteiros: “Não me venham com um: ‘Você vem sempre aqui?’ e nem com aquela conversa de bar ou de balada”, dispara Márcia. “Se a gente vai para a passeata, é para fugir desse perfil cafajeste”, complementa Fernanda.

Os moços também devem aproveitar o evento inusitado para exercitar o bom humor. “Se o cara é engraçado, sem ser pastelão, esse é o primeiro passo para não ser dispensado”, complementa a publicitária. Para Erica, ser simpático é indispensável. “Ao abordar, precisa demonstrar interesse em conhecer a pessoa. A partir disso, dá para saber se há interesses em comum, como gostar dos mesmos lugares”, dá a dica.

A organização do evento espera reunir mais de mil pessoas no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Rio, a concentração será ao meio-dia na Candelária e o evento está previsto para acabar às 14h. Em São Paulo, a turma dos solteiros irá se concentrar na marquise do Parque do Ibirapuera, às 15h, e a passeata pelo parque deve se estender até as 17h.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Jornalista iraniano-americana presa no Irã é libertada

Roxana Saberi teve pena reduzida por tribunal de apelação.Ex-miss havia sido condenada por espionagem pró-EUA.

G1

A jornalista iraniano-americana Roxana Saberi foi libertada nesta segunda-feira (11), depois que uma corte de apelação reduziu sua sentença de espionagem, de oito anos para dois anos com suspensão de pena.

O julgamento da apelação ocorreu no domingo, mas o veredicto ainda não havia sido anunciado. Segundo o advogado de Roxana, ela será proibida de exercer o jornalismo no país durante cinco anos.


Roxana chegou a fazer greve de fome no cárcere em protesto contra sua condenação, segundo a sua família.

A jornalista foi Miss Dakota do Norte em 1997 e esteve entre as dez finalistas do Miss América naquele ano. Sua mãe, Akiko, é japonesa, e seu pai é iraniano. Ela nasceu nos EUA e cresceu em Fargo, Dakota do Norte. Roxana foi detida em janeiro em Teerã, onde mora desde 2003, e condenada em abril a oito anos de prisão por um tribunal revolucionário da capital iraniana acusada de espionagem a favor dos Estados Unidos. A sentença foi duramente criticada pelo Departamento de Estado dos EUA e pelo presidente Barack Obama.

sábado, 9 de maio de 2009

REVANCHE DA MULHERADA!!


CORAÇÃO DE MULHER É IGUAL A CIRCO:
Sempre tem um lugar para mais um palhaço...

O QUE SE DEVE DAR A UM HOMEM QUE PENSA QUE TEM TUDO?
Uma mulher para ensiná-lo como funciona!

POR QUE OS HOMENS QUEREM CASAR COM VIRGENS?
Porque eles não suportam críticas!

COMO SE CHAMA UM HOMEM INTERESSANTE NO BRASIL?
Turista.

POR QUE APENAS 10% DOS HOMENS VÃO PARA O CÉU?
Porque se todos fossem, seria o inferno!

QUAL O NOME DA DOENÇA QUE PARALISA AS MULHERES DA CINTURA PARA BAIXO?
Casamento.

O QUE ACONTECEU À MULHER QUE CONSEGUIU ENTENDER OS HOMENS?
Ela morreu de tanto rir e não teve tempo de contar a ninguém.

POR QUE OS HOMENS TÊM A CONSCIÊNCIA LIMPA?
Porque nunca a usam.

POR QUE DEUS CRIOU PRIMEIRO O HOMEM E DEPOIS A MULHER?
Porque as experiências são feitas primeiro com animais e depois com humanos!!!

POR QUE OS HOMENS GOSTAM DE MULHERES INTELIGENTES?
Um dia, as frutas amadurecem...

QUAL A SEMELHANÇA ENTRE O HOMEM E O CARACOL?
Ambos se arrastam, tem chifres e acreditam que a casa é deles!!

POR QUE SÃO NECESSÁRIOS MILHÕES DE ESPERMATOZÓIDES PARA FECUNDAR UM ÚNICO ÓVULO?
Porque os espermatozóides são masculinos e se negam a perguntar o caminho!!

QUANDO É QUE UM HOMEM PERDE 90% DE SUA INTELIGÊNCIA?
Quando fica viúvo!!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ana Paula Padrão conta que relutou em voltar a bancada de um telejornal




Ana Paula Padrão se prepara para se dividir entre a bancada do Jornal da Record e reportagens para a emissora. Aliás, foi essa a proposta que ela considerou tentadora. Não queria deixar a reportagem de lado, embora tenha consciência de que sua presença na bancada seja uma demanda do mercado e do público. As negociações com a Record começaram há dois meses.

“Sou repórter, minha carreira inteira foi feita em reportagem. Nos últimos dois anos, por causa do programa no SBT [SBT Realidade], estava conseguindo alcançar novamente isso. Achei que tinha conseguindo voltar a um caminho, com reportagens mais longas. Não esperava essa demanda por bancada de novo. Pensei que pudesse reverter isso”, conta.

Mas, segundo Ana Paula, graças a uma conversa com o marido, percebeu que não poderia virar as costas para o mercado. “Ele lembrou que as pessoas nas ruas me paravam e perguntavam quando me veriam de novo como apresentadora. As conversas com a Record incluíram reportagens e ficaram cada vez mais interessantes. Vou poder fazer também o que eu gosto de fazer”.

“Percebi que a gente não manda na nossa carreira. Você pode administrar situações e estou administrando essa. Acho que encontrei um super acordo que vai me permitir fazer o que gosto e dar a eles o que querem que eu faça”, constata.

A Record deve formar um núcleo de reportagens para produzir e editar matérias de Ana Paula Padrão. “Não sei ainda quem vai fazer parte deste núcleo”.

Como pediu um mês para se organizar na sua produtora Touraeg, o trabalho no Jornal da Record deve ter início em junho. “Minha empresa tem dois anos. No primeiro ano a minha presença era muito importante. Todos daqui estão entusiasmados. Vou ter menos tempo para vir mas se puder passar todos os dias pela manhã, já está ótimo”.


A despedida do SBT

A jornalista garante que a saída do SBT não teve relação com outros convites. “O problema é que o projeto do SBT não cabe no que eu posso entregar. Na Record, estão me oferecendo estrutura para fazer reportagem, com horário razoável. Vou ajudar a fechar o jornal, mas não vou ter responsabilidade editorial. Às vezes isso não permite fazer uma boa apuração e reportagem”.

