segunda-feira, 18 de junho de 2012

Aterro terá marchas de mulheres e de denúncia ao governo nesta 2ª feira. Cúpula dos Povos é um evento paralelo à Rio+20.

Passeatas no 4º dia do evento terão concentração no MAM.

Do G1 RJ


O quarto dia da Cúpula dos Povos, maior evento paralelo à Rio+20, nesta segunda-feira (18), será de marchas pelo Aterro do Flamengo, na Zona Sul da cidade. A partir das 9h, grupos feministas vão se concentrar para a Marcha das Mulheres, no Museu de Arte Moderna (MAM), um dos pontos altos da programação do evento.
O objetivo da marcha é falar sobre os direitos das mulheres. O protesto vai ter carro de som, cartazes e faixas. De acordo com as organizadoras, às 7h30, parte das manifestantes sairá do acampamento montado no Sambódromo e seguirá para o MAM, onde haverá atividades de apoio à mulher. De lá, elas vão percorrer a Avenida Antônio Carlos, a Rua da Assembleia e a Rua Carioca. Ao final do evento, as mulheres pretendem fazer encenações teatrais e roda de ciranda.
Na parte da tarde, terá a Marcha a Ré da Rio+20, um movimento de denúncia contra os retrocessos ambientais do governo da presidente Dilma Rousseff. A concentração será no MAM, a partir das 14h. O público também poderá assistir e participar dos fóruns e debates que acontecem nas 50 tendas espalhadas no local.
A Cúpula dos Povos é um evento paralelo à Rio+20, onde organizações da sociedade civil discutem temas relacionados à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. A organização espera reunir 18 mil pessoas.

Programação
O público esperado para essa edição do evento é quase o dobro do que compareceu à Cúpula dos Povos em 1992, durante a Rio-92. O encontro quer que os temas discutidos na Rio+20 não fiquem só no papel, mas se transformem em práticas sociais. Para saber toda a programação do evento, com os horários das atividades, acesse o link aqui.
A ideia dos organizadores é ir além dos temas que serão debatidos no Riocentro, onde acontece a conferência oficial com representantes de 193 países, e realizar debates de forma independente, e com a possibilidade de assumir tons mais críticos ao que está sendo decidido pelos governos.
Um mês antes do início da conferência, representantes da Cúpula dos Povos apresentaram um documento mostrando que o debate principal do grupo vai girar em torno da rejeição à mercantilização da natureza e ao que chamam de "economia verde".
Entre os temas a serem debatidos estão não apenas o próprio desenvolvimento sustentável, mas também o conceito de economia verde, assuntos relativos a florestas, oceanos, a crise econômica global e seus reflexos sobre o G-20, e os conflitos socioambientais nos Estados Unidos e na Europa.
A Cúpula dos Povos vai ter debates até o sábado (23), depois do encerramento da conferência oficial.
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