Ela avalia os quatro anos que passou no SBT como um “período ótimo”. “O Silvio [Santos] me deu oportunidade de mudar a minha vida. Precisava muito naquele momento. Estava cansada, exausta e no momento certo ele me deu a chance. Sofri menos a inconstância de grade que outros profissionais que eu conheço. Tenho o maior respeito por ele e pela Casa”, diz, referindo-se à turbulenta decisão de deixar a TV Globo, que chegou, na época, a exigir que ela cumprisse o contrato até o fim.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Jornalista americana presa no Irã é hospitalizada


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A jornalista Americana Roxana Saberi, condenada a oito anos de prisão no Irã, foi hospitalizada na última sexta-feira (01/05) em decorrência da greve de fome que mantém como forma de protesto, informa a organização Repórteres Sem Fronteiras.

De acordo com a organização, ela foi levada a uma clínica na prisão Evin, em Teerã, onde está presa desde janeiro. Ela foi liberada da clínica um dia depois, após ter ingerido água.

Roxana está em greve de fome desde o dia 21/04. Na semana passada, quatro integrantes da RSF, incluindo o secretário-geral, iniciaram uma greve de fome em solidariedade à jornalista. O protesto da entidade foi criticado pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã.

“O judiciário iraniano é um corpo independente e qualquer tentativa de interferência estrangeira vai contra as medidas internacionais”, afirmou o porta-voz do ministério Hasan Qashqavi nesta segunda-feira.

Revisão justa
No sábado, o ministro das Relações Exteriores do país, Manoucher Mottaki, em encontro com o ministro japonês Hirofumi Nakasone, afirmou que a sentença dada a Roxana será revista “justa e humanamente”.
O governo japonês se mostra preocupado com a situação da jornalista. Roxana nasceu nos Estados Unidos, mas é filha de pai iraniano e mãe japonesa.


Com informações da Reuters e da AP.

PRA QUE SERVE UM AMIGO?

Pra que serve um amigo?
Pra tanta coisa..... não é?

Para Instalar o XP no computadore não cobrar nada, mesmo perdendo horas e horas a fio!

Para trazer muamba do Paraguai e quase ser preso!

Para emprestar o carro e recebê-lo de volta com multa e 21 pontos na carteira.

Pra rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um cd, dar carona para festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra.

Todas as alternativas estão corretas,
porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

A amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu.

Um amigo não racha apenas a gasolina:
racha lembranças, crises e choro, experiências.
Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha.
Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um cd.
Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas para festa.
Te leva para o mundo dele e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola...
Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping.
Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo,
sai do fracasso ao teu lado.

Segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim, talvez, ninguém tem...
Se tiver um, amém!

Anonimo

segunda-feira, 4 de maio de 2009

TRI CAMPEÃO CARIOCA!!!



E mais uma vez a nação rubro-negra tem um domingo de paz e muita felicidade, porque o melhor time do Brasil, mais uma vez não decepcionou e carregou a taça de campeão. Os verdadeiros campeões e os verdaderos heróis são aqueles que se mostram no momento decisivo. São os que assumem a responsabilidade e com garra conquistam seus objetivos. Não adianta fazer uma boa campanha porque em uma partida em que se decide o campeonato, vence a equipe mais bem preparada emocionalmente para aguentar a pressão de uma final. E o flamengo não costuma falhar.
VALEU MENGÃO!!!!

sábado, 2 de maio de 2009

As histórias e parcerias do Clube da Esquina


Livro reúne fotos e depoimentos dos integrantes do grupo que revolucionou a música brasileira na década de 70. “A gravadora nem queria aceitar o projeto”, conta Lô Borges


Danilo Casaletti


Eu já estou com o pé nessa estrada/ Qualquer dia a gente se vê/ Sei que nada será como antes/ Amanhã. Os versos da canção Nada será como antes (Milton Nascimento/ Ronaldo Bastos) revela o espírito com que uma turma de garotos entrou em estúdio em 1972 para gravar um disco que mudaria os rumos da música brasileira. A história do grupo é contada no livro Coração Americano - 35 anos do álbum Clube da Esquina (Editora Prax), que acaba de ser lançado.


No livro, textos e imagens organizados por Andréa Estanislau ilustram o que foi o encontro de jovens músicos que se encontravam na esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, para tocar violão. Depois do lançamento do disco, o som deles - que trazia novidades harmônicas e estéticas para a música brasileira - ganhou o país e o mundo.


Na época do lançamento do primeiro volume do Clube, em 1972, Milton Nascimento já era famoso. Tinha participado de festivais de música e sua composição Travessia já era conhecida do grande público. Até Elis Regina, uma das cantoras mais consagradas da época, havia gravado suas canções. Coube a ele então a missão de convencer a sua gravadora, a EMI-Odeon, a apostar naquela reunião de garotos que tão a fim de fazer um novo som e, mais que isso, lançar um disco duplo. "A gravadora não queria bancar o projeto. Milton bateu o pé e disse que iria procurar outra que se interessasse pelo disco", diz o músico Lô Borges, em entrevista a ÉPOCA. Lô tinha apenas 20 anos quando assinou a capa ao lado do amigo Milton.


Segundo Lô, ele, Milton e toda a turma - Beto Guedes, Toninho Horta, Wagner Tiso, Tavito, Nelson Ângelo, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Marcio Borges, entre outros - não tinham consciência do impacto que o álbum causaria. “Queríamos fazer música, tocar nossas canções. Tudo foi acontecendo naturalmente, durante as gravações mesmo”, conta. Para ele, o disco consegue ter unidade mesmo com as diferentes sonoridades propostas por ele e por Milton. “Agradeço por eles terem entendido o que eu queria dizer, meu novo jeito de compor e tocar que tinha uma clara inspiração nos Beatles. Eu fui um dos primeiros a compor baladas aqui no Brasil”, afirma Lô.


As músicas do Clube chamaram a atenção de uma geração de artistas. Elis, por exemplo, gravou Cais e Nada será como antes, em 1972, e, em 1980, uma nova versão para o Trem Azul. Tom Jobim registrou a mesma canção, na década de 90. "Ter sido gravado por Elis e Tom, para mim, valeu mais do que ter vendido um milhão de cópias de qualquer disco”, diz Lô. Apesar de conviver com o "fantasma" do Clube até hoje - não há apresentação em que não peçam para cantar as músicas do grupo ou que fãs não cobrem um novo encontro dos amigos -, Lô é categórico ao afirmar que os dois discos e a reunião com seus amigos só lhe trouxeram alegrias na carreira. "O disco ter sido citado em 1001 Álbuns que você deve ouvir antes de morrer, do crítico Robert Dimery, é sinal de que fizemos um trabalho de qualidade”.
O segundo volume do Clube da Esquina foi lançado em 1978. Desta vez, além dos antigos parceiros do Clube, Milton, mais uma vez mentor do projeto, trouxe novos amigos, como as cantoras Elis Regina e Joyce e os compositores Chico Buarque, Ana Terra e Danilo Caymmi. No ano passado, a gravadora EMI lançou os dois discos em uma edição comemorativa.


Um terceiro disco? Lô não acredita nessa possibilidade. “Isso teria que partir do Milton, mas acho que ele não está voltado para isso. A chance de isso acontecer é muito remota”. Enquanto isso, o músico reforça sua parceria com outro mineiro, Samuel Rosa, vocalista do Skank. Os dois devem lançar juntos, neste ano, um CD e um DVD para comemorar os 10 anos de parceria. “A simbiose entre Samuel Rosa e Lô Borges cria algo novo, que não é nem Skank e nem Clube da Esquina”, diz Lô. Além desse projeto, Lô também pretende lançar um disco gravado no ano passado junto com a Orquestra Sinfônica de Belo Horizonte.

Dica: Mercado de Trabalho

Você é uma referência em seu trabalho?


Uniglobo

No ambiente de trabalho, quando alguém tem uma dúvida na atividade, recorre a você para perguntar sobre o assunto? Antes de tomarem determinadas atitudes, os colegas da sua equipe costumam consultá-lo? Já viu alguém copiar uma atitude sua, ou uma forma que realizou seu trabalho? Se você se depara com esse tipo de situação a todo o momento, pode ter certeza: você é uma referência para a equipe.

Enfim, de acordo com o gerente da Robert Half, Fabio Saad, "quando as pessoas o respeitam e ouvem com atenção o que você diz, com o objetivo de aprimorar o próprio trabalho, além de o recomendarem a outras pessoas e promoverem suas realizações ou postura, de forma natural", pode-se dizer que você é uma referência no trabalho.

Já para o diretor executivo Arlindo Felipe Jr., o profissional é uma referência quando ele tem autoridade moral, o que pode ser percebido por meio de consultas dos colegas, validação, verificação, de maneira formal ou informal.

"O profissional referência tem um comportamento natural no domínio do assunto, normalmente suas soluções ou opiniões são com base em fatos e não "by the book" - nada contra auxílio teórico, é que nos momentos mais críticos ou mais importantes, nem sempre encontramos as respostas nos livros e sim na competência do capital humano".

Profissional referência: quem é ele?

Ele não é necessariamente o líder da equipe, uma vez que qualquer um pode ser uma referência para um determinado assunto. Por esse motivo, pode causar ciúmes até mesmo na liderança.

De acordo com Saad, em caso de referência positiva, o profissional pode causar sentimentos ruins nos colegas de trabalho, como ciúmes, inveja, raiva e etc. "Neste caso, a referência precisa saber lidar com isso. Manter a humildade pode amenizar os impactos desses sentimentos", afirmou o gerente.
Saad ainda afirmou que ele não é, necessariamente, aquele que está há mais tempo na empresa: "a referência é atemporal", explicou.

Como chegar lá?
Para se tornar um profissional referência em qualquer empresa pela qual passar, o importante é "trabalhar com dedicação, buscando sempre o melhor para a empresa, ser ético e promover os resultados importantes para o grupo", nas palavras de Saad.

Por isso, para se tornar uma referência, é necessário um tempo mínimo para as pessoas o conhecerem e ao seu trabalho. Nem sempre quem chega na companhia já é uma referência, a não ser que tenha muito reconhecimento na área em que atua.

De acordo com o diretor executivo, isso acontece de forma natural. O profissional referência gosta do que faz e é aplicado na absorção de novas informações técnicas, porque sente prazer na realização de suas atividades, comportamento que é percebido naturalmente.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

ENEM: Colégio Dom Amando lidera ranking em Santarém


Colégios particulares de Santarém tiram as maiores notas do ENEM


O Ministério da Educação divulgou nesta terça feira (28) a relação das médias das escolas, que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio em 2008.


Segundo a nota técnica do MEC, os resultados disponibilizados referem-se às notas médias, por estabelecimento de ensino, obtidas no Enem do ano passado para os alunos concluintes da escola. As informações quanto à situação de conclusão dos estudantes no Ensino Médio foram extraídas a partir do cruzamento entre os alunos participantes do Enem e os declarados nas séries finais do Ensino Médio no Censo Escolar de 2008, que adota o aluno como unidade de informação.


Em Santarém, a escola que obteve a melhor nota foi o Colégio Dom Amando, com média geral de 61,45. O Colégio Cristo Salvador, ficou em segundo lugar com média 61,10, seguido do Colégio Tapajós com média de 56,42. Em quarto lugar está o Colégio Santa Clara com 57, 32. As quatro primeiras instituições pertencem à rede privada de ensino.


Em quinto e sexto lugar respectivamente, aparecem dois estabelecimentos conveniados ao Estado. A Escola Diocesana São Francisco tirou média 55,46. Depois em sexto o Colégio Diocesano São Raimundo Nonato com média 53,89.


O Álvaro Adolfo, maior estabelecimento de ensino público de Santarém tirou média 48,68, ficando entre os dez mais bem colocados da cidade.


O Enem é utilizado como critério de seleção para os estudantes que pretendem concorrer a uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, cerca de 500 universidades já usam o resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando ou substituindo o vestibular.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Pará se prepara para pandemia de gripe suína


Uma reunião entre os médicos especialistas do Hospital Universitário João Barros Barreto (HUJBB) e da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) será realizada na manhã desta terça-feira (28), às 10h, para definir como as diretrizes do Ministério da Saúde contra a possível pandemia da chamada gripe suína, que já provocou 149 mortes no México e está se espalhando por países vizinhos e Europa, vai ser aplicada no Pará.

Rita Medeiros, médica infectologista e virologista do HUJBB, deve coordenar o tratamento dos casos suspeitos que venham a aparecer no Pará. A prevenção ficará por conta da Sespa. Segundo, a assessoria da Sespa, a reunião desta terça-feira será fechada para a imprensa.

Na segunda-feira (27), foi anunciado que um casal que veio de lua de mel de Cancún, no México, está internado com suspeita de ter contraído o influenza suíno. Na semana passada, um outro caso suspeito, em São Paulo, assustou, mas logo a gripe suína foi descartada.

No México, 110 pessoas podem ter morrido da doença, outra 400 estão hospitalizadas e mais de 1.600 casos suspeitos foram identificados - mas destes, cerca de 1.000 já se curaram e receberam altamédica.
O influenza é uma infecção viral aguda do sistema respiratório, causada pelo vírus influenza, de distribuição global e elevada transmissibilidade. A influenza e suas complicações (principalmente as pneumonias) são responsáveis por um volume significativo de internações hospitalares no país. No Pará, o único hospital apto a receber casos suspeitos da doença é o Hospital João Barros Barreto, que fica na Rua dos Mundurucus, 4487, no bairro do Guamá, em Belém.


sábado, 25 de abril de 2009

Jornalista condenada por espionagem no Irã entra em greve de fome

Agencia France Presse, em Teerã

A jornalista Roxana Saberi, 31, condenada no Irã a oito anos de prisão por espionagem, está em greve de fome há cinco dias, declarou seu pai, Reza Saberi, à agência France Presse, neste sábado.

"Começou [uma greve de fome] e hoje [sábado] é o quinto dia", declarou . Roxana Saberi foi recentemente condenada por um tribunal revolucionário de Teerã, sob acusação de espionagem para os Estados Unidos, após um julgamento rápido e a portas fechadas, o que deixou uma infinidade de dúvidas a respeito de sua lisura.

Desde que foi presa, em 31 de janeiro, as acusações contra ela cresceram da suposta compra de uma garrafa de vinho, o que é proibido no Irã, à denúncia por trabalhar de forma ilegal, após expirar seu credenciamento de imprensa.

Finalmente, em 9 de abril, poucos dias antes do início do julgamento, o promotor Hassan Zare Dehnavi acusou-a de espionar o Irã para os Estados Unidos. "Seu advogado apelou da condenação hoje", acrescentou o pai da jornalista.

Saberi, filha de pai iraniano e mãe japonesa, chegou a Teerã há seis anos e, desde então, trabalhou para meios de comunicação britânicos e americanos de prestígio como as emissoras BBC e Fox News. Ela tem duas cidadanias (iraniana e americana), apesar do Irã não reconhecer as duas nacionalidades. Ultimamente, reunia informação para escrever um livro.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Documentário traz bastidores do julgamento dos assassinos de Dorothy


'Mataram Irmã Dorothy' está em cartaz nos cinemas. Filme mostra queda de braços entre missionária e fazendeiros no Pará.


Com o rosto inchado e sujo de terra, o corpo de Dorothy Stang é encontrado crivado de balas, jogado em uma estrada no meio da floresta. A fotografia da freira morta fica na cabeça de quem assiste ao documentário “Mataram Irmã Dorothy”, que está em cartaz nos cinemas brasileiros. É assim, mostrando o que muita gente não quer ver, que o filme dirigido pelo norte-americano Daniel Junge conta a história do assassinato da missionária e explora os bastidores do julgamento de quatro dos cinco acusados pelo crime.

Stang foi morta com seis tiros em 12 de fevereiro de 2005 no município de Anapu (PA), a sudoeste de Belém. Ela lutava pela implantação de um Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), um tipo de assentamento de reforma agrária que causa menos impacto ao meio ambiente.

Em 94 minutos, Junge consegue retratar em detalhes a realidade da fronteira amazônica, onde a floresta cede lugar aos pastos e a Justiça está longe do alcance da maioria da população. “É muito difícil você sobreviver quando aborrece alguma pessoa naquela região”, sentencia, durante o filme, o advogado Américo Leal, chefe da equipe que defende os acusados pela morte da freira.
O documentário começa com lugares-comuns, mostrando a beleza da selva, os caminhões carregados de madeira, a prisão dos pistoleiros e a chegada do irmão de Dorothy ao Brasil. A história começa a mudar, contudo, quando são ouvidas as lideranças locais, que não encaravam com bons olhos a presença da missionária em Anapu. A tensão – e a indignação – cresce com o início do julgamento dos acusados. Os pistoleiros que confessaram o crime mudam várias vezes seu depoimento ao longo do processo, isentando de culpa os supostos mandantes.

A acusação se vê perdida no meio dos papéis na frente do juiz, e a defesa acusa a própria Dorothy de incitar a violência na região. O filme não toma partido na história, mas é clara a crítica ao sistema judiciário brasileiro. “Quem tem dinheiro no Brasil não vai preso”, resume no documentário o pistoleiro Clodoaldo Batista, condenado a 17 anos de reclusão por participar do assassinato.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Memórias!!

Acho que pela primeira vez vou dividir com os leitores deste blog umas linhas que retratem meus pensamentos e, principalmente, meus sentimentos. Sou uma pessoa muito reservada quando o assunto é sentimento, mas, ultimamente, tenho tanta coisa que sinto a necessidade de dividir com alguém. E me vejo só, sem saber com quem, afinal quem quer ouvir as lamúrias do outro, “a vida já é dura pra que se importar!!!”.
Então, resolvi escrever neste espaço que é meu, e, claro, público e livre, portanto, quem não estiver afim poderá ignorar este post e ler os demais. Aos que resolverem passar a vista terão minha gratidão. Então vamos ao “facto”.

Nos últimos dias tenho andado meio distraída, impaciente e indecisa. Com um aperto no peito e uma dor que vem não sei de onde.

E ontem, entre uma pauta e outra, a palavra “desprezo” me veio à mente como que uma revelação: “e se o que está me afligindo nada mais é do que a dor do desprezo!!”. Durante todo o dia de ontem me mantive ocupada para não pensar no assunto. Mas à noite, no silêncio do quarto e com a cabeça em cima do nosso mais fiel companheiro: o travesseiro!! não tive mais como fugir e a realidade me atingiu como uma formiga: silenciosa e imperceptível ela sobe pelos nossos pés e ao menor movimento... já era, você só senti a dor incômoda da picada!!

Mas, afinal, qual o significado da palavra “desprezo” e de que forma ela pode ser sentida por nós. De uma coisa eu sei: tudo depende de quem é o agente da oração. Afinal, não permitimos que qualquer um tenha esse poder de nos abater.

Então, a dor será profunda se o agente que nos despreza for alguém que se ama e que se quer bem. Esses sim são todos os sujeitos da oração, não importa se é simples, composto, indeterminado ou, muitas vezes, inexistentes, e mesmo quando a oração é sem sujeito, há um agente que apenas não quis se declarar. E dói, dói tanto sentir que você não faz mais parte da vida do outro. Dói ver que sua falta não é sentida e que você não era realmente importante.

Não me refiro somente ao orgulho, é claro que o ego também sofre um baque, mas é difícil ver que tudo o que se construiu com alguém não faz mais sentido nenhum e que de uma hora pra outra foi esquecido.

Então a dor do “desprezo” deve ser uma reunião de várias dores; e a dor da perda vem encabeçando todas elas. Mas, confesso que ainda não sei expressar o que seria essa dor, por isso, coloquei abaixo as palavras do Reginaldo Cordoa, que tenta descrever esse sentimento tão injusto.

Abraços!


Carla Ninos



A dor do desprezo.

“Alguma vez, você já ficou sem o chão?
Sim, exatamente isso, sem o chão? Você não leu errado.
Alguma vez, você ficou assim, meio que parecendo um bobo, perdido como uma barata tonta?
Tenho certeza que sim.
Às vezes acontecem algumas coisas ruins em nossas vidas, que literalmente nos tiram o chão. O anuncio da demissão, a morte prematura de alguém muito querido, o desencontro, o diz que me disse envolvendo o nosso nome, uma acusação leviana entre muitas outras situações tão corriqueiras nos nossos dias. Nestes momentos, a decepção com os fatos, sempre nos faz morrer um pouco. Esse “de repente”, esse chega pra lá que levamos, que nos pega de calças curtas, é extremamente nocivo a nossa saúde, são momentos que podem nos lançar a instantes depressivos ou ainda a uma depressão profunda.
Entre muitas situações ruins, encontramos algo simplesmente devastador.
O desprezo.
Ai! Como dói o desprezo.
Ser desprezado é uma das mais terríveis formas de sofrimento. Em qualquer situação vivemos a expectativa de bons resultados e o desprezo frustra esta expectativa. E quando o desprezo parte de alguém que queremos bem, de alguém que amamos é muito pior. Neste caso realmente perdemos o chão. Sentimos apenas o desamor da pessoa amada...”


Reginaldo Cordoa

"Eleição de Dilma seria simbólica para democracia"


Uma eventual eleição da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a Presidência em 2010 seria um "acontecimento duplamente simbólico e lisonjeiro para a democracia brasileira", segundo o jornal francês Le Monde da quarta-feira. "Imaginemos o Dilma representa: uma mulher, pela primeira vez presidente, oito anos depois da eleição de um operário", justifica o diário.


Em um artigo que traça o perfil e a trajetória política da ministra, o Le Monde apresenta como a ex-militante radical de esquerda que hoje tem a reputação de "dama de ferro" e que é a mais provável candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições presidenciais do ano que vem.

"Você vai ouvir falar dela cada vez mais, de agora até o fim de 2010", diz o artigo. "Porque Dilma - evitemos 'Dilminha', uma intimidade da qual ela não gosta - está se tornando a grande estrela da política brasileira."Segundo o Le Monde, os trunfos da ministra são "a inteligência, a força de trabalho e as qualidades de administradora". Mas o jornal lembra que seu "defeito" é nunca ter enfrentado uma eleição.

'Bisturi'
O diário francês afirma que para tentar superar esta desvantagem e se aproximar mais do eleitorado, Rousseff conta com os conselhos e a ajuda de Lula, e está tratando de se tornar cada vez mais conhecida. "Ela está 'metendo os pés no barro'. Há vários meses, está em uma acelerada campanha pré-eleitoral, sempre acompanhando o presidente em suas atividades oficiais", diz o Le Monde. "Muitos instrumentos do PT foram colocados à sua disposição para tramar para ela uma rede nacional.

"O jornal revela ainda que a ministra passou recentemente por uma transformação em sua imagem. "Alguns cortes apropriados de bisturi rejuvenesceram e suavizaram seus traços. Ela perdeu 10 kg, adotou um penteado mais moderno e mais ruivo, e substituiu seus óculos de miopia por lentes de contato. Ela cuida melhor de sua maquiagem, sorri com mais freqüência e usa palavras mais simples em público."

"O 'produto' Dilma está quase pronto para ser vendido", conclui.O Le Monde lembra, no entanto, que apesar da imensa popularidade de Lula, a vitória de Rousseff em 2010 não está garantida.

"Ela possivelmente terá como adversário um homem de peso, José Serra, governador de São Paulo e ex-rival derrotado por Lula em 2002."

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pesidente Lula terá blog e coluna em jornais

Sérgio Matsuura- Jornalista


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vai ganhar um blog para servir de canal de comunicação das ações do Governo. O nome provisório é Blog do Planalto. Já existe uma versão de teste pronta. Faltam apenas alguns ajustes jurídicos, a contratação de pessoal e a implantação de medidas de segurança. O site deve ir ao ar em uma ou duas semanas após a resolução desses problemas.

O Blog do Planalto vai seguir o modelo do blog da Casa Branca, do presidente norte-americano, Barack Obama. A ideia do Governo é servir de fonte de informação diretamente para a população. Atualmente, o site da Previdencia disponibiliza conteúdo direcionado para a imprensa, como imagens, íntegras de discursos, a agenda do presidente, entrevistas, entre outras informações sem nenhum grau de edição.

O novo canal trará matérias já editadas, em vez do material bruto. Além disso, será criado um canal no Youtube para a veiculação de vídeos. Medidas para a divulgação do conteúdo em sites de relacionamento e na blogosfera também serão tomadas.


PS: E quem quiser conhecer o blog da Casa Branca é só dar uma olhada nos meus blog's favoritos - "eu leio!" - e acessar o link. É bem legal, mas (claro) está em inglês.. Bem, ainda sim, vale a pena conferir!!

No Rio, ator de 'Harry Potter' fala sobre bastidores de filmagens

Alfred Enoch interpreta Dino Thomas na série de filmes. Filho de brasileira, ator conta como conquistou o papel.


Quem vê o britânico Alfred Enoch, de 20 anos, andando pelas ruas do Rio como quem está em casa nem imagina que ele faz parte do elenco fixo de uma das maiores franquias de Hollywood: "Harry Potter". "Tenho muita sorte", diz o ator em português fluente, aprendido com sua mãe, que é brasileira.

Na série do bruxinho, Alfred - ou simplesmente Alfie, como prefere ser chamado - interpreta Dino Thomas, estudante da Escola Hogwarts, amigo do protagonista, conhecido por narrar os jogos de quadribol. Ele está na franquia desde o primeiro filme e também estará em "Harry Potter e o enigma do príncipe", que estreia por aqui em 17 de julho.

Assim, desde os 11 anos, a rotina de Alfie é se dividir entre as filmagens de "Harry Potter" e os estudos, ao lado de seus companheiros de elenco Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint e outros. "Crescemos juntos, e a amizade fica cada vez mais forte; isso ajuda muito a fazer os personagens, que também são muito amigos", afirma o ator, sempre com um sorriso no rosto.

"Estar no set é sempre muito divertido. As filmagens nunca me atrapalharam, o problema era que eu tinha de estudar mais para compensar as aulas que perdia na escola", conta Enoch, que hoje frequenta a Universidade de Oxford, onde cursa Letras com habilitação em português e espanhol.


Teste garantiu entrada
Filho do ator veterano William Russell, com uma extensa carreira na TV e no teatro britânicos, Alfie chegou à franquia por meio de um teste, mas também contou com um "empurrãozinho" paterno. "Sempre quis ser ator, imitar meu pai, mas nunca pensei que conseguiria. Quando tinha dez anos, ele me levou para fazer um teste para uma peça de teatro de Londres, e eu consegui o papel.

Um tempo depois, recebi um telefonema da produção do 'Harry Potter': eles tinha me visto no teatro e queriam que eu fizesse um teste para ser Dino Thomas."

Na época, Alfie já era fã dos livros de J.K. Rowling e sabia que a adaptação para o cinema tinha um grande potencial de sucesso. Ele conta que no início achou que não passaria no teste, devido à sua cor de pele. "Nos livros não está escrito que o Dino é negro, por isso pensei que não seria aprovado", diz. Mas logo o ator recebeu uma resposta positiva. "Fiquei muito feliz; era uma oportunidade incrível."

Rotina de filmagens
Atualmente, Alfred Enoch diz que o deslumbre inicial com a superprodução já não existe mais. "No meu primeiro dia no estúdio, tudo era muito estranho. Depois, a gente se acostuma e começa a achar tudo normal. Mas, até hoje, quando tenho tempo para parar e olhar em volta vejo como estar ali naquele cenário é extraordinário."

O ator também se encanta com a atenção dos fãs, sempre que é reconhecido nas ruas e nas pré-estreias dos longas. "No primeiro filme, meu personagem era pequeno, mas as pessoas já sabiam meu nome. Pensei: isso não pode ser verdade!", diz Afred. "A dedicação dos fãs de Potter é algo muito especial, isso me emociona muito. Eles são capazes de ficar horas esperando no frio só para te ver e dizer oi."

Alfie já está na contagem regressiva para a próxima pré-estreia, em meados de julho, quando "Harry Potter e o enigma do príncipe", sexto filme da série, chega aos cinemas. O ator diz que está tão ansioso para o lançamento quanto os fãs, mas se nega a adiantar qualquer detalhe sobre a nova produção. "Você não imagina como eu gostaria de poder contar, mas não posso", diz rindo.

sábado, 18 de abril de 2009

Eu leio SUPER INTERESSANTE!!!

A Revista SuperInteressante Especial deste mês de abril mergulha no mundo misterioso das religiões e questiona: "DEUS: o que existe acima de nós?"
Realmente imperdível, pessoas qualificada falam sobre o tema, como o cardeal arcebispo de São Paulo e pastor de mais de 6 milhões de católicos, dom Odilo Scherer; o geneticista e ex-coordenador do Projeto Genoma, Francis Collins, um cientista que acredita em Deus; filósofos e psicólogos; além de alguns dos grandes homens notáveis da nossa era.
Edição maravilhosa para os curiosos de plantão que querem saber mais sobre Deus nas
principais religiões do mundo.



Algumas opniões sobre Deus:

"Acaso talvez seja o pseudônimo usado por Deus quande Ele não quer assinar Suas obras."
Théophile Gautier, poeta e dramaturgo francês (1811-1872)


"Deus está nas coincidências."
Nelson Rodrigues, dramaturgo e escritor brasileiro (1912-1980)


"Segurei muitas coisas em minhas mãos, e perdi todas. Mas tudo que coloquei nas mãos de Deus ainda tenho."
Martin Luther King, pastor ativista político americano (1899-1984)


"Uma prova de que Deus está conosco não é o fato de não cair, mas de se levantar depois de cada queda."
Santa Teresa de Ávila, religiosa e escritora espanhola (1515-1582)


"Para os crentes, Deus está no princípio das coisas. Para os cientistas, no final de toda reflexão."
Max Planck, físico alemão, pai da Teoria Quantica (1858-1947)


"Deus é um comediante atuando diante de uma platéia assustada demais para rir."
Voltaire, filósofo e iluminista francês (1694-1778)


"Deus não tem religião."
Mahatma Gandhi, líder político e espiritual indiano (1869-1948)


"Aprendi que devíamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que Lhe pedimos."
Willian Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês (1564-1616)


"Ao criar o homem, Deus superestimou Sua capacidade."
Oscar Wilde, escritor irlandês (1854-1900)


"O homem em seu orgulho, criou Deus à sua imagem e semelhança."
Friedrich Nietzsche, filósofo alemão (1844-1900)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Justiça do PA proíbe publicação de imagens de vítimas de violência

Uma decisão da Justiça do Pará proíbe que O Liberal, Diário do Pará e Amazônia publiquem fotos de pessoas vítimas de acidentes e mortes brutais que possam implicar em ofensa à dignidade humana e ao respeito aos mortos. O pedido partiu do Movimento República de Emaús (CEDECA), da Sociedade de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e do Governo do Estado. A 4ª Câmara Cível Isolada do TJ-PA acolheu voto da desembargadora Eliana Abufaiad. Se descumprirem a decisão, os jornais pagarão multa diária de R$ 5 mil.

“Os leitores do Pará gostam de jornalismo policial, já é uma tradição por aqui. E os jornais investem muito nisso. O Liberal, por exemplo, tem um caderno só dedicado a notícias policiais com seis páginas. É importante salientar que o Pará é um estado com extrema violência. A guarda nacional está até por aqui. É uma pena essa decisão porque não poderemos mostrar realmente o que está acontecendo. Isso é bom para o governo do Estado”, disse Mauro Mendonça, chefe de reportagem do O Liberal e produtor do jornal Amazônia. Segundo ele, os diários ainda não foram notificados. “Vamos recorrer, com certeza”, avisa.
A decisão trata da “proibição imediata da utilização, nos jornais de suas responsabilidades, de fotos/imagens de pessoas vítimas de acidentes e/ou mortes brutais e demais imagens que não se coadunem com a preservação da dignidade da pessoa humana e do respeito aos mortos, evitando-se, com isso, a utilização de imagens chocantes e brutais, sem qualquer conteúdo jornalístico, mas com intuito meramente comercial”.

Segundo consta na decisão, “há aparente conflito de direitos fundamentais, quais sejam o de livre manifestação e o da inviolabilidade da esfera íntima (art. 5º, X do CF), quando, no foco, encontra-se a liberdade de imprensa. Se, por um lado, é garantido aos meios de comunicação noticiar acontecimentos e expressar opiniões, por outro, não podemos olvidar o direito dos cidadãos à inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem”.

Censura prévia
A Associação Nacional de Jornais disse estar consciente de que a legislação prevê casos em que a imprensa não deve reproduzir determinadas imagens e “como não poderia deixar de ser, recomenda a seus associados que cumpram esses dispositivos legais. Ressalta, entretanto, que apenas no caso de descumprimento dessas normas cabe ao Judiciário, provocado ou não pelos prejudicados, por pessoas a eles ligadas ou pelo Ministério Público, tomar as medidas cabíveis. A interdição geral e a priori é uma descabida censura prévia que viola frontalmente o espírito e a letra da liberdade de expressão assegurada pela Constituição Federal”.

A ANJ recomendou que os diários recorram da proibição para que “o mesmo Poder Judiciário que decidiu pela censura prévia restabeleça a Liberdade de Expressão. O direito à informação, mais do que dos meios de comunicação, é de toda sociedade”.

Viver e Aprender!!!

Aprendi que aconteça o que acontecer, pode até parecer ruim hoje, mas a vida continua e amanhã melhora.

Aprendi que dá para descobrir muita coisa a respeito de uma pessoa observando-se como ela lida com três coisas: dia de chuva, bagagem perdida, luzes de árvore de Natal emboladas.

Aprendi que, independentemente da relação que você tenha com seus pais, vai ter saudade deles quando se forem.

Aprendi que 'ganhar a vida'[making a living] não é o mesmo que 'ter uma vida' [making a life].

Aprendi que a vida às vezes nos oferece uma segunda oportunidade.

Aprendi que a gente não deve viver tentando agarrar tudo pela vida afora; tem que saber abrir mão de algumas coisas.

Aprendi que quando decido alguma coisa com o coração, em geral vem a ser a decisão correta.

Aprendi que mesmo quando tenho dores, não tenho que ser um saco.

Aprendi que todo dia a gente deve estender a mão e tocar alguém. As pessoas adoram um abraço apertado, ou mesmo um simples tapinha nas costas.

Aprendi que ainda tenho muito o que aprender.

Aprendi que as pessoas esquecem o que você diz, esquecem o que você faz, mas não esquecem como você faz com que se sintam.



Eu ainda não aprendi estas coisas, mas juro que estou tentando.....

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Campanha em prol dos desabrigados de ALTAMIRA

O Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará está mobilizando a cidade de Santarém e região para ajudar a cidade de Altamira que sofre com as enchentes provocadas pelas fortes chuvas. Mais de 15 mil pessoas foram atingidas, mil pessoas estão desabrigadas, algumas famílias foram levadas para o parque de exposições da cidade e parte do município está sem água.

A campanha tem por objetivo arrecadar roupas, calçados, alimentos não perecíveis, colchões e cobertores. O Hospital Regional será o posto de coleta e ainda este mês será enviada a primeira remessa com os materiais arrecadados.

Açudes transbordaram e a força da água atingiu casas, lojas e ruas. Com a força das águas, três barragens construídas por fazendeiros para atividades agrícolas cederam e se juntaram às águas do igarapé Altamira e rio Xingu, inundando 13 bairros. A cidade chegou a ficar isolada.

Portanto, a situação é muito grave, desoladora e emergencial. Desta forma, o Hospital Regional de Santarém, por fazer parte da rede pública estadual de saúde e também por estar comovido com a situação de Altamira resolveu desenvolver esta campanha para arrecadar roupas, calçados, alimentos não perecíveis, colchões e cobertores. O Hospital Regional será a concentração destas arrecadações.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Homenagem à Professora Gersonita

Quem foi aluno dela já deve, pelo menos uma vez, ter declamado este poema em sala de aula. Uns com performances memoráveis, como minha amiga Bárbara Carneiro sempre costuma lembrar em nossos encontros rotineiros.
Pensando agora, sempre que nós reuníamos nossa turma costumávamos lembrar da professora Gersonita e dos seus poemas.


As pombas

Raimundo Correia

Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...

sábado, 11 de abril de 2009

Como treinar o cahorro a obedecer?

Descobri um blog irado para ajudar aqueles marinheiros de primeira viagem, quando o assunto é: cachorro!!! (pensaram no quê? rsrsrs..).


Ah, mas não é só de cachorro que ele entende. Se você é daqueles que não resiste e acaba criando os mais variados tipos de bichinhos e têm algumas dúvidas sobre eles, então manda um email para o Alexandre Rossi: faleconosco@caocidadao.com.br. Saca só essas dicas abaixo:


Com medo de perder o carinho do cão, muitas pessoas acabam não usando a palavra “não” da maneira correta. O bicho precisa enxergar você como um líder. Por isso, agir com firmeza é essencial para que você ganhe esse respeito e confiança do animal.

A importância do fracasso
Se você quer mesmo que o seu cachorro aprenda e respeite o significado da palavra “não”, é importantíssimo que ele fracasse sempre na tentativa de fazer alguma coisa errada.
Inclusive esse é um ótimo exercício de paciência e persistência pra você: se o cachorro te vencer pelo cansaço, o treinamento vai por água abaixo! Lembre-se: só há vontade de tentar se há chance de conseguir e seu cão sabe muito bem disso!

Sem exceções!
Portanto, não abra exceções: se o cachorro não deve subir no sofá, então não deixe que ele o faça em hipótese alguma! Se durante o exercício você permitir que o cão suba no móvel uma única vez, ele vai entender que sempre existe uma possibilidade de conseguir o que quer.

Treinando o “não”
Existem vários exercícios práticos que podem te ajudar a ensinar para o cão o significado da palavra “não”.
Um deles é bem simples: coloque um petisco no chão, pode ser um biscoito, bem na frente do cachorro, e diga “não!” sempre que ele tentar pegar a guloseima. Certifique-se que ele não conseguirá, de jeito nenhum, pegar a recompensa. Para isso, você pode usar uma guia ou se conseguir, impedi-lo com a própria mão.
Faça o exercício várias vezes. Sempre que o cão te respeitar e não manifestar nenhuma intenção de roubar o biscoito, recompense-o pelo comportamento certo com carinhos e petiscos.

Coisas proibidas
Também há algumas situações que nos permitem praticar ainda mais o exercício do “não” no dia a dia. Por exemplo: quando seu cachorro pula em você pra tentar roubar os biscoitos que estão na sua mão antes de oferecê-los pra ele. Nesse caso, chegue bem perto do cão e faça aquela festa. Se ele pular, diga “não!” e vire-se de costas imediatamente. Repita a ação toda vez que o cachorro pular em você nessas circunstâncias. Mas, atenção: não se esqueça de recompensá-lo todas as vezes que ele agir da maneira correta.
Colocando estas dicas em uso, logo você vai dominar o “não!” e se tornar o verdadeiro líder da sua matilha, e tudo isso sem perder o carinho do seu cãozinho!

Escavações podem confirmar existência histórica de 'minas do rei Salomão'



Extração industrial de cobre na Jordânia é contemporânea do monarca. Mineração seria feita por reino vassalo; especialista contesta estudo.


A velha briga para determinar o que é fato e o que é lenda nos textos bíblicos acaba de passar por mais uma reviravolta -- e quem saiu ganhando foi o glorioso reino de Salomão, filho de Davi, que teria governado os israelitas há 3.000 anos. Escavações na Jordânia sugerem que a extração de cobre em escala industrial no antigo reino de Edom -- região que, segundo a Bíblia, teria sido vassala dos reis de Israel -- coincide, em seu auge, com a época do filho de Davi. Em outras palavras: as célebres "minas do rei Salomão" podem ter existido do outro lado do rio Jordão.

Rejeitos da extração de cobre têm 6 metros de comprimento.


A pesquisa, coordenada pelo arqueólogo Thomas E. Levy, da Universidade da Califórnia em San Diego, está na edição desta semana da prestigiosa revista científica americana "PNAS" , e bate de frente com os que duvidam da existência de uma monarquia poderosa em Jerusalém durante o século 10 a.C. Segundo esses pesquisadores, como Israel Finkelstein, da Universidade de Tel Aviv, tanto a região de Jerusalém quanto a área de Edom, onde as minas foram encontradas, eram habitadas por uns poucos aldeões e pastores nômades nessa época. O surgimento de reinos politicamente bem organizados e capazes de empreendimentos de larga escala só teria sido possível por ali cerca de 200 anos depois.

Levy discorda. "O que nós mostramos de forma definitiva é a produção de metal em larga escala e a presença de sociedades complexas, que podemos chamar de reino ou Estado arcaico, nos séculos 10 a.C. e 9 a.C. em Edom. Trabalhos anteriores afirmavam que o que a Bíblia dizia a respeito disso era um mito. Nossos dados simplesmente mostram que a história de Edom no começo da Idade do Ferro precisa ser reinvestigada usando ferramentas científicas", declarou o arqueólogo ao G1.

COBRE EM ABUNDÂNCIA?
A região escavada por Levy e seus colegas na Jordânia é uma velha suspeita de ter abrigado as famosas minas salomônicas. Nos anos 1940, o arqueólogo americano Nelson Glueck já tinha defendido a idéia. No entanto, foi só com as escavações em larga escala no sítio de Khirbat en-Nahas (em árabe, "as ruínas de cobre"), ao sul do mar Morto, que o tamanho da atividade mineradora ali ficou claro. Estima-se que, só em sobras da extração do minério, existam no local entre 50 mil e 60 mil toneladas de detritos.

Numa escavação iniciada em 2006, Levy e seus colegas desceram pouco mais de 6 m e montaram um quadro em alta resolução da história de Khirbat en-Nahas. A ocupação começa com uma estrutura retangular de pedra, com protuberâncias ou "chifres". "Pode ter sido um altar", conta o arqueólogo -- esses "chifres" eram usados como plataforma para besuntar o sangue dos animais sacrificados na antiga Palestina. Acima dessa estrutura, ao menos duas grandes fases de extração de cobre estão documentadas, com paredes de pedra que serviam como instalação industrial.

Vista aérea do sítio de Khirbat en-Nahas, com antiga fortaleza em formato quadrado abaixo, no centro.


Uma das formas de datar a atividade mineradora é a presença de artefatos egípcios -- um escaravelho e um colar -- que aparentemente datam da época dos faraós Siamun e Shesonq (chamado de Sisac na Bíblia) -- o século 10 a.C. Mas os pesquisadores também usaram o método do carbono-14 para estimar diretamente a idade de restos de madeira usados para derreter o minério e extrair o cobre. O veredicto? O mais provável é que a atividade industrial na área tenha começado em 950 a.C., data equivalente ao auge do reinado de Salomão, e terminado em torno de 840 a.C.

E não é só isso: escavações numa fortaleza próxima também sugerem uma construção na era salomônica, durante o século 10 a.C. Segundo o relato bíblico, Salomão usou vastas quantidades de bronze (cuja matéria-prima, ao lado do estanho, era o cobre) na construção do templo de Jerusalém. Também teria continuado o domínio estabelecido por seu pai Davi sobre Edom e financiado uma frota de navios mercantes que saíam do litoral edomita em busca de produtos de luxo.

Levy diz que os dados obtidos em Khirbat en-Nahas são compatíveis com o quadro do Antigo Testamento, mas mostra cautela. "Se as atividades lá podem ser atribuídas ao controle da produção de metal pela Monarquia Unida israelita, pelos edomitas ou por uma combinação de ambos, ou até por um outro grupo, é algo que nossa equipe na Jordânia ainda está investigando", ressalta ele.

ILUSÃO?
A pedido do G1, o arqueólogo Israel Finkelstein comentou o estudo na "PNAS" e fez pesadas críticas. Para começar, Finkelstein não reconhece a região de Khirbat en-Nahas como parte do antigo reino de Edom, porque o sítio fica nas terras baixas jordanianas, e não no planalto do além-Jordão.

Pesquisadores reconstruíram lugar em realidade virtual para localizar amostras de forma precisa.

"Na época em que Nahas está ativa, não há um único sítio arqueológico no platô de Edom, que só passa a ser ocupado nos séculos 8 a.C. e 7 a.C.", diz o pesquisador israelense. "A mineração em Nahas não tem a ver com o povoamento de Edom, mas com o do vale de Bersabéia [parte do reino israelita de Judá], que fica a oeste, ao longo das estradas pelas quais o cobre era transportado até o Mediterrâneo", afirma.

Finkelstein também critica o fato de Levy e seus colegas teram usado os rejeitos de mineração como base para sua estratigrafia, ou seja, as camadas que ajudam a datar o sítio arqueológico, porque eles formariam estratos naturalmente "bagunçados" de terra. E afirma que a fortaleza estudada pelos pesquisadores também é posterior ao século 10 a.C.

"Aceitar literalmente a descrição bíblica do rei Salomão equivale a ignorar dois séculos de pesquisa bíblica. Embora possa existir algum fundo histórico nesse material, grande parte dele reflete a ideologia e a teologia da época em que saiu da tradição oral e foi escrito, por volta dos séculos 8 a.C. e 7 a.C. Os dados de Nahas são importantes, mas não vejo ligação entre eles e o material bíblico sobre Salomão", arremata Finkelstein.

Levy preferiu não responder diretamente as críticas do israelense, embora um artigo anterior de sua lavra aponte que, ao contrário do que diz Finkelstein, há ligação cultural entre os habitantes das terras baixas e os edomitas do planalto. "Suponho que, toda vez que há uma interface entre textos sagrados e dados arqueológicos, é natural que o debate se torne emocional", diz ele.